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Ergonomistas do SESI-SP explicam como aplicar na indústria a Análise Ergonômica Preliminar

Mudanças na NR 17 geraram dúvidas sobre o cumprimentos das NRs entre os responsáveis pela segurança no trabalho

 Por: Sesi São Paulo
05/05/202216:02- atualizado às 13:12 em 18/05/2022

As recentes mudanças nas normas de ergonomia geraram uma série de dúvidas entre os gestores de Saúde e Segurança do Trabalho na indústria. Com a revisão da Norma Regulamentadora 17(NR 17), surge agora a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), que tem por objetivo ser uma etapa inicial para identificação e classificação do risco ergonômico, devendo ser integrada ao PGR (Programa de Gestão de Risco). Com muitas informações novas, o SESI-SP reuniu, nesta quarta-feira (04/05), especialistas em ergonomia para explicar a AEP e como implementá-la.

Umas das principais mudanças na NR 17 é a obrigatoriedade da AEP para todas as empresas. A exceção é somente ao Microempreendedor Individual (MEI) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP) com graus de risco 1 e 2 para a realização da Análise Ergonômica do Trabalho (AET).  Antes da atualização, toda análise da atividade de trabalho era feita através da AET, uma avaliação mais complexa e aprofundada e que passou a ser exigida apenas em alguns casos previstos na norma. 

De acordo com Gabriela Nunes, ergonomista do SESI-SP, uma das novidades da AEP é que o profissional consegue atuar em um estudo da atividade de trabalho com apontamentos e soluções ergonômicas obvias, oferecendo base para que a empresa se adéque, sem que seja necessário realizar uma Análise Ergonômica do Trabalho. “Hoje, com a revisão e a integração das NRs, o foco passou a ser gerencial, deixando de ser apenas documental. O processo de levantamento de dados da análise preliminar oferece base para que a empresa possa atuar com as questões ergonômicas dentro dos seus postos, trabalhando já na organização dos pontos que são mais urgentes. Assim cria-se um plano de ação e torna esse processo mais dinâmico”, explicou. 

A Análise Ergonômica Preliminar é realizada em dois processos principais, sendo o primeiro a identificação do perigo, seguida da avaliação dos riscos ocupacionais. Para Gabriela Nunes, “é necessário passar por todos os postos de trabalho, ou seja, todos que possuem atividade dentro de um ambiente industrial. Também é preciso fazer a listagem dos perigos que possam existir e quantificar, mesmo que minimamente”, explicou.  

Após essas etapas serão gerados: o inventário de riscos e o plano de ação. Ambos são dinâmicos e requerem atualizações constantes para mostrar o real cenário da organização.  Segundo a especialista, as empresas devem se atentar para o correto levantamento dos perigos, considerando todas as lacunas que precisam ser preenchidas e toda a metodologia desenvolvida para que o processo seja eficaz. Além disso, garantir a integração entre as informações e o cumprimento dos prazos estabelecidos.

Pensando no ambiente industrial, os riscos biomecânicos, de mobiliário e equipamentos, organização, ambientais e psicossocial devem ser listados no PGR. Após todos esses processos concluídos, poderá ser feita a AET, no entanto, sua realização se faz necessária quando a análise ergonômica preliminar apontar a necessidade, o que deixa a AEP com ainda mais importância para as empresas. “Os postos que apresentarem maiores riscos terão a aplicação da AET”, apontou Nunes.

 

Soluções SESI-SP para ergonomia

O SESI-SP conta com uma equipe de Segurança e Saúde do trabalhado (SST) capacitada e integrada para auxiliar a indústria no desenvolvimento da AEP. O serviço oferecido garante metodologia e sistemas próprios, expertise em soluções para a indústria, além de frequentes atualizações técnicas. “Nosso modelo de atendimento do PGR está pautado no que é solicitado pela NR 17 e também no último modelo das construções dos riscos ergonômicos dentro do e-Social”, contou a especialista.

Outras ações do SESI para o tema estão previstas em parcerias com o SENAI-SP, com o desenvolvimento de dois aplicativos para a análise ergonômica preliminar: O primeiro faz uso da Realidade Aumentada para identificar riscos ergonômicos. Ele é voltado para trabalhadores que estão em Home Office e escritórios. O lançamento deste App está previsto para julho de 2022. 

Já o segundo trabalha com a Inteligência Artificial. O aplicativo será capaz de identificar, nas atividades de postos de trabalhos, potenciais fatores de riscos biomecânicos. Este tem previsão de lançamento para dezembro de 2022. “São soluções que facilitarão o trabalho das indústrias na identificação dos ricos ergonômicos e cumprimentos das NRs”, ressaltou Patrícia Matsuda, ergonomista do SESI-SP.

 

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