Inspirado no livro ‘João, Joãozinho, Joãozito – O Menino Encantado’, de Claudio Fragata, com direção e dramaturgia de Márcio Araújo, espetáculo acompanha os primeiros anos de vida do escritor mineiro e transforma sua infância em uma celebração da imaginação, da leitura e da cultura popular brasileira
Por: SESI-SP
31/07/202610:29- atualizado às 10:38 em 31/07/2026

João, Joãozinho, Joãozito | Foto de divulgação – Foto: Alê Catan
Antes de se tornar um dos maiores escritores brasileiros, João Guimarães Rosa (1908-1967) foi um menino curioso, apaixonado pelos livros, pelas línguas, pelos animais e pela descoberta do mundo. É essa infância, vivida em Cordisburgo, interior de Minas Gerais, que inspira João, Joãozinho, Joãozito, espetáculo musical inédito que estreia em 29 de agosto no Teatro do SESI-SP, no Centro Cultural FIESP. A temporada segue até 13 de dezembro de 2026, com sessões às quintas e sextas, às 11h, e aos sábados e domingos, às 15h. Todas as apresentações de sábado e domingo contam com interpretação em Libras e audiodescrição.
O espetáculo, com direção e dramaturgia de Márcio Araújo, propõe às crianças e aos adultos uma viagem pela imaginação, pela literatura e pela formação de Guimarães Rosa. Com idealização do produtor Daniel Palmeira e inspirado no livro João, Joãozinho, Joãozito – O Menino Encantado, de Claudio Fragata, o musical acompanha a infância do escritor, diplomata e médico, e sua descoberta do mundo por meio dos livros, dos animais, da natureza e das histórias vividas em sua cidade natal.
A montagem volta o olhar para o menino que foi um observador apaixonado pelo mundo. A narrativa acompanha João desde o nascimento até sua mudança para Belo Horizonte. “O espetáculo mostra como a infância foi determinante para tudo o que Guimarães Rosa se tornou. É um convite para que as crianças percebam que a curiosidade, a imaginação e o desejo de aprender podem transformar seus próprios caminhos”, afirma Márcio Araújo, também compositor na peça, cuja longa carreira está ligada ao universo infantil (entre seus trabalhos, foi um dos criadores do programa Cocoricó, da TV Cultura).
Ao longo da narrativa, a montagem também estabelece um diálogo entre a biografia do escritor e sua produção literária. Personagens e referências de algumas obras como Grande Sertão: Veredas e um amigo imaginário inspirado em Miguilim acompanham o protagonista ao longo da trama, que surgem na narrativa como pequenas descobertas para quem já conhece o universo roseano e como possível porta de entrada para novos leitores.
Uma das escolhas marcantes da montagem é a construção coletiva do protagonista: todo o elenco se reveza no papel do menino João em diferentes momentos do espetáculo. “Queremos que toda criança se veja no palco, que possa imaginar que também pode ser cientista, médica, escritora, viajar pelo mundo ou aprender outras línguas. Independentemente de onde venha, ela precisa acreditar que seu futuro também lhe pertence”, destaca o diretor. O símbolo da gravata-borboleta, marca pessoal do escritor, migra entre os corpos em cena como laço, presilha ou gravata, unificando essa pluralidade.
“Receber João, Joãozinho, Joãozito no Teatro do SESI-SP, no Centro Cultural FIESP, é uma oportunidade de aproximar crianças e famílias da trajetória de um dos maiores escritores da literatura brasileira. A montagem transforma a infância de Guimarães Rosa em uma experiência sensível e inspiradora, que valoriza a curiosidade, a imaginação e o conhecimento como instrumentos de descoberta do mundo. O espetáculo dialoga com o compromisso do SESI-SP de ampliar o acesso gratuito a produções artísticas de excelência e ao fomento de peças inéditas, promovendo experiências culturais que estimulam a formação de novos públicos e o contato com o patrimônio literário brasileiro”, ressalta Tais Lara, diretora do Centro Cultural FIESP.
O projeto foi desenvolvido ao longo de sete anos de pesquisa e traz uma linguagem que privilegia a imaginação. Para tanto, usa bonecos artesanais e outras referências de brinquedos antigos, típicos do interior do Brasil e, particularmente, de Minas Gerais. O cenário de Bruno Anselmo é formado por peças que se transformam continuamente e convidam o público a completar cada imagem com seu próprio olhar.
A trilha sonora original, composta por Tato Fischer e Araújo, tem direção musical de Dagoberto Feliz e reúne nove canções que também dialogam com as situações das infâncias e das manifestações tradicionais. Folia de Reis, cururu, catira e cantos tradicionais ajudam a construir a atmosfera do espetáculo; e os figurinos de Clau Carmo inspirados nas colchas de retalhos e brinquedos artesanais reforçam a memória afetiva de uma infância antiga. Os 19 bonecos são criações de Jésus Sêda, o mesmo do Castelo Rá-Tim-Bum.
O elenco é formado por nove atores, músicos e manipuladores de bonecos, artistas de diferentes trajetórias. E todos se dividem na interpretação de João ao longo do espetáculo, enquanto tocam, cantam, dançam e manipulam: Beatriz Amado, Conrado Caputo, Daniel Aureliano, Elix, João Paulo Bienermann, Neusa de Souza, Rita Almeida, Thiago Claro França e Thiago Mota.
João, Joãozinho, Joãozito acompanha a infância de João Guimarães Rosa em Cordisburgo (MG), sua cidade natal, até se mudar para Belo Horizonte, cercado por livros, animais, brincadeiras e descobertas. Em uma narrativa musical e linguagem lúdica, o espetáculo convida crianças e adultos a embarcarem na jornada do menino que transformaria suas vivências no sertão nas obras que o consagraram um dos maiores escritores do Brasil.
João, Joãozinho, Joãozito, a partir do livro de Claudio Fragata
Texto e adaptação: Márcio Araújo
Direção artística: Márcio Araújo
Músicas compostas: Tato Fischer/Márcio Araújo
Direção musical/arranjos: Dagoberto Feliz
Assistente de direção: Adriana Salcedo
Elenco/músicos: Rita Almeida, João Paulo Bienermann, Daniel Aureliano, Neusa de Souza, Elix, Conrado Caputo, Beatriz Amado, Thiago Claro França e Thiago Mota
Paisagista sonoro: Marcelino Ziggy
Desenho de som: Labsom – Kleber Marques, Juma e Marcelino Ziggy
Microfonista: Juma (Juliana Maria)
Técnico de som: Kleber Marques
Iluminador/desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operador de luz: Felipe Bonfante
Cenografia: Bruno Anselmo
Cenotécnico: Reserva Cênica
Design: Leandro Madeiros
Figurino: Clau Carmo
Costureira/modelista: Salomé Abdala
Aderecista: Nilton Araújo
Bonequeiro: Jésus Sêda
Visagista: Jonathan Faria
Projeto gráfico: André Kitagawa
Fotógrafo: Alê Catan
Assistente de fotografia: Rafael Sá
Vídeos: Sucata Filmes – Vinícius Faé
Preparação corporal: João Paulo Bienermann
Preparação de manipulação de bonecos: Eduardo Alves
Direção de palco: Marco Loureiro
Maquinista: Atila Quirino (Chin)
Contrarregra: Arthur Gerizani
Camareira: Cris Quirino
Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação
Mídias sociais: Tatiana Machado
Intérprete de Libras: Fabiano Campos
Audiodescrição: Ver com Palavras
Produção executiva: William Gibson
Direção de produção: Daniel Palmeira
Coordenação financeira: Cleo Chaves
Assessoria contábil: DW Gonzalez Contábil
Assessoria jurídica: Marcelo Mayer
Coordenação geral/produção: Penta Querobin Produções
O SESI-SP oferece atividades culturais gratuitas em linguagens como música, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e difusão literária. Juntas, as atividades promovidas já alcançaram quase 20 milhões de pessoas. São 19 teatros, sete centros culturais, oito espaços de exposição, três estações de cultura, 95 núcleos para iniciação e formação de pessoas nas áreas de música, teatro, dança e circo, além de uma unidade móvel que percorre todo o estado. Em 2026, mais três teatros e três centros culturais devem ser inaugurados.
A entidade reforça seu compromisso de oferecer ao público uma programação diversa, contundente e sempre gratuita, alinhada aos aspectos sociais e artísticos da contemporaneidade. O SESI-SP também atua na área de produção cultural, impulsionando a economia criativa e contribuindo para o aperfeiçoamento artístico. Em 2024, a instituição comemorou seis décadas de história, cultura e inovação de um de seus mais importantes projetos de democratização do acesso à cultura: o Teatro do SESI-SP, palco de espetáculos marcantes ao longo das últimas décadas.
A arquitetura moderna do edifício Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, sede da FIESP – que também abriga o SESI, o SENAI São Paulo, o CIESP e o Instituto Roberto Simonsen (IRS) –, o torna ponto de referência no skyline da cidade e permite a realização de inúmeras atividades que integram o Centro Cultural FIESP à Avenida Paulista, incluindo a livre circulação em seu interior e o uso de espaços alternativos, como a área externa e o foyer do Teatro do SESI-SP, para diferentes manifestações artísticas e culturais que surgem em sua programação diversificada.
O Centro Cultural FIESP é um importante equipamento de acesso à cultura mantido pela indústria paulista e administrado pelo SESI-SP; uma referência de qualidade e patrimônio cultural apreciado dos paulistanos. O SESI-SP é uma instituição que trabalha pela educação, onde a cultura é parte fundamental. Todas as ações e projetos desenvolvidos pela instituição tem como objetivo a formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita, além da promoção da economia criativa nacional.