Atletas do polo aquático dão uma pausa nos treinos para prestigiar peça de Jô Soares no Teatro do Sesi-SP

Campeões paulista e brasileiro da modalidade assistem “Tróilo e Créssida”

- 11/11/2016

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Das piscinas para o teatro, do polo aquático para “Tróilo e Créssida”. Fugindo um pouco do habitual e dando uma leve relaxada após a conquista do Paulista e na sequência do Brasil Open, os meninos do polo aquático do Sesi-SP foram até o Teatro do Sesi-SP na noite desta quinta-feira (10) e puderam ver de perto a adaptação feita por Jô Soares à peça de William Shakespeare (1564-1616).

André Avallone, técnico da equipe paulista, acompanhado do time, chegou à avenida Paulista para mais uma sessão da montagem de Jô Soares. Com participação de Maria Fernanda Cândido como Créssida, Ricardo Gelli (Tróilo), Adriane Galisteu (Helena de Troia), Otávio Martins (Aquiles) e Eduardo Semerjian (Ulisses), que encabeçam o elenco de 23 atores, Rudá, Cirilo, Artur Salgado e os outros atletas puderam rir da “comédia sinistra” de uma guerra sem fim e do amor frustrado passada na Grécia Antiga.

Satisfeito com a programação diferenciada do grupo, Avallone elogiou a peça ao final da apresentação. "Achei bem bacana e divertida, gostei muito da peça e esperamos repetir mais vezes esse tipo de programação com os meninos. É bom dar uma descontraída, relaxar em meio aos treinos e competições. Ainda mais com esse tipo de programa oferecido pelo Sesi-SP."

 Tróilo e Créssida

Jô Soares que, além de assinar a direção, também traduziu o texto em parceria com o roteirista Mauricio Guilherme, defende a tese de que “a guerra e a luxúria nunca saem de moda”, frase proferida pelo criado grego Térsito (Ataíde Arcoverde) em uma das cenas.

Ao satirizar as hierarquias e classes sociais presentes em várias épocas da história, a montagem transforma, com ironia, a Guerra de Troia em um cenário repleto de militares estúpidos, mulheres sedutoras e calculistas, nobres fúteis, criados desbocados e falsos heróis.

Reza a lenda que o próprio Shakespeare nunca chegou a montar a própria peça, considerando-a uma “comédia sinistra ou sombria” demais para a época. Na Inglaterra do século XVII, quando a obra foi escrita, Créssida viria a se tornar o símbolo da mulher infiel; Tróilo, o do tolo traído, e Pândaro (interpretado por Guilherme Sant’anna), o do cafetão.

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