Time de polo aquático do Sesi-SP joga na China

Além da equipe adulta, meninos do juvenil também participaram da série de jogos no país

Fernanda - 13/10/2014

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Polo Atletas de polo do Sesi-SP após treino. Foto: Divulgação

Com o objetivo de jogar com outros times e desenvolver novas táticas, a equipe de polo aquático do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) realizou em setembro uma série de treinos na China. Em Xangai, o time comandado por André Avallone treinou contra a seleção local. Em seguida, rumaram para Shundee, província de Guongzhu, onde realizaram amistosos contra a seleção chinesa, num total de 15 dias de treinos e amistosos.

O técnico André Avallone optou por levar, além dos atletas do time adulto, jogadores mais jovens do sub-17 que treinam em Ribeirão Preto, como Beto de Freitas, André Cauchick, Gabriel Sojo e Marcos Paulo, para participar dos treinos e aprimorar os conhecimentos ao lado dos profissionais e de Tony Azevedo, o astro do time.

Aos 16 anos, o central da equipe sub-17, Gabriel Sojo da Silva conta que a experiência de treinar com o time principal em outro país foi muito importante para o seu aprendizado e enfatiza que a viagem serviu para treinar com uma pegada mais forte.

“A viagem foi muito importante taticamente pois pude aprender muitas técnicas que a equipe usa durante os jogos, e fisicamente por conta do trabalho com a natação, treinamos pesado para ter resistência”.

Empenhado e de olho no futuro, Gabriel comenta que seu grande objetivo para os próximos anos é participar de uma olímpiada. “Sei que primeiro preciso chegar na Seleção Brasileira e não é fácil, mas eu só penso em disputar uma olímpiada, vou treinar pra isso”.

Saindo do Brasil pela primeira vez, André Cauchick, atacante da equipe sub-17, defina a experiência como inesquecível. Ele ressalta as dificuldades e a intensidade do treino com o time adulto, mas se diz honrado por jogar com grandes nomes da equipe.

“Foi uma experiência inesquecível, ainda mais por ser a primeira vez que saio do Brasil. Os treinos foram muito fortes. Jogar com o adulto sempre é diferente de jogar nas categorias, tanto pela força, quanto pelo ritmo de jogo ser bem mais alto. Jogar com o time adulto, podendo ajudá-los dentro da água foi muito bom e ter a experiência com grandes jogadores como o Tony, que é um ídolo pra mim. Foi inesquecível!”

“Meu objetivo dentro do polo é conquistar espaço no adulto e conseguir uma presença bem maior dentro do time. Quero ajudar o Sesi-SP na conquista de um título da Liga Nacional e consequentemente chegar na Seleção Brasileira”, completa André.

Polo aquático Equipe de polo aquático do Sesi-SP terinam na China. Foto: Divulgação



Além dos meninos do juvenil, o time adulto contou com a participação dos goleiros Chagas, Cirilo e Mateus Chuleta, os defensores Junior e Arthur e os atacantes Pedro, Henrique, Canhoto, Gabriel e Tony, que acabou se tornando o embaixador da equipe no país. Assediado pelas seleções locais o jogador foi solicitado para tirar fotos e conversar com os atletas.

Para o técnico André Avallone, os treinos na China serviram para ajudar a equipe paulista não só com as táticas, mas também na evolução de cada um como pessoa através da cultura e das experiências que o país proporcionou.

“Jogamos contra times diferentes, em São Paulo treinamos apenas com os times locais. Além disso, nossa equipe ficou 100% focada nos treinamentos. Essa fase foi muito importante, pois desenvolvemos o conteúdo tático e provamos diferentes estratégias de acordo com as nossas necessidades”.

Atualmente, a China se encontra no mesmo nível do Brasil no cenário mundial do polo aquático. A equipe feminina teve uma grande evolução com as olimpíadas de Pequim, já o masculino sofre um pouco mais por conta da força que os times europeus têm no cenário mundial. Avallone ressalta que a equipe foi para o país não só para treinar, mas também para aprender com eles as estratégias utilizadas para melhorar o time feminino, por exemplo.

Aproveitando tudo o que teve à disposição durante os jogos e os treinos fora de seu país, o treinador pretende aplicar todos os conhecimentos adquiridos na equipe.

“Pretendo trabalhar a equipe em geral, mas a parte tática será prioridade. Com a sequência de jogos administrada corretamente conseguiremos trabalhar o condicionamento físico também. Aproveitei a disponibilidade de todos durante esses treinos diferenciados para acertar todos os detalhes táticos através de vídeos individuais e em grupo”, finaliza o técnico.

Notícias Relacionadas