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 Por: Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp
04/09/2018 18:30 - atualizado às 14:28 em 11/09/2018

Prevenir conflitos e brigas entre torcidas nos estádios de futebol foi o pontapé inicial para a equipe Torcida Unida, do Sesi Caçapava, apresentar o projeto “Sou da Paz”. Com a ideia de criar pulseiras com sensores para identificação e controle dos torcedores, ter maior interação com os jogadores através de uniformes e braçadeiras e aproveitar os telões para disseminar mensagens e depoimentos de paz e boa convivência, o grupo do Vale do Paraíba conquistou o primeiro lugar no Concurso Paz nas Torcidas, do Sesi-SP. Em segundo lugar ficou a equipe Galera da Paz, do Sesi Bauru, e em terceiro o grupo Manchester Team, do Sesi Itapeva.

“Estamos muito felizes. A gente estava torcendo muito por essa final, mas nem sabíamos que chegaríamos até aqui. Antes mesmo de anunciarem os vencedores nos unimos e conversamos que só de estarmos entre os 16 finalistas já era uma vitória para gente”, comentou Amanda Beatriz Santos, aluna do 9º ano e uma das oito integrantes do grupo Torcida Unida.

Na manhã desta terça-feira (4/9), no Museu do Futebol, 16 projetos foram apresentados e disputaram o título do torneio organizado pelo Sesi-SP e com o apoio do Movimento Caminho da Paz. Voltado para os alunos dos Centros Educacionais do Sesi-SP espalhados em todo o Estado, o concurso desenvolveu a compreensão de crianças e adolescentes sobre o respeito entre as torcidas, para manter viva a paixão pelo esporte de forma saudável.

Para o gerente executivo de Esporte e Vida Saudável do Sesi-SP, Eduardo Carreiro, o evento foi mais uma ação de sucesso da instituição. Com mais de 140 projetos e cerca de 800 inscritos, o gerente avalia os 16 grupos finalistas como vencedores. E ainda vê a possibilidade de levar essas ideias para frente e com elas desenvolver novos projetos e parcerias.

“O Sesi-SP é uma instituição de educação, onde prezamos por bons exemplos e temos um programa de formação esportiva que acredito ser um dos maiores do Brasil. Então, discutir essas questões de paz nas torcidas e incentivar os alunos a pensar sobre isso tem tudo a ver com a nossa linha de trabalho. Temos aqui uma geração que é transformadora e pode mexer com tudo isso”, explicou.

“Hoje nós vimos um pedacinho desses trabalhos, mas ainda temos um material muito bacana que poderemos aproveitar, levar até para parcerias com as federações. Sei que o César Sampaio, um dos nossos convidados e jurados, tem o interesse em aproveitar essas ideias no seu projeto social, e isso é muito bacana. Ele estar aqui como um esportista que deu exemplo em campo é muito gratificante”, finalizou.

A valorização da cultura pela paz também foi vista como ferramenta capaz de promover o respeito entre todos os indivíduos que fazem o espetáculo em campo e nas arquibancadas. E com esse pensamento, Suheil Yamout, presidente do conselho da ONG Caminho de Abraão, elogiou mais uma parceria entre Sesi-SP e a entidade.

“Apoiamos esse projeto porque temos o mesmo objetivo do Sesi-SP, que é trabalhar pela paz, seja ela no futebol ou em qualquer outro âmbito. Acreditamos que trabalhar esse assunto é um caminho importante, e começar com a criança é mais importante ainda, já que torna mais fácil ampliar esse trabalho. Desenvolver neles o conceito ético gera atitudes mais conscientes”.

Com a participação dos ex-jogadores de futebol Luizão e César Sampaio e do líbero do time de vôlei do Sesi-SP Murilo Endres, que formaram o Comitê Avaliador, as equipes, formadas por no mínimo 4 e no máximo 10 estudantes, tendo ao menos dois participantes de cada gênero (masculino e feminino) e mesclando alunos torcedores de times esportivos diferentes (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, etc) tiveram apenas três minutos para defender suas ideias, que foram desde aplicativos até a aproximação entre clubes e torcidas organizadas.

“Foi difícil julgar. A gente viu que todos eles se dedicaram e estudaram o tema, essa é a melhor vitória. Tivemos aqui ideias muito boas, de aplicativos, de unir os clubes com as torcidas organizadas e de usar os próprios atletas para conscientizar a população. E essa eu vejo como uma das mais importantes. Nossa responsabilidade como atletas é muito grande, somos exemplo. E acredito que o quanto antes a gente começar essa educação de que precisamos ter paz nos estádios, melhor e mais rapidamente resolveremos esses problemas”, comentou Murilo Endres.

O evento ainda contou com a presença do diretor executivo da ID (OS que administra o Museu do Futebol e o Museu da Língua Portuguesa), Eric Klug, da coordenadora de Projetos Sociais da Federação Paulista de Futebol, Thaisa Bestetti, e da gerente executiva de Educação do Sesi-SP, Luciana Campacci.