Nutricionistas do Sesi-SP destacam a importância da alimentação no esporte

Profissionais que trabalham com as equipes de vôlei contam particularidades do acompanhamento nutricional dos atletas

Juan - 26/04/2014

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp


Além da importância dos treinos físicos, das orientações técnicas e táticas, a alimentação é outro ponto fundamental para o desenvolvimento dos atletas. No caso das equipes de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), por exemplo, há uma profissional responsável por cada equipe: Larissa Vieira Marino cuida da equipe masculina, enquanto Vanessa Brito Reis é a nutricionista do feminino.

O cardápio dos atletas é feito seguindo os preceitos da alimentação saudável, incluindo todos os grupos alimentares. A diferença está na forma de suprir o desgaste dos treinos e competições. “A necessidade nutricional desses atletas é elevada e deve ser suprida com uma adequada quantidade de energia e outros nutrientes, distribuídos de forma equilibrada em todas as refeições do dia”, explica Larissa. “Muitas vezes, são utilizados suplementos alimentares para complementar a oferta de alguns nutrientes específicos que não são ingeridos em quantidades adequadas somente com alimentos.”

Mais do que diferenças entre os atletas do masculino e do feminino, as dietas são criadas de acordo com as especificidades de cada jogador. “A demanda nutricional dos homens geralmente é maior que das mulheres. Mas a dieta de cada jogador é elaborada individualmente. Consideramos a idade, sexo, peso e composição corporal, posição em que joga e fase da competição”, disse. “Adaptamos esses alimentos também às preferências alimentares e à disponibilidade de horários de cada atleta.”

Assim, os jogadores recebem cardápios que devem ser seguidos durante todos os dias da semana. A partir daí, recebem orientações de como devem ser feitas as refeições que antecedem ou procedem aos jogos, todas com as suas particularidades.

“As refeições feitas antes do jogo devem ser, preferencialmente, ricas em carboidratos, que fornecerão energia para as competições, pobres em gorduras e moderadas em proteínas. Recomendamos que evitem frituras, carnes gordurosas, maionese, doces concentrados e bebidas gaseificadas, pois esses itens dificultam o processo de digestão; além de carnes, peixes e ovos crus ou mal cozidos, os quais têm um risco elevado de contaminação”, conta Larissa. “Após o jogo indicamos uma refeição completa, contendo carboidratos em maior proporção, proteínas, vitaminas e minerais, visando a rápida recuperação do atleta.”

Nada de menus exóticos

Antes das partidas decisivas, as nutricionistas pedem que os atletas não façam mudanças radicais ou consumam alimentos pesados ou exóticos. “A principal recomendação é não mudar nada na alimentação habitual, para não ter surpresas desagradáveis. Não é o momento, por exemplo, de experimentar uma preparação diferente ou um novo suplemento alimentar”, explica Larissa. “Sugerimos que o atleta siga as orientações sobre alimentação antes do jogo e evite condimentos, temperos fortes ou alimentos que não são bem digeridos por cada um.”

E nos períodos de férias? Os atletas podem comer o quiserem? Segundo a nutricionista, não há como controlar, mas a recomendação é manter a linha. “Após a Superliga, os atletas saem de férias e muitos mudam a rotina alimentar. Não é recomendado que “liberem a alimentação” radicalmente e consumam tudo que tiverem vontade”, diz a especialista.

“Preconizamos que tenham uma vida social, comendo todos os tipos de alimentos, tendo, porém, bom senso com relação à quantidade e frequência a ser consumida, para não perder todo o trabalho feito durante a temporada.”

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