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PRIMEIRAS ROSAS
Cia. Pia Fraus
O novo espetáculo a estrear no Teatro do SESI – São Paulo é da renomada companhia de teatro Pia Fraus e se constitui baseado em quatro contos do livro Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa, sendo eles: As Margens da Alegria, A Terceira Margem do Rio, O Cavalo que Bebia Cerveja e Sequência.
O espetáculo Primeiras Rosas comemora os 25 anos de atividade da companhia. Dentre os projetos realizados, o SESI-SP recebeu e/ou produziu diversas montagens para o público como Flor de Obsessão (de 1996, sobre Nelson Rodrigues), Franskenstein (2000), Farsa Quixotesca (2000), Olhos Vermelhos (Antígona, de Sófocles, 2003) e 100 Shakespeare (2006). Em todos os espetáculos, a companhia sempre procurou traduzir as impressões que os clássicos lhes causaram, ao invés de buscar montagens lineares das histórias. Com Primeiras Rosas não foi diferente. Sempre com um respeito enorme e uma grande liberdade, o grupo oferece seu depoimento sobre esse precioso livro de Guimarães Rosa.
Quatro diretores foram convidados para a direção do espetáculo. Com a concepção a cargo de Beto Andretta, foram convidados Alexandre Fávero, Miguel Vellinho, Carlos Lagoeiro e Wanderley Piras para dirigirem, cada um a sua maneira, uma das histórias escolhidas.
Alexandre Fávero – da Cia. Lumbra, de Porto Alegre – dirige As Margens da Alegria e Os Cimos, utilizando a técnica de teatro de sombras. Miguel Vellinho – da PeQuod, do Rio de Janeiro – narra A Terceira Margem do Rio trabalhando a integração da interpretação do ator com o rigoroso trabalho de confecção e manipulação de bonecos. Carlos Lagoeiro – do Teatro Munganga, da Holanda – conta a origem da história O Cavalo que Bebia Cerveja utilizando pequenos bonecos manipulados em frente ao público e projetados em grandes telões. Wanderley Piras – da Cia da Tribo, de São Paulo – tem a responsabilidade de realizar a costura entre todas as histórias, por meio do conto Seqüência, que conta a saga de uma vaquinha que tenta retornar ao seu lugar de origem.
Primeiras Rosas será o marco das comemorações dos 25 anos da Pia Fraus e a homenagem ao retorno à pesquisa da obra de um autor brasileiro, após 13 anos trabalhando com clássicos universais e no intercâmbio com diferentes grupos de teatro de animação.
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