A oficina teórico-prática Resista como uma Floresta: Arte, Território e Futuros, ministrada pela artista visual Roberta Carvalho, propõe uma imersão nos cruzamentos entre arte, tecnologia, território e imaginação de futuros.
Na primeira parte do encontro, a artista compartilha referências, metodologias e processos criativos desenvolvidos ao longo de sua trajetória em projetos que articulam arte digital, intervenção urbana, videomapping e narrativas amazônicas. A partir da obra Symbiosis e de outras experiências artísticas, serão discutidas questões relacionadas à criação de imagens, à ocupação poética dos espaços e ao papel da arte diante dos desafios socioambientais contemporâneos.
Em seguida, os participantes serão convidados a uma experiência prática de criação, explorando fotografia, vídeo, colagem digital, projeção e princípios introdutórios do videomapping. Por meio de exercícios individuais e coletivos, desenvolverão narrativas visuais inspiradas por temas como natureza, memória, identidade, sustentabilidade e futuros desejáveis.
A oficina busca estimular a experimentação artística, a troca de saberes e o desenvolvimento de repertórios criativos, oferecendo ferramentas conceituais e práticas para que os participantes possam criar e refletir sobre novas formas de relação entre imagem, tecnologia e mundo.
A oficina faz parte da obra digital Symbiosis, em cartaz na Galeria de Arte Digital e foyer do Teatro do Centro Cultural Fiesp, de 8 de julho a 18 de agosto de 2026.
Carga horária: 4 horas
Público-alvo: Jovens e adultos e que tenham interesse nos temas: artes visuais, projeção, criação artística de imagens, tecnologia da imagem e intervenção urbana.
Requisitos para participação: conhecimento de programas de edição de imagem em movimento ou estática. Recomendado que os participantes levem notebooks pessoais, com programas de edição prediletos instalados, para melhor aproveitamento da oficina.
A artista
Roberta Carvalho
Artista visual, multimídia e diretora artística. Amazônida nascida em Belém do Pará, sua atuação converge tecnologia, questões socioambientais e engajamento político-cultural em favor da Amazônia, com criações centradas em narrativas que partem das sabedorias ancestrais, reivindicações ambientais e da imaginação de futuros enraizados em outras cosmologias. A artista investe na potência das tecnologias como ferramenta de reconexão e visibilidade.
Desenvolve trabalhos envolvendo vídeo, intervenção urbana, projeção, realidades mistas, instalação e cinema. Vencedora do Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais, indicada ao Prêmio PIPA 2023, participou de variadas exposições e projetos nacionais e internacionais.
Fundadora da 11:11 Arte, é fundadora e diretora do Festival Amazônia Mapping, projeto pioneiro de arte e tecnologia no Brasil, produzido e protagonizado por Amazônidas.
É colaboradora artística do Museu das Amazônias, com instalações e obras que unem arte, tecnologia e ciência. É criadora do projeto Amazônia Imersiva, reunindo arte contemporânea em experiências imersivas. Realizou diversos projetos e exposições na COP30 em Belém.
No Rock in Rio 2022, foi diretora artística e curadora da NAVE, levando mais de 50 artistas para o maior festival de música do mundo. Dirigiu visualmente o projeto Amazônia: An Immersive Experience na COP28, em Dubai, assinou a direção artística do jantar imersivo da Cúpula da Amazônia para o Presidente Lula e líderes mundiais, e levou a Amazônia para as telas da Times Square e do Central Park com o projeto Pororoca, em Nova York.
@robertacarvalhooo
Fotos: Roberta Carvalho