Equipe feminina comemora a vaga na final da Superliga

Time venceu o Osasco neste sábado (19/04) e vai para a quinta final em cinco campeonatos

Talita - 19/04/2014

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Ao som da música “Tempo de Alegria”, de Ivete Sangalo, as jogadoras da equipe feminina de Vôlei do Sesi-SP comemoraram muito a vitória sobre o Osasco neste sábado (19/04) pela semifinal da Superliga e a conquista da vaga para mais uma final. É a quinta vez que a equipe chega a uma decisão em cinco campeonatos disputados na temporada (Copa São Paulo, Campeonato Paulista, Copa Brasil, Sul-americano e Superliga).  

Fabiana, capitã do time: “Entramos na história”. Foto: Caio Lopes/Fiesp Fabiana, capitã do time: “Entramos na história”.
Foto: Caio Lopes/Fiesp

As jogadoras destacaram a união e a alegria do time como características fundamentais para a campanha positiva. “Fico feliz por ter jogado bem hoje, mas fico muito mais feliz pelo grupo. É muito bom jogar nessa equipe! Queria jogar mais 10 anos aqui. Se a gente conseguir manter essa alegria e essa união, quem sabe a gente não ganha a final?”, disse a ponteira Suelle, um dos destaques da equipe na reta final da Superliga.

“O Sesi-SP é muito merecedor, porque a gente começou com dificuldade na Superliga, ficamos em uma situação desfavorável, e desde a metade da competição, conseguiu virar. E agora estamos na final”, finalizou Suelle.

A oposta Ivna agradeceu a Deus pela vitória e citou um trecho bíblico, que fala sobre força e coragem. “O time foi forte e corajoso e estamos em uma final inédita! Agora é pensar no Unilever para buscar esse título”, comemorou a maior pontuadora da Superliga. “Estou em uma boa fase porque o Talmo me dá confiança e o time também. Estou muito feliz!”

“Entramos na história”, declarou a central e capitã do time, Fabiana Claudino. “Sei da minha responsabilidade e do que posso fazer e estou feliz por estar conseguindo a ajudar o grupo. A equipe vem trabalhando duro e é muito unida. Sabíamos das nossas dificuldades e limitações, mas uma acreditou na outra, deu força para a outra. Só o que a gente sabe o que passou para chegar até aqui.”

Fabiana contou que pediu para que a equipe jogasse com o coração. “O que eu falei para as meninas antes do jogo de hoje foi ‘ vamos nos divertir, vamos nos ajudar e jogar com o coração’, porque era isso que ia valer para o jogo de hoje. E mesmo nos momentos mais difíceis, a gente teve a tranquilidade para seguir buscando o tempo inteiro.”  

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na semifinal, também destacou a união do time. “Não tem o egoísmo de pedir ‘põe pra mim’. Pelo contrário! Se uma jogadora não está bem na partida, a gente combina de pôr para ela, exatamente para puxá-la para o jogo. Somos uma equipe, não é um jogo de pingue-pongue”, falou Dani, que destacou ainda a versatilidade da equipe. 

“As meninas do banco entraram, ajudaram a virar o jogo.  Usamos tudo hoje. A nossa equipe tem jogadoras que fazem tudo, é o famoso Severino. A ponteira faz meio, faz oposta, faz levantadora e chega na hora do jogo, graças a Deus, dá certo”, contou.

“Quando acabou o jogo, eu saí correndo, nem sei para onde. Não sei nem explicar como é bom estar em uma final”, concluiu Dani Lins.

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na partida, acredita que união e versatilidade são as principais características da equipe. Foto: Caio Lopes/Fiesp A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na partida,
acredita que união e versatilidade são as principais características da equipe.
Foto: Caio Lopes/Fiesp

Técnico

O técnico Talmo de Oliveira foi muito questionado sobre a quebra da invencibilidade do Osasco, que há 12 anos não ficava fora de uma final. Mas o comandante da equipe diz que sempre teve certeza que o Sesi-SP tinha chance de vencer. “Nossa festa não é por ter quebrado a invencibilidade do Osasco, mas sim porque nós queríamos estar nessa final. Não tiramos ninguém da final, porque a disputa estava aberta, o Osasco ainda não estava lá. A gente não trabalha desmotivado nunca aqui. Mesmo que set esteja 19 a 1, que vamos lutar até o fim pela próxima bola, porque o jogo não acabou. Era ponto pacífico na equipe que a gente lutaria até o final”, afirmou o técnico.

“Em alguns momentos, elas sentiram muita dificuldade e minha orientação foi: ‘não pensa no final do jogo, pensa no próximo ponto’. ´Mesmo saindo atrás no tie-break, passamos a frente, depois eles passaram três pontos e tivemos capacidade e competência para minar uma das principais jogadas deles, que é a primeira bola, para virar e fechar o jogo”, explicou.  

Talmo destacou a importância do apoio oferecido pelo Sesi-SP. “Estou muito feliz no Sesi-SP porque a instituição entende o que é o processo do voleibol. Começamos há três anos, viemos melhorando e agora tivemos uma temporada muito vitoriosa. Chegamos na final de todos os campeonatos que disputamos, o que foi muito bom para a maturidade das jogadoras e para a força da equipe. A gente tem um grupo que trabalha muito forte e eu sabia que a gente ia colher o fruto de tanto esforço. É uma alegria ver um projeto tão sólido, como é o do Sesi-SP, onde as atletas entendem que elas têm responsabilidade não só dentro de quadra, mas também são exemplo para as crianças, para os trabalhadores, para a família.”

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