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 Por: Karina Costa, Núcleo de Comunicação
01/04/2019 17:30 - atualizado às 12:36 em 12/04/2019

Duzentos e cinco alunos do ensino articulado SESI/SENAI (que associa a formação básica à profissional) foram contratados pelo Serviço Social da Indústria (SESI) de São Paulo, com o compromisso de desenvolver um projeto autoral, visando contribuir para a transformação das realidades locais, deixando um legado para a sociedade. As atividades iniciaram no dia 1º de abril.

“Ao optar por um programa em que o estudante elabora estudos e propõe soluções conectadas às demandas sociais, políticas e econômicas, o SESI-SP vai além de prepara-los para exercer uma função profissional. É uma formação para a vida, para pensar sociedade, pesquisar e desenvolver autonomia. É um incentivo ao protagonismo juvenil na transformação social”, declarou o gerente executivo de Educação da rede escolar SESI São Paulo, Roberto Xavier Augusto Filho.

Além do mais, é uma oportunidade de o aluno colocar em prática tanto os conhecimentos adquiridos no Ensino Médio quanto no Curso Técnico, pois o Programa Jovem Aprendiz do SESI-SP tem em sua proposta estimular o desenvolvimento de linhas de pesquisa a partir dos seguintes temas: Ciências, Tecnologia, Inovação e Programação; Empreendedorismo; Cultura Digital no Ensino das Ciências; Sustentabilidade e Impactos Ambientais; Indústria 4.0; Genética Humana; Políticas Públicas; Economia e Administração; Tecnologia em Arquitetura e Urbanismo; e Administração Educacional.

“Nós, como educadores, sabemos que há joias ao nosso redor que só estão esperando uma oportunidade, reconhecimento, um momento para crescerem ainda mais, e essa é a finalidade com o programa. Vamos fomentar e potencializar as competências e aprendizados desses alunos e isso também os ajudará a escolher os melhores caminhos em sua futura inserção no mercado de trabalho e na vida acadêmica”, comentou a supervisora técnico educacional e uma das responsáveis pelo Programa Jovem Aprendiz, Rita de Cassia Figueiredo.

 

O programa

Foram contemplados alunos cursando o 2º ano do Ensino Médio nas escolas SESI de todo o Estado de São Paulo. Serão dois anos de programa e esses jovens têm garantido um contrato de trabalho profissional (regime CLT), com direito a meio salário mínimo mensal e vale transporte.

A participação no Programa Jovem Aprendiz não isenta a frequência em sala de aula e no curso técnico do SENAI. Todas as atividades vinculadas ao desenvolvimento do projeto de pesquisa serão realizadas com a gestão do tempo pelo próprio estudante, que irá organizar suas demandas de estudo, pesquisa e formatação do projeto de acordo com o cronograma de apresentação do pré-projeto até a apresentação final para a comunidade.

O projeto de pesquisa, sua realização e apresentação são de responsabilidade total e exclusiva do estudante – protagonista de seu próprio processo de aprendizagem. E, durante o tempo em que se dedicar ao projeto de pesquisa, serão acompanhados por um quadro de profissionais que os subsidiarão pedagogicamente. O diretor escolar, por exemplo, é o tutor/coach. Cuidará das questões administrativas para o andamento do programa e apadrinhará esses aprendizes; os bibliotecários escolares e os analistas de suporte em informática serão tutores de suporte/orientadores; os estudantes poderão também contar com o apoio do coordenador técnico do SENAI e buscar auxílio de professores e outros profissionais externos como orientadores de seus projetos de pesquisa.

 

Quem são esses alunos?

Os alunos participantes do programa foram reconhecidos por sua dedicação e desempenho escolar no ano letivo de 2018, enquanto estavam, no 1º ano do Ensino Médio. É o caso de Yan Xavier de Souza, aluno da Escola SESI-SP de São Bernardo do Campo (SP).

“Eu não esperava ser aprendiz da minha escola, que foi fundamental para me tornar o que sou hoje. Espero que a oportunidade me traga cada vez mais experiência e aprofundamento do que já aprendi participando de diversos projetos que o SESI proporciona, como o curso de teatro e a robótica”.

Para a mãe do estudante, ter seu filho contemplado no programa foi uma grande surpresa. “Ser reconhecido e premiado por seu próprio investimento já é por si só um grande motivador a permanecer como autor da própria história e sucesso pessoal”, declarou Simone da Silva Mendes. “Além disso, o fator pesquisa como principal objetivo, transforma o aluno em produtor e disseminador de conhecimentos cada vez mais próximo de uma realidade da educação contemporânea, cujo desafio é atingir os interesses dessa nova geração”, finalizou, orgulhosa.

Do SESI de Botucatu, o aluno Lucas Gabriel Cardoso espera se desenvolver como pessoa e nas diversas habilidades que possam contribuir para sua formação. “Pretendo focar em minha carreira profissional e ajudar a sociedade, retribuindo de alguma forma o que me foi oferecido”. Seu colega, Adriel Shannon de Aguiar Marques Pereira, da mesma escola, acredita que o Programa Jovem Aprendiz do SESI é uma forma de ter mais tranquilidade para estudar. “Dedicarei meu tempo aos estudos exclusivamente, podendo finalizar o ensino médio com maior preparo em minha formação como pessoa e minha carreira profissional”. 

A diretora da escola SESI de Botucatu, Leila Aparecida Germano, espera aprender muito com as histórias, desafios e sonhos desses jovens. “Espero contribuir para que os estudantes contemplem uma perspectiva positiva de futuro, acreditando em seu próprio potencial e se reconhecendo como um ser ativo e protagonista de sua história”.

Para a gerente de Educação Básica Interino do SESI-SP, Ivy Daniele Gavazzi Sandim, o aluno participante do programa Jovem Aprendiz do SESI-SP desenvolverá competências como pensamento crítico, resolução de problemas complexos, inteligência emocional, que já estão entre as principais exigências do mercado de trabalho. “Pensando nos próximos anos, o participante do Programa também se destacará em competências como capacidade de organização e gestão do tempo e forte direcionamento à inovação e criatividade”, finalizou.

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