Sesi-SP enfrenta favorito Fluminense na luta por primeira taça nacional no Polo Aquático

Decisão da Liga será sábado na Vila Leopoldina e colocará frente a frente dois astros do polo mundial, Tony Azevedo e Felipe Perrone

Ariett - 12/12/2013

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Finalmente chegou a hora da decisão. Sesi-SP e Fluminense farão neste sábado, na Vila Leopoldina, a final da VI Liga Nacional de Polo Aquático. Para o Fluminense, favorito por ter vencido todos os jogos da competição, será mais uma final. Mas, para o Sesi-SP, será sua primeira e mais importante partida desde que o time foi criado, em 2009.

Semifinalista em 2011 e 2012, a equipe de Rudá Franco, Tony Azevedo e Gustavo Grummy conseguiu a vaga ao derrotar o Botafogo duas vezes (12 a 6 e 16 a 6). Agora eles terão pela frente o Fluminense, que venceu as duas partidas na fase classificatória e possui alguns dos melhores jogadores do mundo. O capitão do time da indústria, Rudá Franco, não nega o favoritismo tricolor, mas por ser apenas um jogo, dá a receita para o time da indústria e confia plenamente na sua equipe.

“Precisamos entrar sem responsabilidade, mas com muito foco, pensando em fazer bom jogo. Eles têm o melhor time da competição no papel, estão invictos, e nós somos franco-atiradores. Temos que levar o jogo para o final, tentar deixar o adversário nervoso”, afirmou o capitão.

“Eles fizeram vários bons jogos na competição, e o melhor foi contra nós. Seguramos o último quarto até 8 a 8, quando perdemos o Tony por azar no final do terceiro quarto, e eles acabaram deslanchando no último quarto. Então, precisamos ficar ligados até o último minuto, com uma defesa sólida e tomar muitos gols”, disse Rudá, que terá também a missão de liderar a garotada do Sesi-SP para evitar afobação característica de uma final. “Meu papel nessa final também será segurar esse ímpeto dos meninos. Precisamos ter calma, e qualquer erro pode ser fatal”, completou.

Além da concentração e foco, o time contará com o astro Tony Azevedo, contratado em setembro, que tem feito a diferença na piscina, levando o time ao inédito título paulista. Com gols decisivos, ele ajudou na classificação para a final. Medalha de prata nas Olimpíadas de Pequim pela seleção dos Estados Unidos, Tony estará diante de um novo desafio: se tornar pela primeira vez campeão brasileiro. Mas, para ele, a final é um jogo mais fácil, e o time tem que tirar das costas o peso da decisão para poder ter tranquilidade.

“A final é o jogo mais fácil de jogar. Nos outros jogos você tem que pensar em muitas coisas, como nos resultados e no futuro. Mas na final, não. Você já chegou lá, já trabalhou quatro, cinco meses para isso. É entrar e jogar com coração, com força e fazer o seu”, apontou Tony, que elogiou o rival, mas acredita que se o Sesi-SP entrar na piscina como foi contra o Botafogo, a decisão não tem placar definido.

Devemos jogar como jogamos contra o Botafogo. O time todo unido, defesa e ataque sem erros e sem entregar a bola. O Fluminense é o melhor time, tem os melhores jogadores, mas já mostramos que podemos, sim, segurar a equipe deles, como quase fizemos. E agora, em casa, a nossa confiança é bem maior”, completou o craque.

Para o treinador da equipe, André Avallone, o time não deverá mudar seu estilo de jogo só porque se trata de uma final ou contra uma equipe favorita. Manter o jeito de se portar na piscina é essencial até para não criar expectativas nos jogadores.

“Temos um sistema que pode até ser um pouco quadrado. Sempre tentamos fazer as mesmas ações em todos os jogos, para não criar uma expectativa num jovem atleta. Temos que valorizar muito a posse de bola, pois eles são muito fortes. Não podemos deixar chutar. Se chutarem, tem que ser da pior posição possível. Mas não mudamos o estilo de jogo por time nenhum. Não tem marcação especial, nada disso. Faremos o nosso jogo e vamos para a final assim”, disse Avallone, que rechaça a pressão pelo título para que os atletas possam jogar com a cabeça livre quando a partida começar.

“Existe uma ansiedade normal antes de qualquer jogo. Numa final, realmente existe um pouco mais, e até o Tony, que já disputou uma final olímpica, sente isso. Nós não temos obrigação ou pressão. Vamos jogar em casa, diante de nossas crianças, na nossa casa e finalizar um ano maravilhoso. Isso é o que importa”, finalizou o treinador.

A final será disputada em jogo único, sem vantagem para qualquer das equipes. Caso o jogo termine empatado, haverá prorrogação e pênaltis até que se defina um vencedor. O Fluminense é o atual bicampeão da Liga Nacional, além de possuir sete títulos do antigo Troféu João Havelange, sendo o recordista nacional.

Campanha do Sesi-SP na Liga Nacional

Primeiro turno
Clube Clube
Flamengo 8 x 18 Sesi-SP
Pinheiros 8 x 7 Sesi-SP
Sesi-SP 9 x 7 Botafogo
Paulistano 8 x 14 Sesi-SP
Fluminense 12 x 8 Sesi-SP
Sesi-SP 12 x 2 Hebraica

Segundo turno
Sesi-SP 5 x 7 Pinheiros
Sesi-SP 20 x 6 Flamengo
Botafogo 8 x 6 Sesi-SP
Sesi-SP 11 x 5 Paulistano
Sesi-SP 6 x 15 Fluminense
Hebraica 2 x 18 Sesi-SP

Semifinal 1
Sesi-SP 12 x 6 Botafogo

Semifinal 2
Sesi-SP 16 x 6 Botafogo


Serviço 

VI Liga Nacional – Final
Sesi-SP x Fluminense
Data e horário: 14 de dezembro, sábado, às 16h20
Local: Piscina do Sesi-SP Vila Leopoldina (Rua Carlos Webber, 835 – Vila Leopoldina, São Paulo – SP)

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