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Na seleção, Michel Augusto e Shirlen Nascimento brigam por medalhas em Grand Slam na Geórgia

Judocas da equipe de Desempenho do Sesi-SP defendem time nacional lutando nesta sexta-feira na competição que distribui pontos para o ranking mundial

Judocas da equipe de Desempenho do Sesi-SP defendem time nacional lutando nesta sexta-feira na competição que distribui pontos para o ranking mundial

 Por: Marcelo Ferrazoli, Sesi-SP
19/03/202611:32- atualizado às 11:32 em 19/03/2026

Michel Augusto e Shirlen Nascimento, judocas da equipe de Desempenho do Sesi-SP, situada no Sesi Botucatu, voltam a entrar em ação defendendo a seleção brasileira nos tatames internacionais nesta sexta-feira no Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia, a quarta etapa do Circuito Mundial IJF 2026, que começa amanhã, 20, e segue até domingo, 22. A competição vai contar com a presença de mais de 400 competidores de 50 países, distribuindo até 1000 pontos no ranking mundial da modalidade.
 
Os dois atletas do Sesi-SP lutam amanhã, já no primeiro dia das disputas, que será reservado às categorias -48 kg, -52 kg e -57 kg (categoria de Shirlen) no feminino e -60 kg (categoria de Michel) e -66 kg no masculino. Além dos dois judocas, Alexandre Lee, técnico da equipe de Desempenho do Sesi-SP, também marca presença na delegação brasileira como um dos treinadores do time brazuca. Todas as lutas da competição serão transmitidas ao vivo na Judo TV (preliminares) e Sportv, Time Brasil e Cazé TV (finais).
 
Michel Augusto e Shirlen Nascimento, judocas da equipe de Desempenho do Sesi-SP
Crédito das fotos: Michel - amara Kulumbegashvili/IJF Shirlen -Gabriela Sabau/IJF
 
Michel tem excelente retrospecto recente em solo georgiano. Em 2025, na edição passada do Grand Slam, trouxe na bagagem o vice-campeonato na ligeiro, uma das duas medalhas conquistadas pela seleção na ocasião – a outra foi com Rafael Macedo (-90 kg), que ficou com o bronze do peso médio. Neste ano, ele também participou do Grand Slam de Paris, caminhando até as oitavas, e da etapa de Tashkent. E nesta sexta-feira, ele luta em Tbilisi como cabeça-de-chave número um, tendo pelo caminho judocas duros, mas que sabe que pode vencer. “Vejo que o ligeiro está muito aberto. A categoria tem muitos nomes e adversários fortes, e os pódios das competições estão sempre mudando. Quero continuar, ir para cima e focar totalmente para ganhar deles”, ressaltou em entrevista à Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
 
O retrospecto do Brasil em Tbilisi conta com medalhistas em todas as edições do evento, que debutou no calendário internacional em 2022. Na estreia, o país levou duas pratas, com Ketleyn Quadros (-63 kg) e Mayra Aguiar (-78 kg), e dois bronzes, com Rafaela Silva (-57 kg) e Tamires Crude (-63 kg). Em 2023, Rafael Buzacarini (-100 kg) foi bronze em disputa brasileira contra Leonardo Gonçalves e, em 2024, Rafaela Silva (-57 kg) e Willian Lima (-66 kg) também levaram bronzes.
 
Na competição deste ano, a seleção contará com cinco atletas: além de Michel Augusto e Shirlen Nascimento, o Brasil também será representado por Willian Lima (-66 kg), Daniel Cargnin (-73 kg) e Guilherme Schimidt (-90 kg).
 
Eles vão em busca de ampliar as medalhas do Brasil na temporada deste ano, que até o momento são dez. No Grand Slam de Paris, Rafaela Silva (-63 kg) fez história ao levar o ouro e, no Grand Slam de Tashkent, Jéssica Lima (-57 kg) conquistou o bronze. Já no Grand Prix da Áustria, o país ficou no segundo lugar geral com seis medalhas – Rafaela Silva (-63 kg)/ouro, Ronald Lima (-66 kg)/prata, Giovanna Santos (+78 kg)/prata, Gabriela Conceição (-52 kg)/bronze, Daniel Cargnin (-73 kg)/bronze, Giovani Ferreira (-100 kg)/bronze – e, no Open Europeu de Ljubljana, Sarah Souza (-57 kg) foi ouro e Thauana Silva (+78 kg) bronze.
 

Líder do ranking

O judô brasileiro pôde celebrar um acontecimento importante neste mês de março, com mais um de seus atletas atingindo o topo do ranking mundial da modalidade. Michel Augusto, de 21 anos, assumiu a primeira colocação da lista da Federação Internacional de Judô (FIJ) na atualização do dia 02, após o Grand Slam de Tashkent, onde ficou na sétima colocação.
 
“Liderar o ranking é uma conquista muito importante. Eu venho trabalhando para isso há muito tempo, desde antes dos Jogos Olímpicos, rodando nas competições internacionais. Agora, com certeza, vou continuar me dedicando. Eu sei que, mesmo estando em uma posição boa, ainda tenho muita coisa para melhorar e detalhes para corrigir. Ano passado, eu fui prata em Tbilisi, minha primeira final e medalha em Grand Slam, e esse ano quero conquistar um objetivo ainda maior que é ser campeão”, projetou Michel, em entrevista à CBJ.
 
O ranking mundial da FIJ contabiliza os seis melhores resultados de cada atleta nos últimos 12 meses, além de outros seis anteriores a este período, mas reduzidos pela metade. Para chegar à posição de líder, Michel somou campanhas expressivas nas principais competições do Circuito, como as pratas no Grand Slam de Tbilisi e no Grand Prix de Lima, o título pan-americano, o quinto lugar no Campeonato Mundial e os sétimos lugares nos Grand Slam de Tóquio e Tashkent.
 
Mas, antes de chegar à elite do alto rendimento, ele primeiro passou por outras etapas menores. Foi revelado no Aberto Nacional Sub-23, em 2022, sendo campeão e garantindo vaga para os Jogos Sul-Americanos de Assunção. Em 2023, começou a disputar etapas de Open Pan-Americano, classificando-se para os Jogos Pan-Americanos de Santiago e, na capital chilena, conquistou a medalha de ouro. Já em 2024, levou seu primeiro título continental, repetindo o feito também em 2025.
 
O planejamento levou o judoca a conquistar a vaga para os Jogos Olímpicos Paris 2024, aos 19 anos, onde venceu uma luta e foi eliminado nas oitavas de final para o japonês Ryuju Nagayama. “Essas competições dentro da América do Sul foram muito importantes para mim, porque fui adquirindo bastante experiência. Quanto mais competição, melhor. Rodo fora do Brasil, mas, dentro do clube, minha preparação sempre foi feita com muita garra, seja no tatame ou na parte alimentação e descanso. Tudo isso é muito importante para chegar bem nas competições pelo mundo afora”, contou Michel, também à CBJ.
 

Confira a programação do Grand Slam de Tbilisi 2026

 
Sexta-feira (20/03) | F:-48 kg; -52 kg; -5 7kg | M: -60 kg; -66 kg
Quem luta: Shirlen Nascimento (-57 kg), Michel Augusto (-60 kg) e Willian Lima (- 66kg)
Horário: Preliminares - 3h | Finais - 10h
Sábado (21/03) | F:-63 kg; -70 kg | M: -73 kg; -81 kg
Quem luta: Daniel Cargnin (-73 kg)
Horário: Preliminares - 3h30 | Finais - 10h
Domingo (22/03) | F:-78 kg; +78 kg | M: -90 kg; -100 kg; +100 kg
Quem luta: Guilherme Schimidt (-90kg)
Horário: Preliminares - 3h30 | Finais - 10h
 
 

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