O que está buscando?
Portal Educa    MEU SESI - Entrar

Centros Culturais do SESI recebem obras de arte inéditas criadas para cada espaço expositivo

A obra "Um olhar para o mundo", de Adrianna?Eu, abre a temporada de exposições exclusivas que poderão ser vistas nos Centros Culturais do SESI-SP em Sorocaba, Itapetininga, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto

A obra "Um olhar para o mundo", de Adrianna?Eu, abre a temporada de exposições exclusivas que poderão ser vistas nos Centros Culturais do SESI-SP em Sorocaba, Itapetininga, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto

 Por: Karina Costa, Sesi-SP
20/05/202614:49- atualizado às 16:58 em 20/05/2026


"Um olhar para o mundo", de Adrianna Eu, entra em cartaz dia 29 de maio
no Centro Cultural SESI Sorocaba. Foto: Divulgação.
 

Nos meses de maio, junho e julho de 2026, seis centros culturais do SESI-SP pelo estado receberão em seus espaços expositivos instalações artísticas únicas, criadas para cada local de exibição. A primeira obra inédita poderá ser apreciada em Sorocaba, a partir do dia 29 de maio. A criação é da artista Adrianna Eu. 

Obras concebidas para dialogar com as características arquitetônicas, simbólicas e sensoriais dos ambientes referem-se à linguagem visual site-specific. Ao apostar em exposições com instalações nesse formato, o SESI-SP estimula a produção artística contemporânea. 

“Desde 2013, o SESI-SP realiza o projeto Espaço Galeria, que contempla exposições de artes visuais e propicia a circulação de obras originais. Ao mesmo tempo, o projeto amplia o acesso do público a experiências culturais gratuitas e de qualidade. Este ano, a iniciativa ganha uma versão especial, a Edição Site-Specific, com obras inéditas criadas especialmente para cada espaço expositivo. A escolha curatorial pelo conceito site-specific possibilita que cada mostra seja exclusiva, além de oferecer ao público uma experiência mais próxima, envolvente e significativa”, explica Larissa Lanza, analista de Atividades Culturais do SESI-SP. 

Para o Espaço Galeria do Centro Cultural SESI Sorocaba, Adrianna Eu propôs “Um olhar para o mundo”, obra definida como uma imersão profunda na subjetividade humana. Para construí-la, ela utilizou milhares de metros de linhas de costura vermelhas e oitenta óculos antigos suspensos entre o teto e o chão. A obra cria uma “floresta em carne viva” que inverte papéis, fazendo com que o espectador se sinta observado pela própria peça. Essa experiência imersiva de autoconhecimento e alteridade estará em cartaz a partir de 29 de maio.

No SESI de Itapetininga, o público vai contemplar “Folhas Avulsas”, instalação composta por 154 folhas fotografadas, modeladas em 3D e banhadas em ouro, suspensas por correntes metálicas que desenham curvas no ar, sustentando as folhas douradas que parecem flutuar e acompanhar o fluxo do ambiente. A obra reafirma o diálogo característico da expoente, Laura Vinci, com a arquitetura, transformando o espaço expositivo em um campo sensível de ritmo e suspensão. Visitação a partir de 30 de maio, no Centro Cultural SESI Itapetininga.

 


(1) Centro Cultural SESI Itapetininga_obra Folhas Avulsas_Crédito da foto Jorge das Neves
(2) Centro Cultural SESI Campinas_obra Uma história fóssil_Crédito da foto Divulgação

 

Ainda no mês de maio, a partir do dia 30, Campinas recebe “Uma história fóssil”, instalação composta por uma torre de aço que faz circular, continuamente, água salgada coletada do mar de Santos. O fluxo da água — transparente e escura — evoca petróleo, matéria fóssil e a lógica de uma máquina industrial infinita. A obra conecta simbolicamente litoral e interior, deslocando o mar para dentro do Centro Cultural. O trabalho propõe uma reflexão poética sobre os oceanos, economia, imigração, indústria e meio ambiente.

 

Mais estreias em junho e julho: obras inéditas na linguagem site-specific nos Centros Culturais do SESI em São José dos Campos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Nos dias 4 e 12 de junho, e 16 de julho, respectivamente, os Centros Culturais do SESI em São José dos Campos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto abrem as portas para as temporadas de mais três exposições nesta linguagem. 

Em São José dos Campos, ao acessar o Centro Cultural, o visitante será acolhido por uma canoa marcada por travessias, que sugere o início de uma jornada íntima e contemplativa. A instalação “MaréMorada” é assinada por Laura Gorski. Já “TRANS(OBRE)POR”, no Centro Cultural SESI Ribeirão Preto, investiga a coleta de elementos sonoros dispersos nos horizontes da cidade, num deslocamento entre som e imagem. A obra é de Marcelo Armani.


(1) Centro Cultural SESI São José dos Campos_obra Maré Morada_Crédito da foto Divulgação
(2) Centro Cultural SESI Ribeirão Preto_obra TRANS(OBRE)POR_Crédito da foto Marcelo Armani

 

“Tapicuru”, de Maurício Adinolfi, fecha a série de exposições inéditas da edição site-specific, no Centro Cultural SESI São José do Rio Preto, e apresenta uma estrutura de madeira e ferro que combina elementos de embarcações tradicionais com a forma orgânica da ossatura de uma baleia. A presença de pássaros regionais, principalmente os tapicurus, amplia o sentido da obra ao evocar deslocamento, resistência e transformação.


Centro Cultural SESI São José do Rio Preto_obra Tapicuru_Crédito da foto Maurício Adinolfi

 

“O Time SESI-SP acredita que a arte precisa fazer parte da vida das pessoas e que a cultura emana de cada um. Juntas, arte e cultura inspiram, despertam novos olhares e ajudam a construir uma sociedade mais sensível, criativa e humana. Mais do que propor exposições, queremos que o público se reconheça nesses espaços por meio das nossas atividades. Tudo gratuito e acessível. Assim, reafirmamos nosso compromisso com a difusão e democratização do acesso à cultura, formando públicos e proporcionando a eles novas experiências”, declara Pedro Leão, coordenador de Programação Cultural do SESI-SP. 

A entrada é gratuita e não é necessário reservar ingresso.

 

CONHEÇA AS OBRAS EM EXPOSIÇÃO NOS CENTROS CULTURAIS DO SESI-SP 

 

 

Centro Cultural SESI Sorocaba

Exposição: UM OLHAR PARA O MUNDO

Artista: Adrianna Eu

Período expositivo: 29 de maio de 2026 a 24 de janeiro de 2027

Horário: quarta a domingo, 10h às 19h

Classificação: livre

Finas linhas de costura se entrelaçam com outras, adensando a ocupação do espaço e nos mostrando que juntos somos mais fortes. São vermelhas como carne viva. Emboladas umas às outras, lembram que a vida não é feita de linhas retas. No meio delas, diversos óculos antigos se espalham suspensos, como se quisessem inverter a ordem de observação de uma obra de arte. Eles parecem olhar para o espectador que se aproxima. É um convite a olhar para si, a adentrar nas vísceras daquilo que somos, fomos e vamos nos tornar a partir de tudo o que nos atravessou nessa vida. Um convite a uma pergunta que se faz urgente e necessária: quem nós somos e o que queremos? A obra propõe um olhar para si mesmo, como ponto fundamental para que se possa “ver o outro”, e para que se possa “enxergar o mundo”.

Adrianna Eu nasceu no Rio de Janeiro, mas atualmente reside e trabalha em São Paulo. É formada pela Escola de Artes Visuais (EAV) – Parque Lage/RJ, onde frequentou cursos de Malu Fatorelli entre 2003 e 2006; e Filosofia, com Auterives Maciel, no Museu da República entre 2003 e 2007. Em 2010, frequentou o Grupo Alice de Estudos e Projetos, coordenado por Brígida Baltar e Pedro Varela. Seu nome, “Adrianna Eu”, é um “nome-obra” que carrega consigo um pronome que tem a intenção de provocar no outro um estranhamento, mas também afirmar um “eu” que surge no encontro. Muitas vezes, utiliza a linha, o corte e a costura para falar de relações de afeto. Seu trabalho fala de dor, desejo, medo, solidão, amor. Tudo o que é humano lhe interessa.

 

Centro Cultural SESI Itapetininga

Exposição: FOLHAS AVULSAS

Artista: Laura Vinci

Período expositivo: 30 de maio de 2026 a 24 de janeiro de 2027

Horário: terça (somente agendamento) | quarta a sábado, 9h às 20h | domingos e feriados, 13h às 19h

Classificação: livre

Apresentada em uma configuração inédita para o SESI Itapetininga, “Folhas Avulsas” reafirma o diálogo característico da obra de Laura Vinci com a arquitetura, transformando o espaço expositivo em um campo sensível de ritmo e suspensão. Adaptada às especificidades do edifício, a instalação incorpora correntes metálicas que desenham curvas no ar, sustentando folhas douradas que parecem flutuar e acompanhar o fluxo do ambiente. Distribuídas ao longo de uma grande parede branca, essas correntes criam um traçado contínuo que evoca um tipo de “eletrocardiograma” espacial — uma pulsação visual que sugere a respiração e a vitalidade do próprio lugar. As folhas, originadas de registros fotográficos e posteriormente fundidas em latão com banho de ouro, carregam em sua materialidade uma tensão entre permanência e delicadeza, natureza e artifício. Ao atravessar a instalação, o público é convidado a experimentar o espaço com o corpo, desviando, aproximando-se e se percebendo parte desse sistema. Folhas Avulsas propõe um encontro sensorial que nos reconecta com uma dimensão essencial: a de que não estamos separados da natureza, pois?somos extensão dela, pulsando em conjunto com o mundo ao nosso redor.

Laura Vinci nasceu em 1962. Formou-se em Artes Plásticas na FAAP e fez seu mestrado na ECA-USP. A artista tem participado de várias exposições no Brasil e no exterior. Em 2002, ocupou o espaço do CCBB-SP com a exposição “Estados”. Em 2004, participou da 26ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 2007, expôs no espaço do Octógono da Pinacoteca de São Paulo. Em 2010, apresentou as obras “LUX” em Lisboa. Em 2014, produziu “Batéia” para o vão central do CCBB-RJ, para a exposição “OURO”. Em 2018, exibiu “morro mundo” na galeria Nara Roesler de São Paulo. Em 2021, participou da exposição “A máquina do mundo: arte e indústria no Brasil 1901-2021” na Pinacoteca de São Paulo. Em 2022, mostrou “Maquinamata” na Galeria Nara Roesler do Rio de Janeiro. Em 2023, participou das exposições “El Dorado”, Fundação Proa, Argentina; “El Dorado: myths of gold” na Americas Society, Nova York; e da exposição “PEDRA VIVA”, Serra da Capivara, Mube, São Paulo. Em 2024, participou da exposição “Arte na Moda”, Masp, São Paulo. Em 2025, apresentou a exposição individual “Fluxos”, Mube, São Paulo.

 

Centro Cultural SESI Campinas Amoreiras

Exposição: UMA HISTÓRIA FÓSSIL

Artista: Jonas Arrabal

Período expositivo: 30 de maio de 2026 a 24 de janeiro de 2027

Horário: quarta a sábado, 10h às 20h | domingo, 10h às 19h

Classificação: livre

“Uma história fóssil” é uma instalação site-specific que transforma o espaço do SESI Campinas em uma experiência imersiva e sensorial. No centro da galeria, uma torre de aço com quase seis metros de altura evoca uma plataforma petrolífera e uma máquina industrial em funcionamento contínuo. Dela, escorre um fluxo incessante de água salgada, ora cristalina, ora tingida de negro, criando um ciclo infinito que remete tanto à passagem do tempo quanto à exploração de recursos naturais. A água percorre placas de vidro inspiradas no movimento das ondas, até formar um espelho d’água na base, onde o espectador se depara com imagens reais da coleta no mar, estabelecendo uma conexão entre litoral e interior. 

Mais do que uma instalação visual, “Uma história fóssil” propõe um debate urgente sobre a relação entre humanidade e meio ambiente. Ao contrapor a pureza da água ao aspecto denso e escuro da matéria fóssil, a obra evidencia tensões entre exploração e preservação, progresso e impacto ambiental. Inserida no contexto atual de discussões globais sobre sustentabilidade, a exposição convida o visitante a experimentar o tempo, a matéria e a memória de forma sensível, despertando novas percepções sobre o espaço que habitamos e os recursos que compartilhamos.

Jonas Arrabal, Cabo Frio (1984). É artista visual, graduado em Teatro pela UNIRIO e mestre em Artes Visuais pela UERJ. Começou sua produção em 2012 em diferentes linguagens, como vídeo, instalação e escultura, em diálogo com o teatro, o cinema e a literatura. Sua pesquisa apresenta questões pertinentes que evidenciam outra percepção da temporalidade. Interessa ao artista como a transformação dos lugares e o desaparecimento contínuo das coisas afetam novas percepções. Em seus trabalhos há uma operação que transita entre a invisibilidade e a visibilidade, transições e apagamentos concretos.

 

Centro Cultural SESI São José dos Campos

Exposição: MARÉMORADA

Artista: Laura Gorski

Período expositivo: 4 de junho de 2026 a 31 de janeiro de 2027

Horário: quarta a domingo, 10h às 20h

Classificação: livre

A exposição convida o público a atravessar um território sensível, onde lua, água e memória se entrelaçam em um fluxo contínuo. Ao entrar, o visitante é acolhido por uma canoa marcada por travessias, que sugere o início de uma jornada íntima e contemplativa. Entre bordados, desenhos, pinturas, fotografias e vídeo, a mostra revela paisagens marítimas que respiram no ritmo das lunações. Em “120 marés”, cada dia se materializa em gestos delicados que traduzem as oscilações do oceano, enquanto uma coluna de conchas costura fragilidade e permanência em um único corpo. Vestígios recolhidos na maré baixa, segredos bordados e imagens que evocam ciclos e retornos ampliam a experiência, convidando o olhar a desacelerar.

Laura Gorski, São Paulo/SP (1982), é artista e educadora. Sua pesquisa envolve: a investigação de paisagens por meio do deslocamento; a criação de imagens imersivas e contemplativas através do desenho, da pintura, da fotografia, do bordado e de sua relação com o corpo; o espaço; e o tempo. Formou-se em Design de Produto pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Participou de diversas exposições nacionais e internacionais. Integrou as residências artísticas “Mirante Xique-Xique” em Igatu, Chapada Diamantina, Bahia (2022); “Sacatar” na Ilha de Itaparica, Bahia (2019/2020); “Casa Wabi” em Puerto Escondido, México (2019); “Terra UNA” na Serra da Mantiqueira, Minas Gerais (2018); “LABVERDE” na Floresta Amazônica, Manaus (2017); “ZKU” em Berlim, Alemanha (2013), cidade na qual viveu durante um ano; e “Fundação na Bienal de Cerveira” em Portugal (2012), onde participou da 17ª edição da bienal. É professora de Artes na Escola Vera Cruz, em São Paulo, desde 2025.

 

Centro Cultural SESI Ribeirão Preto

Exposição: TRANS(OBRE)POR

Artista: Marcelo Armani

Período expositivo: 12 de junho de 2026 a 7 de fevereiro de 2027

Horário: quarta a sábado, 11h às 20h | domingo, 11h às 17h

Classificação: livre

O artista Marcelo Armani traz para o Centro Cultural SESI Ribeirão Preto o projeto TRANS(OBRE)POR, que investiga a coleta de elementos sonoros dispersos nos horizontes da cidade e se caracteriza como uma instalação sonora multicanal site-specific, de caráter híbrido, num deslocamento entre som e imagem. Nesse contexto, o artista realizará uma residência artística de curta duração. Armani permanecerá por 30 dias na cidade, entre os meses de maio e junho, realizando coletas e registros necessários para a produção das obras que resultarão na exposição. Distintos equipamentos e microfones serão utilizados para registrar as múltiplas camadas sônicas que se projetam nos horizontes urbanos e naturais. As gravações coletadas durante esses processos comporão a obra sonora multicanal dessa instalação e serão reproduzidas no espaço expositivo do Centro Cultural SESI Ribeirão Preto.

Marcelo Armani é artista sonoro, improvisador eletroacústico e técnico de som direto em projetos cinematográficos. Assina mais de 30 produções, entre séries, documentários e longas-metragens. Sua trajetória artística se insere na linguagem sonora e transita por múltiplos suportes que resultam na produção de dispositivos híbridos, obras e instalações sonoras multicanais. Seu campo de pesquisa reside na ação escultórica do som, trabalhando com interfaces digitais e analógicas. Sua prática ressoa de narrativas com a plasticidade e a espacialidade sonora, compreendendo o som como evento material para a “escuta ativa”, seja em dimensões cartográficas, como percepção antioculocêntrica, linguagem situacional ou resíduo social deslocado que carrega em si a sedimentação metafórica das arenas sociais.

Armani tem participado de mostras, conferências, residências e festivais em países da América Latina, Europa, África, Ásia e América do Norte. Lançou material fonográfico por selos de diferentes nacionalidades e organizou o programa de web radio Ambiente Aberto pela CAMP Radio, França. Atualmente, vive e trabalha entre as cidades de Porto Alegre e Canoas/RS.

 

Centro Cultural SESI São José do Rio Preto

Exposição: TAPICURU

Artista: Maurício Adinolfi 

Período expositivo: 16 de julho de 2026 a 14 de março de 2027

Horário: quarta a sábado,10h às 20h | domingos e feriados, 10h às 19h

Classificação: livre

“Tapicuru”, de Maurício Adinolfi, é uma instalação site-specific criada para o foyer do teatro do Centro Cultural SESI São José do Rio Preto. Inspirada na carpintaria naval, com estrutura de madeira e ferro, a obra combina elementos de embarcações tradicionais com a forma orgânica da ossatura de uma baleia, criando um corpo híbrido que sugere simultaneamente barco, animal e arquitetura. Seu desenho estrutural — composto por quilha, cavernas e proa — revela equilíbrio entre técnica e imaginação, convidando o público a circular e perceber suas tensões e detalhes. 

A presença de pássaros regionais, principalmente os tapicurus, amplia o sentido da obra ao evocar deslocamento, resistência e transformação. Ao dialogar com os rios que moldam a região, como o Rio Preto e o Tietê, a instalação resgata memórias do território e propõe uma reflexão poética sobre travessia, movimento e pertencimento, conectando natureza, história e experiência humana.

A pesquisa artística de Maurício Adinolfi se conforma por meio da investigação de questões estruturais do universo marítimo, instaurando ou explorando lugares específicos com a utilização de embarcações tradicionais que são retrabalhadas, deslocadas e atribuídas de outros elementos, criando operações de caráter construtivo e poético. Em geral, esses projetos abarcam duas questões principais: a relação entre natureza e cultura; e o processo de urbanização, pensando sua origem, consequências e problemáticas.

 


 

O Serviço Social da Indústria – SESI-SP desenvolve ações que estimulam a criação, a circulação e o acesso à arte e cultura em suas múltiplas linguagens. Entre essas iniciativas, destaca-se o projeto Espaço Galeria, nos espaços expositivos dos centros culturais de Campinas, Itapetininga, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Rio Claro e Sorocaba. Criado em 2013, a iniciativa oferece exposições de artes visuais, propiciando a circulação de obras originais com embasamento curatorial e expografia específica.

Para 2026, teremos a edição “Espaço Galeria: Edição Site-Specific”. A proposta incentiva a produção contemporânea por meio da realização de obras inéditas concebidas para dialogar com as características arquitetônicas, simbólicas e sensoriais desses ambientes. O projeto é pensado em estreita relação com o espaço, proporcionando novas formas de percepção e experiência estética ao público.

Mais do que uma exposição, trata-se de um convite à reflexão sobre o espaço como elemento ativo da criação artística — um campo de interação entre obra, arquitetura e visitante, em sintonia com o compromisso do SESI-SP de ampliar e democratizar o acesso e o diálogo entre arte, cultura e sociedade.

  

O SESI-SP oferece atividades culturais gratuitas em linguagens como música, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e difusão literária. Juntas, as atividades promovidas já alcançaram quase 20 milhões de pessoas. São 19 teatros, sete centros culturais, oito espaços de exposição, três estações de cultura, 95 núcleos para iniciação e formação de pessoas nas áreas de música, teatro, dança e circo. Além de uma unidade móvel que percorre todo o estado. Em 2026, mais três teatros e três centros culturais devem ser inaugurados.

 

A entidade reforça seu compromisso de oferecer ao público uma programação diversa, contundente e sempre gratuita, alinhada aos aspectos sociais e artísticos da contemporaneidade.?E de atuar na área de produção cultural, impulsionando a economia criativa e contribuindo para o aperfeiçoamento artístico. Em 2024, a instituição comemorou seis décadas de história, cultura e inovação de um de seus mais importantes projetos de democratização do acesso à cultura: o Teatro do SESI-SP, palco de espetáculos marcantes ao longo das últimas décadas.

Leia também