Espaço Olímpico do Sesi-SP recebe técnico e atletas em dia de amistoso entre Brasil e China no polo aquático feminino

Área vai receber torcedores para acompanhar competições e participar de palestras e bate-papos

- 29/07/2016

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Com a casa cheia, a unidade da Vila Leopoldina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), não só sediou o amistoso de polo aquático feminino entre as seleções do Brasil e China na manhã desta sexta-feira (29), como também recebeu os primeiros convidados no Espaço Olímpico, área montada para receber torcedores, especialistas e técnicos, que além de torcer para o Brasil durante os Jogos, poderão participar de palestras e bate-papos.

Técnico da seleção chinesa, Ricardo Azevedo, o “Rochinha”, compartilhou com alunos, atletas, técnicos e colaboradores um pouco da sua carreira como jogador e depois a sua transição para técnico. Pai do jogador Tony Azevedo, atleta do Sesi-SP, Ricardo respondeu perguntas que iam da sua relação com as chinesas, à  passagem pelos Estados Unidos, e à vontade de trabalhar no Brasil.

Entre tantas respostas, Ricardo deixou uma mensagem muito importante para os jovens que já treinam e os que ainda simpatizam com a modalidade. “Ser honesto, fazer o que deve ser feito, ter educação e foco no que deseja ser são armas essenciais para alcançar seus objetivos.”

Na piscina, foi a vez do Brasil mostrar seu crescimento e preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Enfrentando um pouco de sufoco e pressão da China, as brasileiras começaram atrás no placar. Mas, após uma boa reação no segundo quarto, recuperaram o entrosamento e ficaram atrás no placar geral por uma diferença de apenas dois gols. O time brasileiro perdeu por 13 a 11, com parciais de 3-0, 4-2, 4-5, 2-4. Os gols brasileiros foram de Camila, Diana, Zablith, Lucianne, Izabella (2), Amanda (2) e Mariana (3).

Ao final da partida, após atender a imprensa e familiares, foi a vez do técnico Patrick "Pat" Oaten e suas atletas seguirem para o Espaço Olímpico e também conversar com os presentes. Entre questionamentos sobre a ansiedade de disputar uma Olímpiada pela primeira vez e como funciona a preparação, treinos e iniciação, a capitã da equipe, Marina Zablith, foi abordada para falar sobre o que ela achou do resultado da partida.

“Hoje não começamos muito bem, mas conseguimos reagir e tivemos um resultado muito bom. Estes jogos servem para nos preparar taticamente, claro, mas também para o nosso trabalho psicológico, nos dá moral para chegarmos bem no Rio”, comentou Marina, que ainda foi questionada sobre o peso de ser capitã de uma seleção.

“Fico muito honrada em ter essa posição, mas isso não é algo que tome conta, que seja de extrema importância para o grupo. Todas nós somos muitos unidas e importantes, cada uma na sua função. Tanto aqui no polo como em qualquer outra modalidade não podemos pensar que o capitão da equipe é o diferenciado, ele é normal e tem sua importância como qualquer outra atleta, ele apenas será aquele que vai responder algumas questões pelo grupo”, explicou.

Patrick "Pat" Oaten, técnico da seleção verde e amarela, adorou o bate-papo, agradeceu a oportunidade e antes de ir embora, perguntado sobre o que pretende fazer daqui para frente, se quer continuar no país com a seleção, se pretende treinar outro grupo, só teve uma resposta.

“Agora, neste momento, eu só quero voltar do Rio de Janeiro com uma medalha olímpica. O que vai acontecer depois, eu só quero pensar depois”, finalizou.

Amistoso de polo aquático feminino no Sesi-SP terminou em China 13 X 11 Brasil 
Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


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