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A Tempestade
Escrita por Shakespeare em 1613, A Tempestade - sua última peça de teatro - conta a história de Próspero, duque de Milão obcecado por conhecimento, e de sua ingênua filha, Miranda, que são obrigados a se exilar em uma ilha após um golpe de estado engendrado pelo seu inimigo, o rei de Nápoles. Nesta ilha, pai e filha convivem com as figuras absurdas Ariel e Calibã, reflexos oníricos da cidade e de seus habitantes. Até que uma misteriosa tempestade irá confrontar inimigos, provocar paixões e inspirar a vingança ou o perdão.
Nesta versão, adaptada por Luiza Jatobá e montada pela Cia Teatro em Quadrinhos, a montagem é uma criação multimídia que busca, por meio de um texto bem humorado e de vocação popular, reinscrever o texto shakespeariano no contexto da sociedade contemporânea. Para tanto, a peça conta com os vídeos- performance de Jurandir Muller e os figurinos de Teodoro Cochrane.
De acordo com Beth Lopes, a montagem se propõe a ser uma experiência teatral que não só ofereça um vislumbre do teatro de vanguarda, mas que, principalmente, envolva a platéia nas palavras e personagens, “trazendo à tona valores como reconciliação, a inutilidade da violência e o poder dos sonhos”.
Com iluminação da premiada de Marisa Bentivegna e música de Marcelo Pellegrini (duas vezes ganhador do Prêmio Shell e indicado, neste ano, pela trilha de A Noite dos Palhaços Mudos), a comédia trata, também, de uma história de amor e oportunismo. “Os diálogos bem-humorados e profundos contrapõem a figura disforme, selvagem e pesada dos instintos animais que habitam o homem, a figura etérea, incorpórea, espiritualizada de altas aspirações humanas, como o desejo pela liberdade, a lealdade servil e incansável busca por conhecimento”, revela.
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