Em temporada no Teatro do SESI-SP, o espetáculo estreia dia 28 de março e traça a linda relação de Borghi com a estrela da era de ouro do rádio antes e depois de conhecê-la. A entrada é gratuita.
Por: Sesi-SP
05/03/202616:28- atualizado às 16:50 em 05/03/2026
“Tudo começou com um Renato ainda menino. Aos seis anos de idade, ganhei de minha mãe um disco da trilha sonora de ‘A Branca de Neve’, onde a voz da princesa era interpretada por Dalva de Oliveira. Ali, na vitrola da infância, nasceria uma paixão avassaladora e que atravessaria décadas, palcos e revoluções — culminando no encontro real e improvável entre fã e diva poucos anos antes dela nos deixar”, diz Renato Borghi.
Impulsionado por este amor incondicional, Borghi revisita suas memórias para homenagear uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. ‘Minha Estrela Dalva’ é a celebração dessa história, um reencontro do artista com sua musa.

Renato Borghi e Soraya Ravenle | Foto: João Caldas
Em 2026, essa memória ganha novo corpo e voz no palco através de um encontro de gigantes. Soraya Ravenle, que iniciou sua brilhante carreira no teatro musical integrando o coro de ‘A Estrela Dalva’ (1987), grande sucesso de Borghi com Marília Pêra, retorna agora para ocupar o centro do palco e encarnar a própria estrela. Com sua potência vocal e sensibilidade, ela não interpreta apenas a “rainha do rádio”, mas a força da natureza que cantou a dor rasgada antes disso virar moda; a mulher que desafiou os moralismos de sua época com o peito aberto e a garganta em chamas. Soraya traz à cena o mito humano, o “rouxinol do Brasil”, que ensinou a um país inteiro que o sofrimento, quando cantado, vira beleza.
“Nem nos meus mais belos sonhos eu poderia imaginar estar ao lado de Renato Borghi para falar de seu amor e devoção por Dalva de Oliveira, considerada por Villa-Lobos e tantas outras pessoas como a maior cantora popular brasileira. E meu primeiro musical foi ‘A Estrela Dalva’, com texto e atuação do próprio Renato, estrelado por Marília Pêra. É uma volta de 360 graus na minha vida, quase toda dedicada ao teatro musical brasileiro. Tenho pensado que, assim como me aconteceu com Carmen, Dolores, e Isaurinha, o que faço é um trabalho de tradução. Me aproximo, investigo, estudo, decifro os códigos dessa língua Dalva Vicentina de Oliveira. De que lugar ela canta? Que caminhos sua voz faz? Que histórias essa voz conta para nós ainda hoje? Não me interessa a cópia da casca, me interessa chegar perto da sua alma e colocar a minha bem coladinha com a dela, para que juntas falemos de amor, música, machismo, coragens e medos, alegrias e tristezas de uma artista brasileira, grandiosa, inesquecível. Obrigada, Dalva, por sua existência!”, declara Ravenle.


Soraya Ravenle como Dalva de Oliveira | Foto: João Caldas
Em um jogo cênico vertiginoso, Renato Borghi divide a cena com sua própria juventude. Elcio Nogueira Seixas, que, além de dirigir o espetáculo, interpreta o Renato de 1969 — um jovem ator da contracultura que, entre a rebeldia do Teatro Oficina e o glamour do rádio, descobre em Dalva a alma do Brasil.
“Desde o início dos anos 1990, divido e multiplico a cena do mundo com Renato. Fui seu aluno e tornei-me seu parceiro na arte. Dalva entrou em mim como entrou nele — pela voz, pelo espanto, pelo chamamento. Só que o meu bolachão de 78 rotações foi o próprio Borghi. Hoje dirijo ‘Minha Estrela Dalva’ ao lado de meu amado amigo e mestre Elias Andreato — que foi quem me aproximou do Renato. E no palco, sou ele jovem — o menino de sete anos que ouviu aquela voz pela primeira vez e nunca mais foi o mesmo. Neste espetáculo, sigo a receita antropófaga de Oswald de Andrade e faço a devoração de Renato e Dalva”, diz Elcio Nogueira Seixas.


Renato Borghi, Soraya Ravenle e Ivan Vellame | Foto: João Caldas
Completando esse triângulo de paixões, Ivan Vellame empresta sua voz de rara beleza para dar vida aos amores de Dalva, com destaque para o compositor Herivelto Martins, trazendo ao palco os sambas imortais e os conflitos públicos e midiáticos que marcaram a era de ouro do rádio.
“A Dalva que Renato nos traz é uma convocação para adentrarmos a vida de uma mulher que viveu de alma nua, vocacionada para o Amor e para a Arte. Eu entro representando uns cabras que estranhavam o Amor. Construindo com a direção, chegamos a uma encenação não documental, onírica e mítica, mas que não perde o valor de reflexão de que esses homens, os estranhos ao Amor mas que amavam muito — Bruno, Herivelto e Kiko —, viam o feminino como sinônimo de desqualificação do masculino. Eu espero que, principalmente, os homens, saiam do teatro mais amorosos, menos machões. Se eu for vaiado em cena, por perceberem que homens assim já não estão com nada há muito tempo, vai ser lindo. Eu espero que: — Homens, honremos a feminilidade que nos é intrínseca”, enfatiza Vellame.
A direção do espetáculo é dividida com o renomado Elias Andreato. O ator e diretor empresta toda sua sensibilidade e experiência para extrair o melhor de cada ator e dar forma ao texto poético escrito por Borghi.
“Em ‘Minha Estrela Dalva’, Renato Borghi escreve uma declaração de amor à sua musa eterna, Dalva de Oliveira. Ao lado de Elcio Nogueira Seixas, construímos um espetáculo que é memória, música e exposição profunda. Soraya Ravenle não interpreta Dalva, ela a faz pulsar. E ver Renato se confrontar com sua própria história em cena é testemunhar um dos gestos mais íntimos e corajosos do teatro”, destaca Andreato.
“Receber Renato Borghi no Teatro do SESI-SP é, por si só, uma honra imensurável. Este palco, com mais de 60 anos de história, encontra em ‘Minha Estrela Dalva’ a oportunidade de homenagear dois ícones da arte brasileira: Dalva de Oliveira e o próprio Renato. Ao revisitar essa história marcada por amor, admiração e devoção a uma das maiores vozes da música nacional, o espetáculo também ilumina a trajetória de uma mulher protagonista de sua própria vida — determinada, independente e fiel aos seus sonhos, em um momento histórico em que o feminismo começava a se consolidar como movimento social. Ao acolher esta montagem, o SESI-SP reafirma seu compromisso com a difusão e a produção cultural de excelência, oferecendo ao público de São Paulo acesso gratuito a obras que contribuem para o desenvolvimento social, artístico e humano”, ressalta Anna Helena da Costa Polistchuk, analista de Atividades Culturais do SESI-SP.
‘Minha Estrela Dalva’ acontece a partir de 28 de março, no Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313), de quinta a domingo. Os ingressos são gratuitos pelo site www.sesisp.org.br/eventos.

Renato Borghi, Elcio Nogueira Seixas, Soraya Ravenle e Ivan Vellame | Foto: João Caldas
O SESI-SP oferece atividades culturais gratuitas em linguagens como música, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e difusão literária. Juntas, as atividades promovidas já alcançaram quase 20 milhões de pessoas. São 19 teatros, sete centros culturais, oito espaços de exposição, três estações de cultura, 97 núcleos para iniciação e formação de pessoas nas áreas de música, teatro, dança e circo, além de uma unidade móvel que percorre todo o estado. Em 2026, mais três teatros e três centros culturais devem ser inaugurados.
A entidade reforça seu compromisso de oferecer ao público uma programação diversa, contundente e sempre gratuita, alinhada aos aspectos sociais e artísticos da contemporaneidade.?E de atuar na área de produção cultural, impulsionando a economia criativa e contribuindo para o aperfeiçoamento artístico. Em 2024, a instituição comemorou seis décadas de história, cultura e inovação de um de seus projetos de democratização do acesso à?cultura mais importantes: o Teatro do SESI-SP, palco de espetáculos marcantes ao longo das últimas décadas.
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‘Minha Estrela Dalva’ não é uma biografia, é um encontro impossível. Em cena, o ator e dramaturgo Renato Borghi invade o camarim de sua musa, Dalva de Oliveira, para realizar um sonho que a vida interrompeu: propor a ela um espetáculo revolucionário onde a “rainha da voz” cantaria as canções de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
Neste “delírio documentado”, passado e presente se fundem sob a direção artística de Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas — que também sobe ao palco para dar vida ao Renato jovem. Borghi, interpretando a si mesmo, dialoga com uma Dalva no auge de sua glória e vulnerabilidade, vivida pela premiada atriz Soraya Ravenle. Ao lado deles, o ator Ivan Vellame dá vida aos amores tempestuosos que marcaram a história da cantora, ampliando o olhar sobre sua trajetória pessoal.
A encenação ganha vida através dos arranjos e da direção musical de William Guedes, que conduz a sonoridade afetiva do espetáculo. Em cena, os corpos dos atores se movem sob a delicada direção de Roberto Alencar e Irupe Sarmiento. A atmosfera visual — criada pelo cenário monumental de Márcia Moon, pela iluminação ao mesmo tempo onírica e brutal de Wagner Pinto e pelos figurinos glamourosos de Fábio Namatame — constrói um universo onde o esplendor das rádios dos anos 1950 encontra a crueza do teatro épico de Brecht, revelando a mulher por trás do mito e o fã por trás do ator.
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Em ‘Minha Estrela Dalva’, cada homem que passou pela vida de Dalva de Oliveira exerceu sobre ela uma variação do mesmo poder: o poder de definir quem ela era, quanto valia e quando deveria desaparecer. Herivelto, o marido compositor, dizia: “Fui eu que te fiz, sua caipira” — e cobrava a dívida como se o talento dela fosse propriedade dele. Kiko, o segundo marido, queria transformá-la numa diva europeia bem-comportada. Bruno roubou seu dinheiro e fugiu. A televisão acendeu um canhão de luz no seu rosto e disse que não havia como fazer um close naquela mulher envelhecida.
A resposta de Dalva, que atravessa a peça como um refrão, é uma só: “Eu não tenho dono”.
Chamaram-na de Messalina, de indigna de ser mãe, de cafona, de acabada. Pelos jornais dos anos 1950, Dalva foi submetida ao mesmo linchamento público que as redes sociais aplicam hoje a qualquer mulher que ousa viver fora do roteiro. A tecnologia mudou. A lógica, não.
Mas Dalva transformou cada golpe em canção. Quando o ex-marido a difamou, ela gravou ‘Errei sim’ e devolveu: “Que venha logo a primeira pedra me atirar”. Quando quiseram enterrá-la, cantou ‘Bandeira branca’ no Maracanã, e o público se ajoelhou. “Se meu coração está machucado, deixo sangrar — eu canto melhor assim, de peito aberto”.
Renato Borghi, que a amou desde os seis anos de idade, escreveu esta peça não para embalsamá-la em nostalgia, mas para devolvê-la ao palco viva, contraditória e indomável — uma mulher que bebe demais, que mostra as pernas, que faz reza forte contra os ex-companheiros, que briga com o diretor e reescreve as próprias cenas. Borghi tem a sabedoria de não idealizá-la, porque o que torna Dalva uma figura poderosa para as mulheres de hoje não é a perfeição — é a inteireza.
No clímax do espetáculo, Dalva canta ‘Jenny dos Piratas’, de Brecht e Kurt Weill: a história da mulher humilhada que um dia será a única de pé quando tudo ruir. É a convergência exata entre a emoção visceral da maior cantora popular brasileira e o teatro político. Quando lhe perguntam quem deve morrer, Jenny responde: “Todos”. É a fantasia de justiça de todas as mulheres que foram esmagadas e se recusaram a ficar no chão.
Sua história não é relíquia. É espelho. E o que vemos nele hoje é que a luta de Dalva continua sendo a de todas as mulheres.
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Renato Borghi é um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, vencedor de três prêmios Molière e de todos os grandes prêmios nacionais como ator, dramaturgo, diretor e pesquisador. Fundou o Teatro Oficina, em 1958, com José Celso Martinez Corrêa, onde protagonizou montagens como ‘Pequenos Burgueses’, ‘Andorra’, ‘O Rei da Vela’, ‘Galileu Galilei’ e ‘Na Selva das Cidades’. Nos anos 1970, criou o Teatro Vivo com Ester Góes, assinando montagens como ‘O que Mantém um Homem Vivo’, ‘Mahagonny’, ‘Murro em Ponta de Faca’, ‘Um Grito Parado no Ar’ e ‘Calabar’. Destacou-se como dramaturgo com ‘A Estrela Dalva’ e ‘Lobo de Ray Ban’. Em 1993, fundou companhia com Elcio Nogueira Seixas, realizando montagens como ‘Édipo de Tebas’, ‘Tio Vânia’, ‘O Jardim das Cerejeiras’, ‘Azul Resplendor’, ‘Fim de Jogo’, ‘Romeu e Julieta 80’ e ‘Molière’, além de ‘O que nos Mantém Vivos?’ e ‘Alegria é a Prova dos Nove’.
Soraya Ravenle é atriz e cantora, destaque em musicais como ‘Dolores’ (Prêmio Shell 1999), ‘South American Way’, ‘É com esse que Eu Vou’, ‘Sassaricando’, ‘Era no Tempo do Rei’, ‘Ópera do Malandro’, ‘Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos’, ‘Um Violinista no Telhado’ e ‘Isaura Garcia – O Musical’. Tem discos, shows e trabalhos marcantes na TV Globo, além de atuações recentes em ‘Cara de Fogo’, ‘Instabilidade Perpétua’, ‘Monstros’ e ‘Tom na Fazenda’, com temporadas no Brasil, Paris e Avignon.
Elcio Nogueira Seixas é ator e diretor. Iniciou a carreira na reabertura do Teatro Oficina com ‘Hamlet’, em 1993. No mesmo ano, começou sua parceria com Renato Borghi, com quem fundou uma companhia que, por 33 anos, assinou montagens como ‘Édipo de Tebas’, ‘Tio Vânia’, ‘O Jardim das Cerejeiras’, ‘Timão de Atenas’, ‘Macbeth’, ‘Azul Resplendor’, ‘A Gaivota’, ‘Fim de Jogo’, ‘Romeu e Julieta 80’, ‘Molière’, ‘O que nos Mantém Vivos?’ e ‘Alegria é a Prova dos Nove’. Dirigiu muitos espetáculos, entre eles: ‘Azul Resplendor’, estrelado por Eva Wilma, e ‘Quase Infinito’, com João Paulo Lorenzon. Ganhou os prêmios Shell e APCA, além do Prêmio Villanueva, em Cuba. É autor do livro ‘Borghi em Revista’. Ministra oficinas no Brasil e no exterior.
Ivan Vellame é ator, cantor e poeta baiano, atuante desde 2003. Formado pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL-RJ) e com estudos de canto na Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP), também se aperfeiçoou com Maurice Durozier e Francesca Della Monica. No audiovisual, participou dos filmes ‘Corações Naufragados’, ‘Território do Crime’ e ‘Pantalla’. Além das séries ‘Nada Será como Antes’ e ‘Bom Dia, Verônica’. No teatro, integrou o musical ‘Torto Arado’; interpretou Horácio em ‘PrimeiroHamlet’; atuou em ‘Morte e Vida Severina’; criou o monólogo ‘Prachuva’. Narrou o audiolivro ‘Doramar ou a Odisséia’. Integra a banda 4uartinho. Foi indicado ao Prêmio Botequim Cultural e recebeu destaque de Melhor Ator na MET CCBB RJ.
Ator de teatro, cinema e televisão, diretor e, muitas vezes, roteirista dos seus próprios trabalhos. Sua busca é pela humanidade dos personagens que interpreta e seus espetáculos frequentemente questionam o papel do artista na sociedade e a relação com seu tempo. Construiu uma carreira sólida feita, acima de tudo, pela escolha por personagem/personalidades que pudessem traduzir esse pensamento — Van Gogh, Oscar Wilde, Artaud, são exemplos dessa escolha e resultaram em interpretações marcantes, que garantiram a ele um lugar especial no teatro brasileiro.
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Idealização: Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas
Dramaturgia: Renato Borghi
Direção artística: Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas
Elenco: Renato Borghi, Soraya Ravenle, Elcio Nogueira Seixas e Ivan Vellame
Direção de movimento: Roberto Alencar e Irupe Sarmiento
Músicos: Nath Calan - bateria e percussão, Giancarlo Barletta - baixo, Gustavo Fiel - piano elétrico, William Guedes - violão, Denise Ferrari - violoncelo, Eliza Monteiro - viola e Mica Marcondes - violino
Direção musical e arranjos: William Guedes
Cenografia: Márcia Moon
Assistência de cenografia e direção de palco: Márcio Zunhiga
Assistência de produção e contrarregragem: Anderson Conceição
Cenotécnico: Denis Chimanski
Figurinista: Fábio Namatame
Assistência de figurino: Luísa Galvão
Produção de figurino: Eliana Liu
Modelagem: Juliano Lopes
Costura: Lenilda Moura e Fernando Reinert
Design de perucas: Feliciano San Roman
Camareiras: Aline Delgado e Maria das Graças
Maquiagem: Matheus Delgado
Colaborações na preparação vocal de Soraya: Felipe Abreu e Gilberto Chaves
Cabelo de Soraya: Beto Carramanhos
Desenho de luz: Wagner Pinto
Assistência e produção de luz: Carina Tavares
Operação e programação de luz: Jorge Forjaz
Desenho e operação de som: Cecília Lüzs
Desenho de som associado: Roberta Helena
Direção de produção e administração financeira: Lukas Cordeiro
Produção executiva: Camila Bevilacqua
Assessoria de imprensa: Agência Taga
Projeto gráfico: Werner Schulz
Fotografia: João Caldas
Assistência de fotografia: Andréia Machado
Assessoria jurídica: Carolina Wanderley
Contabilidade: Fato Assessoria Contábil
Audiodescrição: Gangorra Audiodescrição
Interpretação em Libras: Space Libras

Soraya Ravenle como Dalva de Oliveira | Foto: João Caldas
Centro Cultural Fiesp | Teatro do SESI-SP – Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação Trianon-Masp do metrô)
Classificação etária: 14 anos
Duração: 90 minutos
Acessibilidade sempre aos sábados e domingos, com intérprete de Libras e audiodescrição.
Ingressos gratuitos. Reservas pelo www.sesisp.org.br/eventos.
Redes sociais
Instagram: https://www.instagram.com/dalvaomusical