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Tecnologia e emoção se encontram em apresentação inédita do maetro João Carlos Martins e a Bachiana Filarmônica Sesi-SP

O maestro João Carlos Martins propõe uma reflexão instigante sobre o papel da arte e da tecnologia na música, em uma apresentação inovadora com a Bachiana Filarmônica SESI-SP, em parceria com o SESI São Paulo

O maestro João Carlos Martins propõe uma reflexão instigante sobre o papel da arte e da tecnologia na música, em uma apresentação inovadora com a Bachiana Filarmônica SESI-SP, em parceria com o SESI São Paulo

 Por: Sesi-SP
27/03/202616:15- atualizado às 16:28 em 27/03/2026

Partindo de uma premissa essencial — a de que a missão do artista é emocionar — o maestro destaca que a verdadeira experiência musical acontece quando o público deixa um concerto “com uma lágrima nos olhos e um sorriso nos lábios”. Para ele, a emoção continua sendo o elemento central da arte, capaz de tocar profundamente o ser humano. 

Ao mesmo tempo, é possível incorporar um elemento contemporâneo e surpreendente: o uso da tecnologia na regência. Assim, um robô humanoide será responsável por conduzir a primeira parte do primeiro movimento de Eine Kleine Nachtmusik, de Wolfgang Amadeus Mozart, em um dos concertos de João Carlos Martins com a Bachiana Filarmônica SESI-SP. Na sequência, o próprio maestro assume a regência da mesma obra, permitindo ao público uma experiência comparativa única. O espetáculo está marcado para o dia 29 de março, domingo, às 14 horas, na área externa do Centro Cultural Fiesp. O evento é gratuito.

 


Fotos: Ayrton Vignola - Fiesp / Sesi

 

Adquirido pelo SESI-SP como ferramenta pedagógica, o robô Unitree G1 tem aproximadamente 1,32 de altura e cerca de 35 kg. Aprende por imitação, reproduzindo ações humanas a partir de demonstrações. É o primeiro robô humanoide integrado a uma rede escolar de educação básica. 

Paulo Skaf, presidente da FIESP e do SESI-SP, destaca o significado da iniciativa: “O mundo vive uma transformação profunda impulsionada pela inteligência artificial. A reinvenção deixou de ser opção. As pessoas e organizações precisam se adaptar continuamente a mudanças que hoje acontecem em semanas. Ainda assim, principalmente na educação e na arte, o cuidado, a criatividade e a sensibilidade humanas permanecem insubstituíveis”. 

A proposta de incluir o robô no concerto é evidenciar, de forma prática e sensorial, como a orquestra responde tanto às instruções tecnológicas quanto à condução humana. O contraste entre as duas interpretações revela não apenas a precisão da tecnologia, mas, sobretudo, a dimensão subjetiva e emocional presente na interpretação artística.

 


Fotos: Ayrton Vignola - Fiesp / Sesi

 

“É possível observar claramente a importância da alma em uma execução musical”, afirma João Carlos Martins. “A ciência cura o corpo, mas as artes curam a alma.” 

Ao final da apresentação, o público poderá perceber de forma clara essa diferença: enquanto o robô desperta interesse e curiosidade, a interpretação humana transmite emoção — evidenciando o papel insubstituível do artista na experiência musical. 

A iniciativa reforça o papel pioneiro do SESI-SP na integração entre inovação e cultura, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre os limites e as possibilidades da tecnologia no universo artístico. 

Mais do que uma experiência musical, o concerto se apresenta como um diálogo entre o humano e o tecnológico — entre a precisão da máquina e a sensibilidade do artista — destacando aquilo que torna a arte insubstituível: a emoção.

 


Fotos: Ayrton Vignola - Fiesp / Sesi

 


João Carlos Martins e Bachiana Filarmônica SESI-SP 

Data: 29 de março, domingo, 14h 

Local: Área externa do Centro Cultural Fiesp – Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação de metrô Trianon-Masp)  

Classificação: Livre 

Gratuito – não requer reserva de ingressos 

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