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 Por: Karina Costa, Núcleo de Comunicação
08/03/2019 13:58 - atualizado às 15:10 em 08/03/2019

Na rede escolar SESI-SP, a robótica faz parte dos componentes curriculares em todas as séries, do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. E ensinar os conceitos da temática tem levado alunos da instituição a participarem e a vencer competições de robótica educacional no Brasil e no mundo. Em 2018, por exemplo, foram formadas 295 equipes e conquistados 25 prêmios.                      

“O SESI está um passo à frente. Atualmente, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe a Cultura Digital como uma competência a ser desenvolvida. A robótica está inserida nesse contexto e o SESI faz isso há 10 anos por entender a importância desse tipo de aprendizado”, explica Ivanei Nunes, supervisor técnico educacional e coordenador do programa de Robótica do SESI-SP. Durante os 10 anos de programa, iniciado no SESI-SP em 2009, os alunos conquistaram inúmeros prêmios, sendo que chegaram seis vezes ao topo do pódio em campeonatos nacionais e contam com 5 títulos mundiais.

 

Em março, alunos do SESI-SP embarcam para competições no Brasil e no mundo

Os torneios de robótica de 2019 já começaram e, somente no mês de março, nossos alunos participam de duas importantes competições. Quatro times formados por estudantes do ensino articulado do SESI e SENAI, em uma parceria inédita, participam da First Robotics Competition, na cidade de Troy, em Nova Iorque (EUA), entre os dias 6 e 9 de março; e Las Vegas (EUA), nos dias 28 a 30 do mesmo mês. Dois grupos de alunos das escolas de Jundiaí e Ipiranga, na capital, representam o SESI na etapa regional de Nova York; e outros dois, formados por estudantes de Bauru e Campinas vão para Las Vegas (EUA). As seletivas podem leva-los para o mundial, em Houston, também nos Estados Unidos.

Enquanto competem fora do país, outras 10 equipes se preparam para embarcar para a cidade do Rio de Janeiro, onde participam da First Lego League (FLL), entre os dias 15 e 17 de março, campeonato também internacional, criado para despertar o interesse dos estudantes em temas relacionados a ciência e tecnologia no ambiente escolar. Os alunos participantes fazem parte das escolas SESI de Americana, Araras, Bauru, Birigui, Jaú, Jundiaí, Ourinhos, Piracicaba, Rio Claro e Sorocaba.

 

A robótica aplicada nas salas de aula do SESI-SP

Do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, a robótica está dentro da matriz curricular na aula de Ciências. Na 1ª série são conceitos bastante simples e mecânicos. Os alunos utilizam blocos de Lego para aprender sobre polia, alavanca, engrenagem e tudo aquilo que vá dar a base para que desenvolvam um robô no futuro. A partir do 3º ano, passam a utilizar motores em suas montagens; e, a partir do 6º, começam a programar para que o robô execute tarefas de forma autônoma. “A proposta é que o professor, de acordo com o que vai trabalhar em sala de aula, utilize da robótica para consolidar essa aprendizagem”, exemplifica Ivanei.

Os alunos que se destacam nas aulas são convidados a participar de um programa paralelo à sala de aula, sem custos, onde treinam e se aprimoram com a ajuda de um analista de suporte em informática, que também auxilia o professor nas aulas e é o técnico do time. “E, então, a partir de seletivas e torneios internos esses estudantes são classificados para as competições de robótica educacional pelo Brasil e o mundo, representando a unidade escolar e o SESI-SP de maneira geral”, explica Ivanei, lembrando que a instituição, além de promover campeonatos para treinar e aprimorar os conhecimentos de seus próprios alunos, realiza torneios voltados para escolas públicas, particulares e ONG’s.

 

Alunos se destacam nas universidades e projetos geram interesse internacional

De acordo com Ivanei, os alunos do SESI-SP que já estão em idade de cursar o ensino técnico ou ex-alunos já em graduação, motivados pelo programa, entram nas instituições como um aluno diferenciado. “O que vivenciaram no SESI, facilita o processo de aprendizagem, pois muitos saem da escola sabendo lógica de programação e conceitos de estrutura mecânica, por exemplo. Por isso, saem-se bem em universidades muito concorridas, inclusive, nas de ensino público”, comenta. Para ter uma ideia, na prova teórica da Olimpíada Brasileira de Robótica 2018, 159 alunos da rede foram medalhistas: 50 de ouro, 27 de prata, 51 de bronze, além de outros 31 que levaram a medalha de mérito.

Uma solução desenvolvida por alunos do SESI-SP, inclusive, gerou interesse de uma empresa canadense. “Uma de nossas equipes desenvolveu um brinquedo para cavalos capaz de reduzir o risco de uma doença desenvolvida pelo estresse. Uma grande loja de produtos veterinários do Canadá ficou sabendo desse projeto e solicitou autorização para fabricar e comercializar”, relatou sobre o sucesso das ideias pensadas pelos alunos.

 

Mais do que robôs: alunos tornam-se pesquisadores de temas relevantes

No SESI-SP, a robótica não é só desenvolvida para participação em competições. É na verdade, uma estratégia de aprendizagem e ferramenta para o desenvolvimento de várias competências, como o incremento do pensamento computacional, da criatividade, da aptidão para trabalhar em equipe, da capacidade de resolver problemas complexos, da resiliência, além de desmistificar o uso da tecnologia na vida moderna.

E, quando no contexto de uma competição, os participantes devem mostrar aos jurados mais do que soluções robóticas aplicáveis. “Os participantes precisam apresentar um projeto de pesquisa. Então, mais do que promover uma solução tecnológica a partir da construção de um robô, o importante é pesquisar assuntos e problemas complexos e reais e iniciar os alunos no âmbito da pesquisa”, exemplifica. “Como trata-se de uma robótica educacional, a ideia é promover a formação integral dos competidores, se preocupando com a ética e a promoção de uma competição saudável”, destaca o coordenador do programa de Robótica do SESI-SP.

 

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