O CORALUSP SESTINA apresenta ao público seu projeto Vitral: concebido pela maestra Marcia Hentschel, propõe um passeio pela riqueza e diversidade da literatura coral. Tal como um vitral é formado por diferentes peças que, reunidas, criam uma única imagem luminosa, o programa reúne obras de distintos períodos históricos, estilos e linguagens musicais, revelando a pluralidade da expressão coral. O repertório estabelece diálogos entre o sagrado e o popular, entre o barroco e a contemporaneidade, contemplando diferentes tradições e culturas musicais. Obras de compositores consagrados convivem com negro spirituals, canções da música popular brasileira e criações recentes da música coral internacional. Entre os destaques do programa encontram-se peças de Felix Mendelssohn e Christopher Tin, incluindo a celebrada obra Baba Yetu. Por meio dessa combinação de estilos, épocas e sonoridades, Vitral convida o público a uma experiência musical plural e sensível, evidenciando a versatilidade artística do CORALUSP SESTINA e a capacidade do canto coral de conectar diferentes tradições em um mesmo concerto.
Regente: Márcia Hentschel
Monitores: Ânderson Vieira, Eduardo Dobay, Karin Riske, Marcelo Recski
Apoio: Cláudio Rodrigues, Ivone Rocha, Walter de Tarso
Piano: Eduardo Dobay
O CORALUSP SESTINA foi inicialmente formado por antigos coralistas do CORALUSP Tarde e recebeu seu nome oficial em 2011. Desde então, mantém atividades regulares no campus da Cidade Universitária, em São Paulo, consolidando-se como um dos grupos estáveis do programa Coral da Universidade de São Paulo. Seu repertório é predominantemente erudito, embora também inclua arranjos de música popular brasileira e estrangeira, refletindo a diversidade estética que caracteriza sua trajetória.
Ao longo de sua história, o Sestina apresentou importantes obras do repertório coral e coral-sinfônico, entre elas Magnificat em Sol Maior de Johann Pachelbel, Missa Brevis K49 de Wolfgang Amadeus Mozart, Salmo XXIII de Georg Philipp Telemann, Magnificat em Dó Maior de Antonio Caldara, Gloria RV 589 de Antonio Vivaldi, a cantata Christ lag in Todesbanden BWV4 de Johann Sebastian Bach e a Misa a Buenos Aires, de Martín Palmeri. Em 2017, estreou a obra Juvenal e o Dragão, do compositor Nibaldo Araneda, escrita especialmente para o grupo.
Além da música de concerto, o coro destaca-se por projetos que dialogam com repertórios populares. Entre eles está o espetáculo Três Cantos da América, dedicado a obras de Astor Piazzolla, George Gershwin e Tom Jobim, bem como o programa Mestres, voltado à valorização da música coral brasileira e à homenagem aos compositores Camargo Guarnieri, Amaral Vieira, Damiano Cozzella e Gilberto Mendes. O grupo participa regularmente da cena coral paulistana e já se apresentou em importantes salas de concerto da cidade. Desde sua formação, está sob a direção musical da maestra Marcia Hentschel.
Regente Márcia Hentschel
Marcia Hentschel é regente, pianista e educadora musical com destacada atuação no cenário coral brasileiro. Natural do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos musicais em Santos (SP), onde formou-se pianista pelo Conservatório Musical de Santos. Posteriormente, aperfeiçoou-se em São Paulo sob orientação do compositor Amaral Vieira. Sua trajetória coral teve início aos treze anos de idade, como cantora do Coral da Universidade Católica de Santos (CUCAS), grupo que mais tarde viria a dirigir, direcionando sua carreira para a regência coral. Foi aluna de importantes mestres da regência, como Juan Serrano, Oswaldo Luppi e Benito Juarez, e participou dos Festivais de Inverno de Campos do Jordão entre 1976 e 1978. Em 1990, recebeu bolsa de estudos em regência orquestral no II Festival de Arte de Manfredonia, na Itália, ocasião em que dirigiu a Orquestra Sinfônica de Craiova, da Romênia. Também integrou os programas internacionais de formação para regentes do Europa Cantat, realizados na Espanha, Alemanha, Holanda e Itália. Ao ingressar no CORALUSP, na década de 1980, foi responsável pela introdução do trabalho coral-cênico na instituição, dirigindo projetos marcantes como Mberewá – o canto tribal, A Noiva do Condutor, Pedacinho de Brasil e Tarde com Chico. Possui ampla experiência à frente de corais universitários, comunitários e corporativos, tendo dirigido grupos ligados a instituições como Suzano, Petrobras, Pirelli, Unilever, Ericsson e Dow Brasil. Atualmente, além de dirigir o CORALUSP, mantém atuação junto ao Coral da Sociedade Filarmônica Lyra, ao Coral Pinheiros Canta e outros grupos independentes. Desde 1984, integra o quadro de regentes do CORALUSP, onde exerce atualmente o cargo de Diretora.
Teatro do SESI São Paulo
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