Sinopse
Imalè? Inú Ìyágbà, dança de águas amnióticas, tem como base os referenciais bibliográficos e simbologias ligadas ao matriarcado mítico iorubano, os contos “Sabela” e “Olhos d’água” de Conceição Evaristo e os rastros biográficos e memorialísticos da intérprete-criadora e suas escrevivências. O trabalho, que nasce como femenagem aos laços maternos, uma espécie de discurso, lembrete (ou seria rememoração?) da força vital que nutre toda uma linhagem familiar: Ìyá, a Mãe. Imalè? Inú Ìyágbà, do yorubá, abrange diferentes traduções e interpretações. Imalè?, o sagrado: símbolo e local de perpetuação da ancestralidade. Inú, o interior, o intimo ou as próprias vísceras: estômago, útero, intestinos. Para os yorubás, as emoções são expressadas pelo estômago. Tanto que, a fim de comunicarem seu estado emocional, dizem se seu estômago está "feliz ou triste". Já Ìyágbà, significa mulher ancestral, matriarca. Uma narrativa de músculos que se movimenta à matriz do sentido da existência e de suas interconexões. Uma dança-saudação à energia de Ìyá, a "artista criadora" da vida: o princípio de tudo, o "dentro" de todos os mundos.
Release
Imalè? Inú Ìyágbà. Entranha, interior sagrado da mulher ancestral. Imalè?, epicentro das memórias pessoais e relembranças de menina preta. É narrativa que fortalece o discurso e dá movimento e vida à raiz que se carrega. Rizoma ancestral, sutileza que nasce da força das Grandes Mães Ancestrais que embala e acalenta a alma de quem carrega o peso da existência. O trabalho nasce da tentativa de despontar jornadas escurecidas, de forma individual e coletiva, na busca por transformação e formação de “escrevivências” que nosso corpo-memória sofre/produz. Sob os escombros dos céus, revelar os segredos que carregamos nos olhos e no peito-coração.
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 35 minutos
Ficha técnica
Concepção, direção e interpretação: Adnã Ionara
Direção artística: Mariana Andraus
Assistência de direção, provocação e produção artística: José Teixeira
Concepção e interpretação musical: Graciela Soares e Otavio Andrade
Design e operação de luz: Karen Mezza
Sonorização e operação de som: Pedro Florio
Assistência de produção artística: Inara Alves
Produção: Wannyse Zivko (Arte & Efeito)
Teatro do SESI Araraquara
Av. Octaviano de Arruda Campos, 686 - Jd. Floridiana - Araraquara/SP
https://araraquara.sesisp.org.br/