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“SUPERCRIATIVIDADE” é o tema do FILE em cartaz até 28 de agosto

Mais de 230 trabalhos, provenientes de 36 países, ocuparão a Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, um recorte significativo do que existe de mais potente e atual sobre a intersecção da arte com a tecnologia.

 Por: SESI-SP
11/07/202215:41- atualizado às 11:22 em 11/08/2022

O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE deste ano vai turbinar a conexão entre arte e tecnologia com múltiplas manifestações estéticas e artísticas. Videoarte, animações, games e instalações interativas, com o emprego da inteligência artificial e da realidade aumentada, entre outras tecnologias atuais, serão apresentados sob o tema SUPERCRIATIVIDADE, gratuitamente, entre 13 de julho e 28 de agosto, na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (CCF), na Avenida Paulista.   

Os curadores e fundadores do FILE, Paula Perissinotto e Ricardo Barreto, entendem que a criatividade nas artes, assim como na ciência, é um dos motores para a superação de obstáculos e a construção de novas realidades. “Quando a arte se encontra fechada na clausura de sua época, é a super criatividade que produz a fissura que permite a ela adentrar novos universos”, comenta Barreto.  

“A poética de cada época tem inspirado as manifestações estéticas”, emenda Perissinotto. “Neste sentido, é fundamental assimilarmos que cada vez mais intensamente estamos presenciando a produção artística ocupar seu lugar em meio a toda a sorte de inventividades digitais”, completa.  

Realizado em parceria com o SESI-SP, desde 2004, o Festival é um evento em que o público pode interagir e conhecer o que há de mais inovador na união entre arte, ciência e tecnologia. 

Receber o FILE em mais uma edição no Centro Cultural Fiesp é reforçar o trabalho do SESI-SP de formação de público e de democratização cultural, bem como uma oportunidade para abrirmos espaço e interlocução com pessoas que estão antenadas com a tecnologia, mas que também admiram arte e cultura. “É um momento para sairmos de nossa ‘zona de conforto’ e mergulharmos num universo instigante e envolvente, que aguça nossos sentidos e nos faz respirar arte e cultura”, comenta Débora Viana, Gerente Executiva de Cultura do SESI-SP. 


FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA – FILE 

Período: de 13 de julho a 28 de agosto de 2022 | Horários:  quarta a domingo, das 10h às 20h  

Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp  

Entrada gratuita e por ordem de chegada. Agendamentos de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br 

O descritivo de todas as obras da edição do FILE Supercriatividade podem ser encontradas no site www.file.org.br

 

FILE LED SHOW

Galeria de Arte Digital do Centro Cultural Fiesp, todos os dias, das 19h e 6h 

Palestra online gratuita, em 13.07, às 19h30: shorturl.at/cpGJ1


 

DO CONCEITO À PRÁTICA  

Toda a expressão da super criatividade sugerida pelos curadores poderá ser vista em trabalhos de artistas brasileiros e de outras 35 nacionalidades nesta edição do FILE. Entre eles há pesos-pesados como Augmented Shadow: Inside, do sul-coreano Joon Y Moon. Trata-se de uma experiência impressionante de realidade aumentada que permite a interação com personagens em sombras virtuais de objetos reais tridimensionais, como portas, janelas e cadeiras. Inédita no Brasil, a obra explora uma fronteira real-virtual. 

Do Canadá, Louis-Philippe Rondeau apresenta LIMINAL, obra capaz de materializar o limite entre o presente e o passado. Ao cruzar uma espécie de portal temporal, o reflexo do visitante é projetado por meio da técnica de slit-scan. Nesta metáfora visual, na qual o passado toma conta do presente, o visitante do FILE perceberá a dilatação do tempo e de seu próprio reflexo. 

Obra Liminal - Louis-Philippe Rondeau
Obra LiminalLouis-Philippe Rondeau

 

Os curadores do FILE explicam também que a super criatividade, inspirada no conceito de superinteligência, é observada ainda na Matemática, na concepção da máquina universal de Alan Turing, na construção de células autônomas de John von Neumann e nos circuitos lógicos eletrônicos de Claude Shannon. “Eles criaram, com muitos outros criativos, as máquinas inteligentes que originaram a inteligência artificial”. 

 É neste campo que Quantum Jungle, do alemão Robin Baumgarten – desenvolvedor de jogos independentes que trabalha com controladores de hardware experimentais e inteligência artificial – ganha notoriedade. Conceitos da Física Quântica são exibidos em uma parede com molas de metal sensíveis ao toque e milhares de LEDs. Seu invento calcula a equação de Schrödinger para modelar o movimento de uma partícula quântica e demonstra conceitos como superposição, interferência, dualidade onda-partícula e colapso de forma de onda quântica. 

Diversos trabalhos de artistas latinos, da Argentina, Chile, Brasil, Colômbia e México, poderão ser apreciados no FILE deste ano, dentre eles Átopos, de Ricardo Barreto, que é um jogo multidimensional, disruptivo e estratégico que oferece infinitas combinações e possibilidades. Entre as instalações, vale destaque também para o trabalho #L1, after Dan Flavin, da série Mindscapes, concebida pelo uruguaio Fernando Velázquez. #L1 é uma instalação em que um grupo de 16 barras de neon e um conjunto de samples extraídos do YouTube, de autores contemporâneos, são editados por um algoritmo de rede neural primitivo. A sequência de luz intermitente e o discurso desconexo gerados pelo algoritmo operam um estado de consciência particular saturando o aparelho perceptivo, ativando a memória e estimulando o pensamento associativo. 

Dos Estados Unidos, será possível conferir Wave Atlas, um mundo aquático fecundo em vida artificial digital que usuários simultaneamente criam e descobrem. Quanto mais pessoas interagem, mais rica e complexa essa ecologia se torna. A obra é assinada pelo Marpi Studio. 

Obra Expo#2 - Birk Schmithüsen
Obra Expo#2 - Birk Schmithüsen

 

O alemão Birk Schmithüsen exibe Exp. #2 (conversation), da série SpeculativeAI, que consiste em experimentos estéticos projetados para tornar processos de redes neurais artificiais perceptíveis para humanos. Um objeto luminoso esférico é capaz de ouvir sons e criar imagens. Um outro objeto sonoro, um dodecaedro de acrílico preto opaco, é equipado com oito alto-falantes, uma câmera e o segundo sistema de IA. Ele pode ver imagens e emitir sons. Na exposição, os dois sistemas estão em uma constante conversa audiovisual.

AVANT DIGITAL ART 

No conjunto de instalações exibidas no FILE há uma categoria especial: AVANT DIGITAL ART. Nela estão os trabalhos ‘Studio Visit: Stages One, Two, Three, & Final’ e ‘The Zone’, que apresentam estéticas inovadoras. Criado por Sam Rolfes, Studio Visit: Stages One, Two, Three, & Final é um percurso por mundo digital com performance virtual do artista, esmiuçando a captura de movimento, manipulações de realidade virtual e a dramaturgia da performance ao vivo.  

Em The Zone, animação artística interativa que toma como ponto de partida a ficção científica Roadside Picnic – de Arcady e Boris Strugatsky –, os jogadores são convidados a explorar o universo junto com os Stalkers (scavengers de inteligência artificial que não conseguem mais resistir ao chamado dos objetos) em busca dos Swag – fenômenos, fragmentos de texto e objetos que estão espalhados e ocultos. É uma exploração lúdica de temas como transformação, conexão com o ambiente, integração e ontologia. O projeto é assinado por Xenoangel, formado pela dupla Sam Twidale & Marija Avramovic.  

O descritivo de todas as obras da edição do FILE Supercriatividade podem ser encontradas no site www.file.org.br 

 

FILE LED SHOW  

O FILE LED SHOW contará com inúmeras exibições entre 19h e 6h, todos os dias enquanto durar o festival. Kaleision, Pulsaris e Spectral Groove são algumas das apresentações de Allison Tanenhaus, dos Estados Unidos. Mas, também haverá trabalhos de brasileiros, como Cartometrias Brandas, do Grupo Realidades. A chilena Soledad Cristina Águila Villarga apresenta sua Abstract Symphony. Destaque especial para a Academy of Media Arts Cologne, que contará com projeções de 15 artistas. 

Na fachada do edifício da Fiesp, casa do Centro Cultural Fiesp, está instalada a primeira Galeria de Arte Digital a céu aberto da América Latina, composta por 26.241 mil clusters de LED (light emitting diode), que formam uma cadeia elétrica que possibilita a transmissão de até 4,3 bilhões de combinações de cores com baixo consumo elétrico. Essas intervenções visuais permitem a participação do público em geral e se revelam um canal de difusão de arte e tecnologia que integra o cenário da cidade, situando São Paulo entre as metrópoles que associam a cultura e o seu tecido urbano. 

  

VANGUARDA COMO RESISTÊNCIA 

Desde sua primeira edição, há 22 anos, o FILE posiciona o Brasil em um lugar de destaque nos campos da inovação e da criatividade, tanto pela seleção e organização da mostra, como pelo registro e arquivo dos trabalhos apresentados. É reconhecido também pela abordagem irreverente e contemporânea das iniciativas realizadas.   

Essa trajetória única conferiu ao Festival, na edição imediatamente anterior ao início da pandemia de Covid-19, em 2018, o reconhecimento internacional pela publicação The Art Newspaper, nas categorias ‘top 20’ e ‘top 10’ de exposição mundial de arte e exposição mundial de arte contemporânea, respectivamente. O FILE fomenta não só o acesso às criações digitais, mas a produção de novas técnicas e experiências tecnológicas. 

Em 2022, o Festival conta com obras provenientes dos seguintes países: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bielorrússia, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Hong Kong, Hungria, Índia, Inglaterra, Irã, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Lituânia, México, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Sérvia, Turquia e Venezuela  


 

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