É um espetáculo original que aborda a crise ambiental e a luta dos ativistas para enfrentar a degradação ecológica. Utilizando bonecos, projeções e uma dramaturgia delicada e potente, o espetáculo dramatiza a frustração e a impotência do indivíduo comum que tem consciência a ambiental de um lado e a impotência de mudar o rumo das coisas de outro lado, diante da crescente e irreversível deterioração do meio ambiente e das políticas insustentáveis em paralelo com a dizimação de povos indígenas e seus valores ambientais únicos.
““Trilogia da impotência” é uma proposta inovadora para a circulação de três espetáculos de
bonecos destinados ao público adulto que exploram, com profundidade e sensibilidade, a
temática da impotência do indivíduo frente a contextos adversos e opressivos, que compõem
o repertório de espetáculos da cia Caravan Maschera, que completa 15 anos em 2025.
A difusão conjunta dos três espetáculos que compõem o projeto, em 5 cidades diferentes do
interior e da capital paulista, oferece uma oportunidade única para debater temas de
relevância social e ambiental por meio do teatro de bonecos, uma forma de arte que permite
uma abordagem inovadora e impactante e que é a base de pesquisas de 15 anos de Caravan
Maschera. Além disso, o projeto tem a ambição de difundir a linguagem sensível e
encantadora do teatro de bonecos em cidades do interior paulista com espetáculos voltados
para o público adulto, desconstruindo, assim, a ideia ainda presente no imaginário coletivo de
que o teatro de bonecos se destina unicamente ao público infantil.
O projeto surpreende com a capacidade de provocar pensamento crítico e emocionar o
público por meio de cada um dos espetáculos, que possuem qualidade estética, repertório e
aceitação de crítica consolidadas na linguagem do teatro de bonecos para adultos.
Acreditamos que este projeto tenha o potencial de fazer uma diferença significativa nas
comunidades onde será apresentado, pois faz refletir sobre nossa condição humana de seres
impotentes em esferas distintas, mas convergentes: impotência dos indivíduos diante das
forças naturais e das injustiças sociais, a impotência de estar constantemente sob a vigilância e
da imposição de padrões normativos que restringem a liberdade pessoal, e a impotência dos
ativistas ambientais em face da apatia pública, da brutalidade dos interesses corporativos do
“Agropop” e da dizimação dos povos indígenas.
O que se pretende criar com o conjunto das apresentações, debates e oficinas em cada cidade,
é uma discussão comunitária sobre nossas impotências como indivíduos, de modo que se
possam criar novas estratégias, reflexões e trilhar novos caminhos na busca de modos de
resistir e coexistir no ambiente opressivo que circunda o cidadão comum nos dias atuais.
No total, serão atendidas 5 cidades de regiões administrativas distintas, com cada um dos 3
espetáculos. Ou seja, serão oferecidas 15 apresentações no total do projeto. É prevista a
realização de oficina de teatro de bonecos em cada uma das cidades atendidas,
prioritariamente em ambiente escolar e voltada para alunos de escolas públicas de cada
localidade. Em cada cidade, é previsto uma sessão de bate-papo com elenco de criação e
direção junto do público. São previstas apresentações com libras em 10 apresentações. São
previstas apresentações em horários especiais voltadas para agendamentos de alunos da rede
pública, prioritariamente, em todas as cidades atendidas.
Os espetáculos do projeto são:
1. Vidas Secas– Adaptação da obra clássica de Graciliano Ramos.
2. Vigiar e Punir – Baseado na análise filosófica de Michel Foucault sobre o poder e adisciplina.
3. Monsanto, mon amour – Uma reflexão sobre a impotência do indivíduo comum naluta ambiental contemporânea.
Produção: Caravan Maschera Teatro
Direção e encenação: Leonardo Garcia Gonçalves
Texto: Leonardo Garcia Gonçalves
Elenco: Leonardo Garcia Gonçalves, Rafael Salgado, Daiane Baumgartner
Bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves e Fernanda Paredes
Cenografia: Leonardo Garcia Gonçalves
Figurino: Kledir Salgado
Edição de diálogos: Rafael Salgado
Designer de luz: Leonardo Garcia Gonçalves
Operação de luz: Bruno Garcia
Vozes dos bonecos: Leonardo Garcia Gonçalves
Assessoria de imprensa: Canal Aberto
A Cia Caravan Maschera Teatro foi fundada em 2010 por Leonardo Garcia Gonçalves e Giorgia Goldoni. Leonardo finalizava suas pesquisas de mestrado em estudos teatrais na Universidade de Paris quando encontra-se com Giorgia, italiana formada na escola de belas artes da Universidade de Bolonha. Naquele momento, ambos trilhavam os caminhos enigmáticos que oscilam entre a máscara, o palhaço, o bufão e os bonecos. Entre 2010 e 2012 participam de um projeto europeu apoiado pela União Europeia, no qual, junto de outros 10 artistas de cinco nacionalidades, participam de uma formação itinerante entre França, Espanha, República Tcheca, Alemanha e Itália, cuja linguagem converge formas cênicas voltadas para a visualidade e para o teatro de bonecos.
Iniciam em 2012 seus primeiros trabalhos no Brasil, na zona rural da cidade de Atibaia, interior de São Paulo. Desde o início, estabelecem como princípio de criação de espetáculos uma interação constante com a comunidade que os cerca por meio de oficinas, cursos de formação e residências artísticas com artistas de diversas regiões do Brasil e do exterior. Em 2016 consolidam a ideia do Ponto de Cultura “TERRITÓRIO DAS ARTES CARAVAN MASCHERA”, que ocupa, desde então, espaços públicos, centros comunitários, praças e escolas da periferia e zona rural da cidade de Atibaia com atividades de formação e oferecimento de programação cultural diversificada.
Até hoje, a cia Caravan Maschera Teatro criou nove espetáculos que já circularam por 12 estados do Brasil e o Distrito Federal, além de ter participado de festivais internacionais na França, Itália, Eslovênia e Suíça. Agora, com a nova produção que estreia graças à realização do SESI SP, a Cia se depara com um momento de ressignificação de sua linguagem propensa ao teatro de bonecos e máscaras, resultante do encontro com a linguagem do audiovisual e com uma dramaturgia peculiar que revisita de modo inesperado as singularidades do teatro visual e de formas animadas.