Jogadores de vôlei do Sesi-SP vão ao cinema para ver Ouro, Suor e Lágrimas

Longa de Helena Sroulevich mostra os bastidores das seleções masculina e feminina no período mais vitorioso da modalidade

Graciliano Toni - 12/08/2015

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Após pré-estreia no Rio de Janeiro, o filme Ouro, Suor e Lágrimas foi exibido nesta terça-feira (12/8), em sessão especial para os atletas de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Os times feminino e masculino adulto se juntaram à categoria de base no Espaço Itaú Frei Caneca para assistir ao filme, que conta a história vitoriosa da seleção brasileira desde os bastidores até as conquistas.

Para os atletas mais jovens o filme serviu como inspiração - uma grande oportunidade para ver os ídolos em preparação antes de grandes decisões e para aumentar ainda mais a vontade de vestir a amarelinha. Para os mais velhos, que já tiveram a oportunidade de estar entre os convocados pela seleção, foi um momento de recordações. Thiago Alves, Theo, Sidão, Serginho, Murilo, Jaqueline e Fabiana, atletas do Sesi-SP, são alguns dos atletas que fizeram parte dos momentos mais importantes do Brasil na modalidade e aparecem no filme.  

 O vôlei desde 2001 dá muita alegria. Seja com a seleção masculina, seja com a feminina, o Brasil se acostumou a ver a equipe nacional levar o verde e o amarelo aos pódios. Em pouco mais de dez anos, foram cinco medalhas olímpicas (três ouros e duas pratas), três campeonatos mundiais e outros tantos títulos entre Liga Mundial, Grand Prix e Sul-Americanos.

sessão de cinema
Equipes de vôlei do Sesi-SP durante sessão especial de cinema. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Depois de seis anos de produção e captação de todos os aspectos que envolvem a preparação das equipes, com filmagens entre treinos, viagens, depoimentos e jogos, o espectador terá, em pouco mais de uma hora e meia, a oportunidade de ouvir dos próprios ídolos do esporte como foi o processo para fazer do vôlei uma das modalidades brasileiras mais vencedoras.

Entre os momentos mais marcantes estão os depoimentos de Ricardinho, Giba, Paula Pequeno e Fabi, além dos vitoriosos técnicos Bernardinho e José Roberto Guimarães. Para a diretora Helena Sroulevich, transformar mais de 600 horas em um filme de apenas 93 minutos exigiu bastante suor e uma boa dose de lágrimas, mas ela garante que o resultado compensou todos os esforços. A sensação que ficou foi a de colocar uma medalha de ouro no peito.

“O mais importante é que este filme usa o tempo do cinema a seu favor. Tivemos um convívio com os ‘atores’, a imersão no ambiente dos times, das competições, da concentração, isso é algo novo. Tivemos permissão das comissões técnicas para ser parte do grupo. Isso nos permitiu revelá-los como humanos”, finalizou Helena.

Faltando praticamente um ano para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Ouro, Suor e Lágrimas estreou nos cinemas nacionalmente na última quinta-feira (6/8). Com apoio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), o filme está em cartaz em sua primeira semana de exibição ao público de São Paulo, Rio Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Montes Claros (MG).

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