Menu Site
 Por: Amanda Demétrio, Núcleo de Comunicação
17/06/2019 10:28 - atualizado às 11:24 em 15/07/2019

A piscina do Parque Aquático Júlio Delamare, no Rio de Janeiro ficou pequena para as equipes de polo aquático do Sesi-SP. Único grupo que não contou com atletas estrangeiros, apostando no seu trabalho de formação e nas pratas da casa, fez bonito no Brasil Open 2019. Após vencerem o Pinheiros na final deste domingo (16), os meninos conquistaram o título inédito na competição. No feminino, na disputa do terceiro lugar, as meninas da capital paulista venceram a ABDA no sábado (15) e também subiram no pódio.

Na principal competição do primeiro semestre do calendário nacional, oito equipes entre feminino e masculino disputaram o grande título em cinco dias de competições. O time comandado pelo técnico André Avallone estreou no Brasil Open com vitória sobre o Paineiras por 14 a 7. No dia seguinte, com dois jogos na rodada, superou o Botafogo por 12 a 7 e perdeu para o Flamengo por 10 a 9.

Conquistando o segundo lugar do grupo, a equipe encontrou o Paulistano nas quartas de final e levou a melhor ao marcar 9 a 6. No reencontro com o Flamengo, agora pela semifinal, uma revanche, decidida nos pênaltis após um empate por 7 a 7 no tempo normal, o Sesi-SP seguiu para final ao totalizar 11 a 9.

Embalados pela boa campanha durante toda competição, o grupo seguiu para a partida decisiva confiante e encontrou pela frente o Esporte Clube Pinheiros. No principal clássico paulista, melhor para o time da Vila Leopoldina. Mantendo o bom entrosamento e concentrado na busca por um bom jogo, o Sesi-SP foi superior e com o placar de 9 a 7 ficou com o título nacional e ainda garantiu prêmios individuais. Anderson Ferreira, o Cirilo, ficou com o troféu de defesa menos vazada, enquanto Gustavo Coutinho ficou com a artilharia e foi o MVP da competição.

“É uma conquista muito importante para nós. Estou muito feliz. O time do Pinheiros é muito forte, cheio de grandes jogadores e o nosso time soube respeitar isso, fez um ótimo trabalho e foi muito bem. Ter jogadores estrangeiros numa competição como essa é enriquecedor para a disputa como um todo, mas acredito que nos saímos muito bem ao valorizar o trabalho que esses garotos desenvolvem na nossa base”, comentou o técnico André Avallone, que ressaltou a importância de um bom trabalho de base e na valorização das pratas da casa.

“Somos compostos por jogadores experientes, como Rudá, Bernardo, Gustavo, Pedrinho e ao mesmo tempo com meninos mais novos, como Marcos Paulo, Gabriel Bellio, Vinicius e Matheuzão, atletas vindos da nossa base e que agora possuem características importantes na composição do grupo adulto. São meninos que deram muito ritmo de jogo durante toda competição. Pude revezar, através do controle de cada atleta para termos uma boa rodagem e descanso, o que é muito importante em uma disputa em tiro curto, com jogos todos os dias”, explicou.

A competição, organizada pela Liga Brasileira de Polo Aquático – PAB, teve como principal característica o reforço dos clubes por brasileiros temporariamente repatriados e estrangeiros. Com a participação de oito equipes entre feminino e masculino, os times da indústria participaram do Brasil Open 2019 com 90% do grupo composto por atletas oriundos da base, por meio dos programas Atleta do Futuro, que trabalha a formação e desenvolvimento da cultura esportiva, e o Treinamento Esportivo, elo entre a iniciação e o rendimento, foca na detecção e retenção de talentos.

Thiago Silva/Divulgação PAB

 

Bronze para as meninas
Criada em 2012, a equipe feminina do Sesi-SP desde o início do trabalho sempre figurou entre as primeiras colocações das categorias disputadas. Em 2016 evoluiu e passou a competir na categoria adulta, chegando ao título inédito do Campeonato Paulista em 2018.

O grupo comandado pelo técnico Thiago Ferreira estreou no Brasil Open com um revés para o Flamengo por 14 a 9. Já na segunda rodada, contra a ABDA, o time se recuperou e conquistou a primeira vitória na competição ao superar a ABDA (9 a 5). O confronto contra o Paineiras foi apertado e por apenas um gol de diferença ficaram atrás (8 a 7). No mesmo dia, na busca pelas primeiras colocações, o Sesi-SP voltou para piscina e foi superior ao vencer o Pinheiros por 11 a 8.

Na semifinal, no reencontro com o Paineiras mais uma vez resultou em placar positivo para as adversárias, que com a marca de 6 a 4 seguiram para a final. Mas, sem perder as esperanças, as meninas da Vila Leopoldina retornaram para piscina no mesmo dia, e na disputa da terceira colocação, venceram a ABDA por 11 a 8 e ficaram com a medalha de bronze.

Thiago Silva/Divulgação PAB

 

LEIA TAMBÉM