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 Por: Marcelo Belussi
04/06/2019 09:16 - atualizado às 11:13 em 12/08/2019

Se voltarmos nosso pensamento ao passado, não muito distante, lembraremos que a empresa reconhecida era aquela que entregava para o cliente um ótimo produto ou serviço. O marketing estava baseado somente nos 3p´s produto, preço e prazo.  

No entanto, hoje, a competitividade da empresa está altamente interligada com diversos fatores, além desses três mencionados. Podemos mencionar alguns deles: indicadores socioambientais, cultura e clima organizacional, atendimento a normas ou códigos, e-social, relacionamento interpessoal, entre outros.

A empresa que não realiza uma gestão desses fatores, certamente não será competitiva, será um verdadeiro caos. Conforme a definição desta palavra no dicionário, é um estado de completa desordem, confusão de ideias; amontoado de coisas que se misturam; desorganização mental ou espacial. Assim também é o cenário de um caos empresarial.

Na Física, o caos é um sistema sem estabilidade, que se altera no tempo a cada pequena alteração das suas condições iniciais. Já na Geologia, é um amontoado de blocos de certas rochas que se formam como consequência da erosão.

Todas essas definições fazem alusão ao caos empresarial que vive uma empresa que não possui uma sinergia entre as áreas, uma gestão de processos interligados ou, ainda, um estilo de liderança democrático e de relacionamento.

 

Como sair desta situação, caso estiver nela?

A princípio, tendo uma política de gestão de processos, que levará para todos os colaboradores envolvidos, os valores, visão, missão da empresa, junto com seus objetivos e metas, assim como o sangue leva nutrientes e oxigênio para todo o corpo.

É possível utilizar várias ferramentas para fazer essa gestão, mas sempre adotando uma visão sistêmica e estratégica, para além das divisões de departamentos, seções e setores.

O objetivo deve estar voltado ao comprometimento de todos com a qualidade, a constante melhoria e padronização. Certamente, a percepção do cliente final será positiva.

Podemos dar o exemplo do pãozinho comprado na padaria. Por que compramos na mesma padaria, quase sempre? É somente por conta da qualidade do pãozinho, ou por uma série de fatores associados? A sacolinha, o sorriso do atendente, o lugar para estacionar, a distância, a limpeza, o atendimento, a aparência dos produtos, o bom dia, o clima dos funcionários, o ambiente. Isso é o que faz você retornar ou trocar de fornecedor. Não é mesmo?  

O produto, o preço e o prazo, são os mesmos, mas você não se importará em pagar, diferenças de centavos, por conta da gentileza.

 

E como corrigir ou ter uma boa gestão de processos?

Utilizando o famoso PDCA – planejar (plan), fazer (do), checar (check) e agir (act). Planejando melhor, o retrabalho na conferência e maiores custos por ter feito errado, pode ser evitado. No caso de correções, a ação precisa ser imediata. Definir indicadores simples e alcançáveis de desempenho. É extremamente desmotivador, para toda a equipe, metas inalcançáveis ou irrelevantes.

Estabelecer organograma, definição de papéis e responsabilidades, reconhecer, valorizar e promover a equipe de trabalho. Uma equipe que sabe exatamente onde quer chegar, sabe exatamente qual é sua função em todo o processo, é reconhecida pelos seus feitos e promovida pelas entregas maiores. É o que conduz uma empresa ao sucesso.

Gerenciar, divulgar toda estratégia e motivar a boa comunicação. Dizem as boas línguas que “informação é poder”. Eu digo que a “divulgação da informação é poder”. Uma empresa com um bom fluxo de comunicação, seus processos e procedimentos bem claros e definidos, será responsável por um excelente relacionamento de um time de sucesso.

Líderes democráticos, inovadores, flexíveis e influenciadores. Já foi a época dos líderes autoritários, mandões, sem empatia e arrogantes. Embora ainda existam muitos “poderosos chefões”, causando efeitos devastadores nas equipes e no clima da empresa, a longo prazo, sucateiam as fábricas e deixam para os próximos líderes grandes somas de prejuízos, para as próximas gerações.

Os gestores devem reconhecer os benefícios do investimento em tecnologia, gestão do capital humano, relacionamento e comunicação interna e externa. Para além de seu universo interno, devem apostar em projetos socioambientais, que colaborem com seu entorno. As boas práticas refletem diretamente na imagem da empresa e contribui para o aumento da competitividade.    

As ferramentas que mapeiam todos os problemas, soluções e melhoria contínua dos processos, serão a base para a empresa buscar sua sustentabilidade.