Campanha em Brasília teve três finais individuais e a estreia de Alannys Brito, de 13 anos, na categoria adulta
Por: Priscilla Ázara, SESI-SP
10/08/202610:40- atualizado às 10:40 em 10/08/2026

SESI-SP subiu ao pódio em terceiro lugar ao lado do Pinheiros e do Flamengo. (Foto: Camila Carvalho/SESI-SP)
Entre os dias 6 e 9 de agosto, Brasília recebeu um dos maiores Campeonatos Brasileiros de Ginástica Artística dos últimos anos. Com o Estádio Nilson Nelson lotado ao longo da competição e recorde de público, o evento reuniu os principais nomes da modalidade no país e transformou a capital federal em palco de disputas de alto nível técnico, confirmando o crescimento da ginástica artística no cenário esportivo nacional.
Foi nesse ambiente que o SESI-SP conquistou o terceiro lugar por equipes e classificou três atletas para finais individuais. A medalha de bronze veio acompanhada de uma considerável evolução. Depois de também terminar na terceira colocação em 2025, o SESI-SP voltou ao pódio nacional, mas desta vez mais próximo das equipes que lideraram a competição. Com 148.850 pontos, ficou a apenas um ponto do vice-campeão Pinheiros, que somou 149.850. O título ficou com o Flamengo, que alcançou 160.200 pontos e contou em seu elenco com atletas olímpicas como Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira.

Na ordem, representaram o SESI-SP as ginastas: Giulia Idalgo, Thais Fidélis, Luiza Abel,
Beatriz Lima, Alannys Brito e Rebeca Procópio. (Foto Camilla Carvalho/SESI-SP)
Para a coordenadora da Ginástica Artística do SESI-SP, Letícia Bonfim, o resultado confirma o crescimento da equipe e o amadurecimento de um projeto ainda em construção. “Nosso objetivo era subir ao pódio por equipes e conseguimos. Repetimos a medalha do ano passado e conseguimos nos aproximar das equipes que estavam à frente, o que mostra a evolução do trabalho. É um projeto que ainda está no começo, mas que já apresenta resultados importantes. Claro que seguimos trabalhando e pensando nos próximos passos, mas é gratificante ver essa evolução acontecendo.”
Nas disputas individuais, o SESI-SP teve representantes em três finais. Beatriz Lima terminou na quarta colocação no salto, com nota 12.433. Rebeca Procópio foi sétima colocada nas barras paralelas assimétricas, com 12.633 pontos. Já Thais Fidélis encerrou sua participação em quinto lugar na trave, com nota 12.933.


Beatriz Lima foi finalista no salto e garantiu a quarta posição. (Foto: Camilla Carvalho/SESI-SP)
Os resultados ganham ainda mais relevância quando analisado o contexto da equipe. Algumas atletas chegaram ao campeonato em processo de recuperação física, enquanto outras viviam momentos importantes de retorno ou estreia.
Foi o caso de Luiza Abel, que disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro pelo SESI-SP. Contratada nesta temporada, a ginasta não participou do Troféu Brasil por conta de uma lesão e ainda estava em recuperação durante o Campeonato Estadual. Em Brasília, competiu apenas nas barras paralelas assimétricas, dentro do planejamento estabelecido para seu retorno gradual às competições.
Rebeca Procópio também atravessa um processo de retomada. Após um período afastada em razão de uma lesão no joelho, a atleta voltou a competir em alto nível e garantiu vaga na final de seu aparelho.

Após período de recuperação de lesão no joelho, Rebeca Procópio disputou a final
nas barras paralelas assimétricas. (Foto: Camilla Carvalho/SESI-SP)
Já Thais Fidélis teve papel fundamental na campanha da equipe. A ginasta chegou ao Campeonato Brasileiro em tratamento de um desconforto no pé que vem sendo acompanhado desde o Campeonato Pan-Americano. Inicialmente, a previsão era que ela disputasse apenas as barras paralelas assimétricas, evitando impactos mais intensos. No entanto, a evolução do quadro clínico e a resposta positiva nos treinamentos permitiram sua participação também no salto e na trave.
O desempenho apareceu logo no primeiro dia de competição, quando Thais garantiu a classificação para a final da trave com a melhor nota da fase classificatória: 13.700 pontos. “Ela fez uma série muito segura e muito estável, características que fazem parte do perfil dela. A participação da Thais foi muito importante para a equipe, mas sempre tomando os cuidados necessários para preservar sua condição física e garantir a continuidade da preparação para os próximos compromissos”, explicou Letícia.

Thais Fidélis na final da trave no último dia do Campeonato Brasileiro. (Foto: Camilla Carvalho/SESI-SP)
Se a experiência foi decisiva para a conquista do bronze, a competição também trouxe um indicativo importante sobre o futuro da equipe. Aos 13 anos, Alannys Brito disputou pela primeira vez uma competição adulta. Em seu primeiro ano na categoria juvenil, a ginasta integrou a equipe que representou o SESI-SP em Brasília e teve participação importante na campanha que garantiu a medalha por equipes.

Alannys Brito, de 13 anos, entrou para o Juvenil e disputou seu primeiro campeonato adulto. (Foto: Camilla Carvalho/SESI-SP)
A presença da atleta no grupo simboliza uma das principais apostas do projeto: a formação de novas gerações de ginastas capazes de competir em alto nível e, gradualmente, assumir protagonismo no cenário nacional. “A Alannys está no primeiro ano do Juvenil e veio para completar a equipe no Adulto. Foi a estreia dela nessa categoria e ela correspondeu muito bem. Ver uma atleta tão jovem conseguindo competir nesse nível mostra a importância do trabalho de formação e do desenvolvimento que estamos construindo dentro do projeto”, destacou a coordenadora.
Com a medalha de bronze por equipes, três finais individuais e uma diferença mínima para o vice-campeonato, a equipe mostrou capacidade para competir entre as melhores e, ao mesmo tempo, abrir espaço para a próxima geração de talentos da ginástica brasileira.