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 Por: Arlete Rodrigues Vasconcelos
29/10/2018 15:30 - atualizado às 10:55 em 30/10/2018

O programa que está atuante de maneira ininterrupta e gratuita há 70 anos. Transformando vidas pela formação cultural, o SESI-SP oferece o serviço dentro das indústrias para seus trabalhadores, estendendo também para seus familiares e seu entorno. São mais de 200 mil livros disponibilizados por ano, ultrapassando 1.000 bibliotecas itinerantes, em todo Estado.

Acabou de ser lançado o livro “Caixa de Cultura, 70 anos de histórias (1948-2018)”, escrito por Manuel Filho, pela SESI-SP Editora. A área técnica de Difusão Literária do SESI-SP buscou organizar um livro de interesse de diversos públicos, justamente por não ser composto apenas de registros cronológicos. Numa tiragem especial, de caráter comemorativo, a distribuição será feita em pontos de cultura, nas bibliotecas do SESI-SP, empresas e organizações que fazem parte do programa.

Com seu olhar sensível, entre tantas histórias, o autor escolheu o formato de contos para mostrar, por meio das pessoas, os resultados que a Caixa de Cultura alcançou, construindo histórias com os seus leitores, mediadores culturais, agentes de leitura e tantos outros que fazem parte dessa iniciativa singular de difusão literária.

Em entrevista, Manuel se mostrou muito orgulhoso e feliz por poder escrever esse livro e participar dessa homenagem aos 70 anos da Caixa de Cultura. “É um projeto único, pelo tempo de atuação ininterrupta. Todos que trabalham com livros deveriam conhecer esse projeto”.

O autor conta que o livro que está sendo lançado é uma referência de estudo sobre como as pessoas começam a ler. Para ele, a diversidade é outro aspecto relevante da Caixa de Cultura e, por isso, estão no livro relatos de escritores como Carmen Lúcia Campos, Anna Claudia Ramos, Daniel Munduruku e Stella Maris Rezende.

Em 15 anos de carreira literária, Manuel Filho possui mais de 40 livros publicados, com o prêmio JABUTI 2008.

 

Um pouco da história, com trechos do livro:

“Essas caixas nasceram com o nome de Caixa-Estante, cujo objetivo era acondicionar acervos literários que seriam entregues em empresas por todo o estado de São Paulo. Fabricadas com aço-carbono, uma chapa de metal mais grossa e pesada que as atuais, acomodavam até 80 livros. O principal objetivo era, e permanece sendo, o de incentivar a leitura entre os trabalhadores das indústrias.

…A partir de 2002, ocorreu uma importante mudança. O nome Caixa–Estante deixou de ser usado e foi substituído. Isso aconteceu porque a Caixa ganhou uma nova dimensão e interesse. Sua designação passaria a ser Caixa de Cultura, pois se pretendia ampliar o conceito de leitura. O SESI-SP decidiu incorporar exposições fotográficas temporárias e itinerantes que seriam instaladas nas fábricas já usuárias do serviço”.

Mais informações: difusaoliteraria@sesisp.org.br

 

Sobre o Dia Nacional do Livro: 29 de outubro de 1810 é a data de fundação da primeira biblioteca em nosso país. A Biblioteca Nacional do Brasil é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e também a maior da América Latina.

 

Saiba mais sobre a Caixa de Cultura: http://www.sesisp.org.br/cultura/noticia/caixa-de-cultura

 

Fotografia: Helcio Nagamine