Prêmio reconhece projetos de destaque em pesquisa científica escolar
Por: Amanda Alves, comunicação Sesi-SP
24/03/202614:20- atualizado às 14:20 em 24/03/2026
A Escola Sesi Campinas Amoreiras conquistou o Prêmio Museu Paulista da USP na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), maior mostra pré-universitária de projetos científicos e tecnológicos do país. Realizado entre os dias 17 e 20 de março, na Universidade de São Paulo (USP), o evento reuniu 297 trabalhos finalistas, desenvolvidos por estudantes do ensino básico e técnico de todas as regiões do Brasil.

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Os estudantes do 3º ano do Ensino Médio, Leonardo Moura, Fernanda Duarte e Larissa Sutter, sob a orientação dos professores Tiago Bruzomolini e Lorena Figueiredo, apresentaram o projeto “Explorando os princípios do DUA (Desenho Universal da Aprendizagem) na criação de um kit de facilitação de aprendizagem”, que surgiu com o objetivo de tornar a educação mais inclusiva.
“A participação dos nossos estudantes na FEBRACE, ao apresentarem o tema da inclusão, reafirma o papel da escola na formação de cidadãos críticos, empáticos e comprometidos com uma sociedade mais justa, onde a ciência também é instrumento de transformação social”, afirma Cleide Bohnstedt, diretora do Sesi Campinas Amoreiras.
A partir de pesquisas de campo realizadas na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), durante um campeonato de bocha paralímpica, e na própria escola, foi identificado déficit de aprendizagem em português e matemática.
Diante disso, a equipe utilizou o FabLab da escola Sesi para criar um kit pedagógico a ser utilizado durante o processo de ensino e aprendizagem no ensino médio, com o propósito de tornar os conteúdos mais acessíveis, eliminando barreiras físicas, sensoriais e cognitivas. A iniciativa busca auxiliar estudantes com TDAH, deficiências visuais e auditivas, além daqueles com dificuldades escolares.



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“Analisamos que alguns materiais poderiam facilitar a aprendizagem de forma acessível e inclusiva”, explica a aluna Fernanda Duarte.
Para comprovar a eficácia de um dos protótipos desenvolvidos, o Carsesiano, foi realizada uma validação com dois grupos de alunos do 1º ano do Sesi Amoreiras. Um grupo respondeu a um questionário sobre funções após uma aula tradicional, enquanto o segundo, após uma aula utilizando o dispositivo como apoio, apresentou melhor desempenho na construção de gráficos.
Os testes indicaram que os dispositivos baseados no DUA auxiliam efetivamente no processo de aprendizagem, reforçando que os alunos estavam no caminho certo. “Ter ganhado esse prêmio foi muito importante, porque além de dar visibilidade ao tema, mostra que a inclusão hoje é diferente de antes. Trazer o DUA para esses materiais significa trazer mais pessoas para a educação”, destaca a aluna Larissa Sutter.
Apesar da convicção sobre a relevância do projeto, os integrantes ficaram surpresos com o resultado. “Nós dedicamos muito tempo ao desenvolvimento e ver que realmente deu certo, gerando retorno, traz a sensação de que tudo valeu a pena”, afirma Leonardo Moura.
Ao todo, três projetos foram contemplados com o prêmio. Os vencedores receberam conjuntos de publicações e ingressos para o Museu Paulista da USP.


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Essa não é a primeira vez que estudantes do Sesi Campinas Amoreiras são premiados na FEBRACE. Em 2023, o “Projeto d'Arte”, dos alunos Pedro Rafacho, Diego Meyer e Maria Fernandes, conquistaram o Prêmio Museu Paulista da USP, o Prêmio Destaque Instituto 3M e o 3º lugar na categoria Ciências Sociais.
O projeto abordou a acessibilidade de pessoas com deficiência visual em espaços físicos socioculturais, a partir de um protótipo com autodescrição do Abaporu, peça histórica de Tarsila do Amaral.