Premiação homenageou docentes do SESI-SP e da rede municipal com iniciativas voltadas à inclusão, pensamento crítico, ancestralidade, Ciência e combate à desinformação
Por: Lais Basso, Faculdade Sesi de Educação
13/05/202617:11- atualizado às 17:25 em 13/05/2026

Vencedores do Prêmio SESI-SP 2026. Foto: Everton Amaro/Fiesp
O IV Congresso Internacional de Educação SESI-SP foi palco, nesta segunda-feira (11/05), da cerimônia do Prêmio SESI-SP de Educação 2026, iniciativa que reconhece projetos pedagógicos inovadores desenvolvidos por professes do SESI-SP e da rede municipal.
Com a apresentação teatral do grupo Palco, vencedor da edição de 2025 na categoria Educação Superior, o evento em clima de descontração aproximou o público das iniciativas premiadas de forma leve e envolvente. As performances dialogaram diretamente com os projetos reconhecidos ao longo da noite.
Durante a abertura, o prêmio foi definido como uma homenagem aos profissionais que transformam vidas diariamente. “Antes de qualquer profissão existir, existiu um professor”, destacou o professor da Faculdade SESI de Educação Levi Côrrea, em texto apresentado na cerimônia.

Grupo Palco, vencedor da edição de 2025 na categoria Educação Superior. Foto: Everton Amaro/Fiesp
Ao longo da premiação, foram reconhecidos projetos voltados à inclusão, diversidade linguística, investigação científica, educação crítica, combate à desinformação e valorização da ancestralidade e da cultura.
Na categoria Docente da Rede Municipal de Ensino – Educação Infantil, o professor Marcelo Duarte Sales foi premiado pelo projeto “LIBRAS e Educação Infantil: promovendo inclusão, interação e diversidade linguística na escola”, que amplia as possibilidades de comunicação e interação no ambiente escolar.
Já na categoria Docente da Rede Municipal de Ensino – Ensino Fundamental I (1º ao 3º ano), Ingrid Cunha Alves foi homenageada pelo projeto “Passos para a Inclusão: Banco Solidário de Tênis como Estratégia de Equidade e Segurança nas Aulas de Educação Física”, iniciativa voltada ao acolhimento e à participação dos estudantes nas atividades escolares. Na Rede SESI-SP, Lourdes Francisco Pereira foi reconhecida na categoria Ensino Fundamental I (1º ao 3º ano) com o projeto “Botânica em ação: investigação científica e tecnologia na exploração da flora local”, que incentiva o protagonismo estudantil por meio da ciência e da tecnologia.
Na categoria Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), William Kleber Martins Vieira ganhou pelo projeto “Além do colo: o desafio de cuidar!”, trabalho que propõe reflexões sobre questões humanas e sociais.
A professora Mirian Regina de Camargo Frederigi Gonçalez foi premiada na categoria Ensino Médio Regular pelo projeto “Sala do Desconforto: imersão cênica e educação crítica no Programa Juventudes Antimisoginia (SESI-SP)”, que utiliza experiências imersivas para promover conscientização e diálogo com os estudantes.
Na Educação de Jovens e Adultos (EJA), Juliete Gomes de Lara de Souza foi reconhecida pelo projeto “Desvendando Fake News: letramento midiático e protagonismo na Educação de Jovens e Adultos”, iniciativa voltada ao desenvolvimento do pensamento crítico diante da circulação de informações falsas.
Encerrando a noite, Sandra Costa dos Santos recebeu o prêmio na categoria Educação Superior pelo projeto “Jogos em Ciências Humanas – Pretoguês e ancestralidade em sala de aula”, que valoriza identidade cultural, linguagem e ancestralidade no ensino. Segundo a docente, a proposta foi inspirada no conceito de “pretuguês”, desenvolvido pela intelectual Lélia Gonzalez, que aborda a presença da cultura e da oralidade negra na formação da língua e da identidade brasileira.
“Nós desenvolvemos um projeto a várias mãos. Não é um projeto meu, é um projeto dos estudantes. Pensamos a partir da Residência Educacional e fomos reproduzindo isso na comunidade. Receber esse prêmio é bastante relevante porque representa um trabalho construído coletivamente”, destacou Sandra Costa dos Santos.
“O verdadeiro reconhecimento da docência acontece nas marcas que os professores deixam nas vidas das pessoas”, destacou Levi Côrrea no encerramento da cerimônia.

Foto: Everton Amaro/Fiesp