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Equipe de robótica da rede escolar Sesi-SP vence prêmio internacional de inovação

Projeto premiado propõe tapar buracos nas ruas com asfalto feito com cana-de-açúcar

 Por: Karina Costa e Marcelo Ferrazoli, Núcleo de Comunicação
29/06/202017:23- atualizado às 10:04 em 23/07/2020

A equipe de robótica Sesi Biotech, da unidade escolar de Barra Bonita, foi consagrada no “Global Innovation Award”, que reconhece as principais inovações desenvolvidas por estudantes de robótica em todo o mundo. Ao ser premiado na categoria “Community Choice Award” (Prêmio Escolha da Comunidade), o projeto de pesquisa dos estudantes com idades entre 13 e 15 anos, alunos do 8º ano do ensino Fundamental ao 2º do Médio, fez jus ao voto popular: foi concebido, inclusive, a partir de conversas com a comunidade do município paulista.

 


Prêmio foi anunciado no último sábado, 27 de junho de 2020, em live do “Global Innovation Award”.

 

Segundo conta a técnica do time, Ana Maria Papili, por meio de pesquisas e conversas com moradores locais, foi identificado que a pavimentação danificada é um problema que afeta muito além do município de Barra Bonita e arredores. Para tanto, a fim de evitar transtornos como falhas mecânicas nos veículos e acidentes dada a condição do asfalto, a solução pensada pelos alunos foi um Selante Asfáltico Ecológico, desenvolvido com substâncias extraídas do bagaço da cana de açúcar.

Veja como funciona o Selante Asfáltico Ecológico, projeto da equipe de robótica SESI Biotech.

 

Para garantir a resolução do problema, a aplicação do selante deve ser feita antes da formação de buracos e de ocorrer a degradação total do pavimento. “Por conta das substâncias provenientes da cana de açúcar, o produto se torna mais resistente e durável quando aplicado nas fissuras, além de ser um produto sustentável”, garante a técnica da equipe de robótica. 

Primeira vitória do Sesi-SP no prêmio de inovação

A ideia dos alunos Bruno Roberto Pagini, João Gabriel Azevedo, João Henrique P. Pagini, Laís Mendes, Laura Mariano, Laura Resina de Almeida, Leonardo Barreto e Manuela Rodrigues concorreu inicialmente com outros 80 mil projetos de estudantes de todo o mundo, até se classificarem entre os 20 melhores e serem indicados ao prêmio internacional. Entre os concorrentes, havia apenas duas equipes brasileiras, 14 dos Estados Unidos e as demais de diferentes países do globo.

“É uma grande honra para nós ter sido a primeira equipe do Sesi-SP a chegar até a final e conquistar esse prêmio. Todo processo de pesquisa durante a competição foi muito intenso, e esse foi o resultado de muita dedicação de toda a equipe, e do apoio que a comunidade Sesi nos providenciou. Nós temos muito a agradecer!”, declarou Laura Resina de Almeida, de 16 anos, estudante do 2° ano do Ensino Médio, e integrante da equipe de robótica que coleciona vitórias mundo afora, como títulos em campeonatos no Uruguai e Estônia.

Integrantes da equipe Sesi Biotech com as medalhas concedidas pelo “Global Innovation Award” quando anunciados os times semifinalistas

 

Podem concorrer ao “Global Innovation Award”, prêmio da organização norte-americana FIRST, com dez anos de existência, times de robótica que tenham sido reconhecidos por suas soluções inovadoras em torneios regionais de robótica. Esse é o caso do Sesi Biotech, que levou o prêmio "Solução Inovadora" nas edições de 2019 e 2020 do torneio First Lego League (FLL), parte do festival nacional de robótica organizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).

Alunos e técnica com o prêmio "Solução Inovadora" 2020 do torneio First Lego League (FLL), parte do festival nacional de robótica organizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi)

 

“O estímulo à pesquisa é um dos pilares fundamentais da educação promovida nas escolas do Sesi São Paulo. Essa prática ecoa nos torneios de robótica, assim como em todos os momentos em que os nossos alunos são desafiados a criar, projetar e prototipar soluções para problemas complexos”, declarou o supervisor técnico educacional e coordenador do programa de Robótica do Sesi-SP, Ivanei Nunes.

Para além do reconhecimento com a solução sustentável, os alunos já se movimentam para que o produto seja útil para as cidades. “Estamos buscando parceiros que possam nos ajudar a colocar o projeto em prática e começar a implementação. Durante o campeonato nacional, aprendemos muitos valores relacionados a testes, implementação de ideias e, como inovadores, sabemos que nossa ideia pode fazer a diferença”, finalizou a estudante Laura Resina de Almeida.

 

 


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