Sesi-SP reúne 55 empresas no 1º Seminário Parceiros do Esporte

Palestrantes e convidados discutiram as possibilidades de negócios que o esporte oferece para empresas

- 06/07/2016

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Representantes de 55 empresas, entre elas 3M, Femsa – Coca-Cola, Delphi, Sabesp e Adimax Pet, atuantes em diversos segmentos, se reuniram com profissionais da área de esportes do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) na manhã desta terça-feira (5/7), na unidade da Vila Leopoldina, para discutir as possiblidades de negócios que o esporte pode oferecer às empresas, além de conectar as organizações já atuantes no meio, a fim de compartilhar experiências e motivar a elaboração de novos projetos.

Abrindo o evento, chamado 1º Seminário Parceiros do Esporte Sesi-SP, o gerente executivo de esporte, vida saudável e promoção da saúde, Eduardo Carreiro, apresentou aos presentes todo o trabalho realizado pela entidade, que tem como principal objetivo formar, além de atletas, cidadãos. Com projetos como o Programa Atleta do Futuro, Pedagogia do Exemplo, Treinamento Esportivo e Rendimento Esportivo, Carreiro abriu a discussão sobre a força que o esporte tem na vida e no desenvolvimento de cada ser humano e como essa força pode impactar em todos os âmbitos, inclusive no escolar e no empresarial.

Falando sobre “Comunicação e Mídias: amplitude e interesse do esporte no cenário nacional”, o jornalista Paulo Calçade, elogiou a iniciativa do Sesi-SP em realizar o evento e deixou uma questão no ar. “Eu acho que esse debate é muito importante não só para mostrar as oportunidades de negócios que o esporte pode oferecer, mas também para discutir o legado, o futuro. O que faremos no dia seguinte após o encerramento dos jogos olímpico?”.

Acompanhado do vice-presidente de jornalismo e produção da ESPN, João Palomino, do sócio-diretor da Máquina do Esporte Erich Beting, e do especialista em gestão e marketing esportivo do blog Esporte Executivo da Revista Exame, Vinicius Lordello, Calçade foi o mediador do primeiro tema e abriu o primeiro debate da manhã.

Com o slogan “Tudo pelo esporte”, João Palomino explicou o trabalho que a ESPN faz com relação ao esporte no cenário nacional. Ele afirmou que é preciso haver uma política clara para que o esporte desenvolva seu potencial.

“Se a gente conseguir fazer com que as pessoas entendam os benefícios que o esporte traz para uma pessoa e como a insere na sociedade, as coisas vão mudar e vão crescer até mesmo do ponto de vista de consumo, porque uma pessoa que passa a gostar de esporte vai atrás de mais informações e vai se apaixonar. No país da monocultura esportiva não há como dar atenção a todos os esportes se não tiver um grande evento para fomentar esse interesse e quem se preocupar em transmitir e fazer aparecer esses esportes está fadado ao sucesso.”

De acordo com Erich Beting, o esporte é uma das únicas coisas a concentrar totalmente a atenção de alguém em um determinado lugar. “Estamos vivendo uma era em que a forma como a gente consome a comunicação está mudando completamente, e isso está fazendo com que a gente tenha um déficit maior de atenção do consumidor com relação ao que ele está consumindo.” Para o especialista em negócios do esporte, se a criança não olhar a televisão e se apaixonar pelo atleta que ela está vendo, não vai se interessar pelo esporte e até mesmo querer seguir os passos desse atleta. “Se a criança não tem interesse desde nova, todo o processo de formação da base também sai prejudicado.”

Fechando o primeiro tema, Vinicius Lordello ressaltou a grande importância da ligação entre marca e reputação. “Estudar muito bem a reputação de um clube ou atleta é um dos passos fundamentais antes de utilizar o esporte para gerar benefícios na imagem da empresa. Por mais que hoje em dia determinado clube tenha tudo dentro dos conformes, é necessário ver se lá atrás ele também foi assim. Caso tenha algo negativo no passado, isso provavelmente manchou a sua reputação, e assim as coisas se complicam um pouco.”

Representantes de exemplos de sucesso no investimento em projetos esportivos, o gerente de divisão de marketing esportivo do Banco do Brasil e o gerente geral da escola de idiomas EF Englishtown apresentaram a relação entre esporte e comunidade dentro de suas empresas. Enquanto Stênio Araújo mostrou o papel social que o banco desenvolve no patrocínio não só das seleções brasileira de vôlei como em competições internacionais, André Marques aproveitou a oportunidade para apresentar com base em números o que a iniciativa da escola pode obter com o apoio aos projetos esportivos.

Com a mediação da ex-jogadora de vôlei Ana Moser, grande incentivadoras e apoiadora de projetos esportivos, o segundo debate ainda contou com o gerente geral de educação do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Vanderson Berbat. Especialista em educação, ele explicou no evento os projetos de legado social e educacional dos Jogos do Rio. Exemplo é o programa Transforma. Concebido pelo Comitê Rio 2016, ele disponibiliza materiais didáticos sobre esporte e valores olímpicos para escolas públicas incorporarem às suas atividades, além de cursos presenciais de formação e capacitação em esportes olímpicos e paralímpicos.

Encerrando os debates, o tema “A indústria do Esporte: inovações tecnológicas para melhora do desempenho esportivo” contou com a presença da líder de marketing e comunicações da GE, Akiko Nishimoto, o diretor comercial da Technogym Brasil, Alexandre Poltronieri, e Thais Mineli, relações institucionais e marketing da Braskem. Mediados por André Avallone, técnico da equipe masculina de polo aquático do Sesi-SP, os executivos presentes puderam ver como empresas de diversas áreas podem contribuir para o crescimento do esporte.

A tecnologia do big data da GE no auxílio e na melhora da performance dos atletas, a expertise da Braskem na produção de próteses para atletas paralímpicos e os aparelhos da Technogym para reabilitação e prática de exercícios físicos demonstraram para todos os presentes que não há limitação de ramo que prejudique o contato de uma empresa com o esporte.

Para o gerente executivo do Sesi-SP, Eduardo Carreiro, o evento, uma iniciativa que integra o projeto de desenvolvimento do esporte realizado pelo Sesi-SP, que estimula um estilo de vida ativo para crianças e jovens, “contribui não só para o legado social dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, mas também para a formação da cultura esportiva que promove a qualidade de vida e o exercício da cidadania”.

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