Vôlei: equipe do Sesi-SP lamenta derrota e elogia desempenho do adversário

Sesi-SP ficou com o vice-campeonato da Superliga masculina ao perder por 3 sets a 0 para o Sada/Cruzeiro

Juan - 13/04/2014

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Belo Horizonte

Passado o calor da derrota por 3 sets a 0 para o Sada/Cruzeiro, na final da Superliga masculina de vôlei na manhã deste domingo (13/04), a equipe do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) atendeu a imprensa.

Em comum, a mesma avaliação: o Sesi-SP rendeu menos do que suficiente para superar a força e a regularidade do adversário.

“Não conseguimos em momento algum colocar a equipe deles em dificuldade, não jogamos na frente em nenhum momento”, disse o ponteiro Murilo.

“Tivemos alguma oportunidade de igualar o placar, de passar na frente, mas não concluímos o contra-ataque, não marcamos bem no bloqueio, o que a gente tinha planejado não funcionou”, emendou o camisa 8.

“Faltou tudo hoje. Principalmente essa capacidade de entender a equipe deles e usar a nosso favor os poucos pontos fracos que eles têm.”

Na análise do central Sidão, o saque foi um dos maiores problemas do Sesi-SP na partida. “A nossa equipe não entrou como deveria. Faltou muito saque. Frisamos muito durante a preparação, porque com uma equipe com potencial de ataque como a deles, a gente tinha que sacar muito bem para o bloqueio funcionar. Não sacamos, a rodada de bola não foi tão boa”, lamentou o camisa 9.

“Parabéns para o Cruzeiro, equipe que conquistou tudo nessa temporada. Eles mereceram, jogaram melhor do que a gente hoje. Cabe a nós aprender e começar a construir de novo para a próxima temporada”, assinalou Sidão.


Marcos Pacheco: grupo pode evoluir

O técnico Marcos Pacheco disse que a equipe não conseguiu equiparar o padrão de jogo do Sada/Cruzeiro.

“Trabalhamos sempre sabendo que a equipe do Sada é de uma regularidade altíssima. Para vencer esse jogo, teríamos que ter esse padrão. Um saque eficiente, uma virada de bola consistente, que conseguimos no começo do jogo”, explicou Pacheco.

“Mas tivemos problemas no saque: ou errávamos, ou colocávamos um saque inoperante. Com o volume de jogo e a intensidade que tem o Sada, isso dificultou muito. Eles faziam uma virada rápida, o que acabava nos pressionando a fazer uma virada, o que desequilibrou o jogo.”

De acordo com o técnico, três vezes campeão da Superliga quando dirigiu o Cimed/Florinópolis, o Sesi-SP não teve capacidade para superar o time mineiro nesse jogo.

“Chegamos a todas as finais disputadas. O time foi construído para isso, pelas peças, pelo investimento e pelo trabalho que tem. A intenção era chegar às finais e sermos campeões. Enfrentamos o Sada em duas finais e eles foram mais competentes que nós. Mas foi uma temporada muito boa, atingimos quase todos os nossos objetivos. E esse grupo tem muito evoluir, muito a render, muito a crescer ainda. A próxima temporada já começa amanhã.”


>> Sesi-SP é derrotado pelo Sada/Cruzeiro e fica com o vice na Superliga

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