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Alunos do SESI Itapetininga desenvolvem satélite funcional para monitorar a qualidade do ar em São Paulo

Projeto desenvolvido por estudantes do Ensino Médio e do SENAI foi aprovado em etapas de validação, recebeu premiação em evento internacional e agora se prepara para uma nova missão: estabelecer comunicação entre o satélite e a Terra

Projeto desenvolvido por estudantes do Ensino Médio e do SENAI foi aprovado em etapas de validação, recebeu premiação em evento internacional e agora se prepara para uma nova missão: estabelecer comunicação entre o satélite e a Terra

 Por: Fernanda Leme | Comunicação Regional SESI-SP
11/09/202611:04- atualizado às 11:23 em 11/09/2026

Alunos do SESI Itapetininga são premiados em evento internacional. (Foto: Rodrigo Raffa)

 

O SESI Itapetininga acaba de alcançar um marco importante na área de Ciências Espaciais: estudantes da escola desenvolveram um nanosatélite funcional, no formato CubeSat, capaz de realizar uma missão de monitoramento ambiental. Com apenas 10 centímetros cúbicos, o equipamento foi projetado para contribuir com o acompanhamento da qualidade do ar no estado de São Paulo por meio de sensoriamento remoto.

O projeto foi desenvolvido pelos estudantes Luigi Barros Rechinelli, Luísa Valim de Souza, Lívia de Góes Rocha e Maria Dulce Moraes Martins, do 3º ano do Ensino Médio do SESI e alunos do curso de Desenvolvimento de Sistemas do SENAI. E essa conquista também tem o olhar, a orientação e a dedicação do professor Rodrigo Raffa, que acompanhou os estudantes durante todo o desenvolvimento do projeto.  A iniciativa surgiu a partir de uma problemática que afeta diretamente a qualidade de vida da população: a poluição atmosférica. Em São Paulo, o tema chama atenção pelos impactos à saúde pública.

Foi a partir desse desafio que os estudantes retomaram um projeto iniciado em 2021 e deram novos passos em sua evolução. Utilizando um kit educacional, o grupo participou de todas as etapas de desenvolvimento do nanosatélite, desde a modelagem e programação até a construção de um equipamento funcional, preparado para coletar dados e cumprir uma missão de monitoramento ambiental.

 

Da ideia aos testes

O projeto foi inscrito na 3ª Olimpíada Brasileira de Satélites e avançou por diferentes etapas de desenvolvimento e validação. Inicialmente, o satélite foi idealizado e projetado. Em seguida, foi construído e submetido aos processos de validação.

Na etapa seguinte, o CubeSat enfrentou testes de suporte e estresse mecânico e magnético, fundamentais para verificar sua resistência e funcionamento. O resultado foi positivo: o satélite foi aprovado e está em condições de ser lançado.

A conquista também levou os estudantes a um dos principais eventos do setor espacial na América Latina. Nos dias 2 e 3 de setembro, em Iacanga, no interior de São Paulo, o grupo participou da Latin American Space Challenge, onde foi premiado pelo projeto, marcando mais uma conquista para o SESI Itapetininga.

Para o professor e orientador Rodrigo Raffa, o sucesso do projeto vai além do desenvolvimento de uma nova tecnologia. “O projeto foi um sucesso do início ao fim. Não apenas pela consolidação de uma nova tecnologia para a escola e para a cidade, mas principalmente pelo conhecimento construído pelos estudantes durante todo o processo”, destaca o professor.

 

O próximo desafio: fazer o satélite conversar com a Terra

Com o nanosatélite aprovado, uma nova etapa do projeto começa agora, que promete ser tão desafiadora quanto as anteriores. Os estudantes trabalham no desenvolvimento da capacidade de acompanhar e receber os dados enviados pelo satélite a partir de uma estação em solo, utilizando ondas de rádio.

Em outras palavras, o próximo desafio é fazer o satélite conversar com a Terra. A nova missão representa mais um passo no fortalecimento da competência dos alunos do SESI Itapetininga na área de Ciências Espaciais.

Mais do que desenvolver tecnologia, o projeto proporciona aos estudantes uma experiência prática de pesquisa, inovação e resolução de problemas reais, aproximando a educação das tecnologias que ajudam a compreender e transformar o mundo.

E, em breve, o SESI Itapetininga poderá não apenas ter um satélite funcional pronto para ser lançado, mas também a capacidade de ouvir o que ele tem a dizer.

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