Apresentada pelo SESI-SP, em parceria com a Fundação Bachiana, a Orquestra Bachiana Sênior SESI-SP é fundamentada no reconhecimento da experiência artística por meio de músicos profissionais, com idade acima de 60 anos, vindos das principais orquestras Brasileiras. A direção artística está sob os cuidados do Maestro João Carlos Martins e possui como regente principal o Maestro Laércio Sinhorelli Diniz.
O ponto crucial para essa criação, se pauta na relevância artística da proposta, fazendo parte de um processo artístico inclusivo e diversificado, que reflete a visão do SESI-SP, de ser reconhecido pela sua excelência na oferta de soluções para o desenvolvimento humano, nos campos da cultura, esporte, saúde e produtividade do trabalho. Desta forma, com a criação da Orquestra Bachiana Sênior SESI-SP, o SESI-SP amplia sua atuação cultural ao se tornar a primeira instituição brasileira a reunir músicos de concerto em todas as fases da vida, que se soma às ações já desenvolvidas na Bachiana Jovem e na Bachiana Filarmônica.
Para celebrar as diversas potencialidades podem se originar desse encontro de gerações e ampliar as possibilidades artísticas que unem a música erudita à outras linguagens, a Orquestra Bachiana Sênior SESI-SP apresentará em julho de 2026 uma programa especial: a orquestra inicia a noite com o Concerto para Cravo nº1 em Ré menor BWV 1052, de Johann Sebastian Bach, acompanhada do jovem pianista Francisco Martins Perpetuo de Lima Vazquez e, na sequência, nos presenteia com o concerto "Pedro e o Lobo" de Serguei Prokofiev, que contará com narração do multi-artistas Marcos Frota.
Francisco Vasquez - Pianista - Concerto para Cravo nº1 em Ré menor - Johann Sebastian Bach
Francisco Martins Perpétuo de Lima Vazquez é pianista natural de Barretos (SP), que iniciou seus estudos aos sete anos no Conservatório Vinícius de Moraes e, desde 2019, se aperfeiçoa em piano e cravo sob orientação de Gustavo Manfrim, tendo também recebido orientação de Araceli Chacon e Helena Jank e participado de masterclasses com Olga Kopylova. Atua como solista, destacando-se em apresentações com a Orquestra Bravíssimo e na participação no programa Prelúdio (TV Cultura) em 2024, além de desenvolver atividades em recitais, música de câmara e como pianista acompanhador, com repertório que abrange autores como Bach, Scarlatti, Beethoven, Mignone, Itiberê, Nazareth, Rameau e Mozart.
Marcos Frota - Narrador - "Pedro e o Lobo" de Serguei Prokofiev
Marcos Frota é ator, produtor, pedagogo e artista circense, formou-se em Pedagogia pela PUC-SP e iniciou sua trajetória artística em 1978, atuando como professor e dando seus primeiros passos como ator. Com carreira consolidada no teatro, destacou-se em diversas montagens, especialmente em Feliz Ano Velho (2001), que lhe rendeu importantes prêmios como Molière, Mambembe, APCA e APETESP. No audiovisual, participou de produções cinematográficas e teve longa trajetória na televisão, sendo contratado exclusivo da Rede Globo entre 1981 e 2018, onde interpretou mais de 25 personagens. Entre seus papéis mais marcantes está Tonho da Lua, de Mulheres de Areia, e Jatobá, de América, este último reconhecido por sua relevância na luta pela inclusão de pessoas com deficiência. Paralelamente à atuação, Marcos Frota tornou-se referência no universo circense. É trapezista e criador do Grande Circo Popular do Brasil, iniciativa voltada à valorização do circo como expressão artística. Também é fundador e presidente do Instituto Cultural e Assistencial São Francisco de Assis (ICASFA), responsável pela criação da UNICIRCO — Universidade Livre do Circo — projeto que integra arte, educação e inclusão social, impactando milhares de pessoas por meio de atividades culturais e formativas. Ao longo de sua trajetória, também idealizou projetos de cunho social e cultural, como o espetáculo Somos Todos Brasileiros, voltado à promoção dos direitos humanos e da cidadania de pessoas com deficiência, além de participar de festivais internacionais de circo em diferentes países.
Laércio Sinhorelli Diniz
Ele é regente e violinista brasileiro com sólida carreira nacional e internacional. Foi bolsista do DAAD na Alemanha, aperfeiçoou-se com mestres de referência mundial e desenvolveu intensa atuação como solista e professor. Como maestro, esteve à frente da Orquestra Filarmônica do Brasil (FIBRA), da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, da Orquestra de Câmara Engenho Barroco, além de ter regido formações internacionais, como a New Netherlands Orchestra (Holanda), a Lithuanian National Symphony Orchestra (Lituânia), a Nordwestdeutsche Philharmonie e o Das Freie Orchester Berlin (Alemanha). No Brasil, também realizou concertos com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (Belém) e a Orquestra Sinfônica da Paraíba, consolidando sua trajetória como um dos principais nomes de sua geração. Idealizador do Projeto Maestro CAPEMISA, dedica-se à democratização do acesso à música de concerto, unindo excelência artística e compromisso social.