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 Por: Núcleo de Comunicação
21/12/2017 14:11 - atualizado às 14:08 em 17/05/2019

Referência no calendário musical do Estado de São Paulo, a Mostra SESI-SP de Música Erudita é, antes de tudo, uma oportunidade de conhecimento aos ouvidos ainda pouco acostumados com o estilo. Em um país multicultural como o Brasil, aberto a novas referências o tempo todo, a música erudita resiste e está mais viva a cada dia. Isso com a ajuda de entidades como o SESI-SP, que entendem a importância da conservação e difusão desse patrimônio imaterial. São obras que mudaram a sua época, não apenas na cultura, mas nas próprias dinâmicas sociais do público que teve o prazer de presenciar a euforia de sua criação.

Complementando as apresentações de peso cultural incalculável, o SESI-SP também promove um bate-papo entre grupos e público. A proposta é dialogar sobre as diversas singularidades do gênero erudito, desde o processo para composição, até contextualizar o ritmo e revelar fatos sobre cada uma das obras, tornando a popularização do erudito um processo que vai muito além do ouvir, mas acompanhar e entender também.

Serão 75 apresentações completamente gratuitas em 15 unidades do SESI. Cada uma contará com shows de três séries distintas, todas exaltando a diversidade, importância da popularização, mescla com ritmos brasileiros e evolução do gênero e traçando também paralelos com a história da música. Serão 19 grupos renomados, como o Duo Abumrad Reis, que traz um conceito rico, mostrando a herança cultural, afetiva e étnica da sonoridade africana presente na formação primordial da música brasileira.

A série Caminhos e Contrastes tem o intuito de mostrar, panoramicamente, a interferência do popular no “intocável” erudito. Com misturas na configuração do previamente visto como imaculado gênero, transformando e tornando democrático o classicismo musical das elites, efeito bastante promovido pelo gênio Villa-Lobos, falecido há 60 anos.

Enquanto os concertos de Mulheres na Música ressaltam a importância histórica e o pioneirismo, levando aos palcos a luta daquelas que desbravaram um gênero musical originalmente dominado por homens. As apresentações marcam presença com vozes e instrumentos, sobrepondo à cacofonia de quem não enxerga a importância da presença feminina no erudito.

Por fim, A Diversidade Brasileira busca mostrar as sobreposições que deram origem à música produzida no Brasil. Fala-se da variedade sonora dos povos que constituíram o país, assim como sobre a harmoniosa miscelânea musical das diversas regiões.

 

 

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