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Alice Caymmi convida Julia Mestre

Alice Caymmi convida Julia Mestre

Projeto: Quartas Musicais

Por trás do sobrenome que ecoa como um pilar da música brasileira, Alice Caymmi construiu uma trajetória marcada menos pela reverência ao passado e mais pelo desejo constante de ruptura. Nascida no Rio de Janeiro, em 1990, neta de Dorival Caymmi, filha de Danilo Caymmi e Simone Caymmi, sobrinha de Nana e Dori, ela poderia ter seguido o caminho previsível da intérprete elegante da MPB tradicional. Preferiu outro rumo: o da inquietação estética, da performance intensa e do risco artístico.

Desde a estreia, Alice deixou claro que não pretendia ocupar o lugar confortável de herdeira musical. Seu primeiro álbum, Alice Caymmi (2012), revelou uma cantora de voz potente e interpretação segura, reconhecida pela crítica como um nome promissor. Ali, ela já se destacava pela força vocal e a escolha de repertórios e arranjos que fugiam do óbvio.

A sua primeira performance em palco foi aos 12 anos, em show de Nana Caymmi no Canecão (RJ). Na mesma época, cantou no trio elétrico de Margareth Menezes, na Bahia. Em seguida, começou a participar de shows ao lado do pai. Em 2007, cantou no encerramento dos Jogos Panamericanos, no Rio. No ano seguinte, esteve no programa “Som Brasil –especial Dorival Caymmi”, interpretando as canções “Nem eu” e “Sábado em Copacabana”, do avô. Teve sua composição “Diamante rubi” incluída no CD “Sem poupar coração”, de Nana Caymmi.

Em 2012, fez temporada de dois meses no espaço Semente, na Lapa. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Espaço Cultural Sérgio Porto e no Teatro Café Pequeno (RJ). Nesse mesmo ano, lançou seu primeiro disco, “Alice Caymmi”, com suas canções “Arco da Aliança” e “Sangue, água e sal”, ambas em parceria com Paulo César Pinheiro, “Revés”, “Mater Continua”, “Água marinha”, “Rompante”, “Vento forte” e “Tudo que for leve”, além de “Sargaço mar” (Dorival Caymmi) e “Unravel” (Björk e Guy Sigsworth).

Em 2013, foi indicada ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria Revelação, pelo CD “Alice Caymmi”. Nesse mesmo ano, apresentou-se no espaço Audio Rebel (RJ), dividindoo palco com Rodrigo Campos. Abrindo o show de Mart’nália, apresentou-se, no início de 2014, no Circo Voador, com uma prévia do show “Dorivália".

No fim de 2014, Alice lançou o disco “Rainha dos Raios”, que a projetou nacionalmente. Faixas como “Homem”, “Como Vês”e “Meu Mundo Caiu”ajudaram a construir sua imagem artística: intensa, dramática e vocalmente poderosa. O álbum marca o momento em que Alice assume uma persona mais urbana, dramática e performática, com forte influência do pop alternativo, do rock e de uma MPB mais sombria. A imagem da “rainha” ligada a Iansã é central —força, instabilidade, desejo e fúria.

Em 2018 lançou o álbum “Alice”. O registro contou com participações e parcerias inéditas com Ana Carolina, Pablo Vittar e Rincon Sapiência. O trabalho deu origem à turnê #EuTeAviseiTour, que passou pelo Rio e São Paulo. O material foi composto por nove faixas, sendo oito inéditas.

Em 2019 lançou o CD “Electra”, em que ela canta todas as faixas acompanhada apenas de um piano. No repertório, canções como “De Qualquer Maneira” (Candeia), “Diplomacia” (Maysa), “Areia Fina” (Lucas Vasconcellos), “Mãe Solteira” (Elton Medeiros/ Tom Zé), “Medo” (Reinaldo Ferreira), “Fracassos” (Fagner), “Pelo Amor de Deus” (Tim Maia), “Pedra Falsa” (Paulo César PinheiroMauro Duarte), “Me Deixa Mudo” (Walter Franco) e “Aperta Outro” (Danilo Caymmi / Ana Terra). O show de lançamento ocorreu na Sala Adoniran Barbosa, no Centro Cultural São Paulo, com direção de Paulo Borges e figurino de Alexandre Herchcovitch. 

Em janeiro de 2020, Alice lançou o primeiro single do álbum, "A Noite Inteira", uma parceria com Àttooxxá escrita por ela, Rafa Dias e Wallace "Chibatinha" Carvalho dos Santos. No mesmo ano, a cantora lançou a música "Elétrika", em parceria com as Baianas Ozadas, que fez parte de uma campanha educativa para alertar a população sobre os cuidados a serem tomados para evitar choques elétricos durante o carnaval em Belo Horizonte. Em outubro de 2021, lançou seu quinto álbum de fato, Imaculada, com repertório quase totalmente autoral.

 

Julia Mestre 

Dona de uma estética autêntica e magnética, a cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora musical, atriz e diretora criativa carioca, que une referências da MPB, pop e psicodelia tropical, é hoje considerada uma das vozes mais criativas e sensíveis da nova geração da música brasileira. Com “Maravilhosamente Bem 2.0” Julia Mestre levará ao público uma experiência visual, com teatralidade, banda e muito ‘ao vivo’. “A ideia é que as pessoas se sintam atravessando esse universo comigo. E essa nova fase vem com um desejo muito claro de estrada, de circular pelo mundo afora”, destaca.

 Com direção criativa assinada pela própria Julia Mestre, cada apresentação é pensada como um ritual pop – uma experiência para cantar junto, dançar, se emocionar e sentir. Tudo em harmonia com as referências que norteiam o álbum: Rita Lee, Donna Summer, Marina Lima e Sade.


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