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1. De onde vem a água?
Para entender de onde vem a água, é preciso relembrar os estados em que ela se encontra:
Estado gasoso - na atmosfera, proveniente da evaporação de todas as superfícies úmidas - mares, rios e lagos
Estado líquido - nos oceanos (água salgada), rios e lagos (água doce) e no subsolo, constituindo os chamados lençóis freáticos.
Estado sólido - nas regiões frias do planeta, nos pólos.
Toda a água do planeta se mantém em constante movimento, passando de um estado (sólido, liquido, gasoso) a outro e, assim, sustentando a vida na Terra. É o que chamamos de ciclo hidrológico.
Até 25% da água que cai como chuva pode ser interceptada pelas copas das árvores. O restante escoa pela superfície do solo ou nele se infiltra. Cerca de 1% da água que cai é retida para a formação de matéria orgânica que constitui os seres vivos. O restante atinge os mares, caindo diretamente neles ou a eles chegando através de cursos d’água. As interferências humanas quebram esse ciclo natural da água. Nas áreas urbanas, há a impermeabilidade do solo, falta de cobertura vegetal e poluição.
2. Onde é consumida nos países em desenvolvimento
70% - Agropecuária - Quase que a totalidade deste montante é utilizado para irrigação. Adicionalmente, é utilizada para tratamento de animais, lavagem de instalações, máquinas e utensílios, entre outros.
22% - Industria - Como matéria-prima, na produção de alimentos e produtos farmacêuticos, gelo e em atividades industriais onde a água é utilizada para refrigeração, como na metalurgia, para lavagem nas áreas de produção de papel, tecido, em abatedouros e matadouros, etc e em atividades em que é utilizada para fabricação de vapor, como na caldeiraria, entre outros.
8% - Residências - Subdivididas em uso doméstico (como fonte de vida, bebida, no preparo de alimentos, higiene pessoal, limpeza na habitação, irrigação de jardins e pequenas hortas particulares, criação de animais domésticos, entre outros) e público (moradias, escolas, hospitais e demais estabelecimentos públicos, irrigação de parques e jardins, limpeza de ruas e logradouros, paisagismo, combate a incêndios, navegação, etc).
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3. Consumo Insustentável
Vivemos num mundo em que a água se torna um desafio cada vez maior. A cada ano, mais de 80 milhões de pessoas necessitam dos recursos hídricos da Terra. Infelizmente, quase todos os 3 bilhões (ou mais) de habitantes que devem ser adicionados à população mundial no próximo meio século nascerão em países que já sofrem de escassez de água. Já nos dias de hoje, muitas pessoas nesses países carecem do líquido para beber, satisfazer suas necessidades higiênicas e produzir alimentos.
Numa economia mundial cada vez mais integrada, a escassez de água cruza fronteiras através do comércio internacional de grãos. Uma vez que são necessárias 1.000 toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, a maneira mais eficiente para os países com déficit hídrico importarem água é importando grão.
Calcula-se a exaustão anual dos aqüíferos em 160 bilhões de metros cúbicos ou 160 bilhões de toneladas. Tomando-se uma base empírica de mil toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, esses 160 bilhões de toneladas de déficit hídrico eqüivalem a 160 milhões de toneladas de grãos, ou metade da colheita dos Estados Unidos. Os lençóis freáticos estão hoje caindo nas principais regiões produtoras de alimentos - a planície norte da China, o Punjab na Índia e o sul das Great Plains dos Estados Unidos, que faz do país o maior exportador mundial de grãos.
A extração excessiva é um fenômeno novo, em geral restrito à ultima metade do século. Só após o desenvolvimento de bombas poderosas a diesel ou elétricas, tivemos a capacidade de extrair água dos aqüíferos com uma rapidez maior do que sua recarga pela chuva.
Além do crescimento populacional, a urbanização e a industrialização também ampliam a demanda pelo produto. Conforme a população rural, tradicionalmente dependente do poço da aldeia, muda-se para prédios residenciais urbanos com água encanada, o consumo de água residencial pode facilmente triplicar. A industrialização consome ainda mais água que a urbanização. A afluência, também, gera demanda adiciona, à medida que as pessoas ascendem na cadeia alimentícia e passam a consumir mais carne bovina, suína, aves, ovos e laticínios, consomem mais grãos.
Se os governos dos países carentes de água não adotarem medidas urgentes para estabilizar a população e elevar a produtividade hídrica, a escassez de água em pouco tempo se transformará em falta de alimentos. Estes governos não podem mais separar a política populacional do abastecimento de água. Da mesma forma que o mundo voltou-se à elevação da produtividade da terra há meio século, quando as fronteiras agrícolas desapareceram, agora também deve voltar-se à elevação da produtividade hídrica. O primeiro passo em direção a esse objetivo é eliminar os subsídios da água que incentivam a ineficiência. O segundo passo é aumentar o preço da água, para refletir seu custo. A mudança para tecnologias, lavouras e formas de proteína animal mais eficientes em termos de economia de água proporciona um imenso potencial para a elevação da produtividade hídrica. Estas mudanças serão mais rápidas se o preço da água for mais representativo que seu valor.
Fonte: "Escassez de Água Contribui para Déficit na Colheita Mundial de Grãos” / "UM DESERTO CHEIO DE GENTE" - Lester R. Brown, Presidente do Worldwatch Institute
4. Por que há Disputa pela Água?
No século 20, a população mundial cresceu três vezes e o consumo seis vezes. A distribuição de água no planeta não é equilibrada. >
Distribuição da Água Doce no Mundo
A ONU - Organização das Nações Unidas - considera que o volume de água suficiente para a vida em comunidade e exercício das atividades humanas, sociais e econômicas, é de 2.500 metros cúbicos de água/habitante/ano. Em regiões onde a disponibilidade de água/habitante/ano está abaixo de 1.500 metros cúbicos, a situação é considerada crítica.
Nas áreas críticas, a disponibilidade de água por pessoa, por dia, é de 3 metros cúbicos. Em algumas regiões do Nordeste do Brasil a disponibilidade de água é de 3,8 metros cúbicos de água por dia. A medida de consumo de água/habitante/dia considerada ideal para regiões de clima tropical é de duzentos litros.
| Continente |
Área
|
População
|
Disponibilidade
|
|
103 Km²
|
milhões
|
m³/dia/pessoa
|
| Europa |
10.500
|
498
|
18
|
| Ásia |
43.475
|
3.108
|
13
|
| África |
30.120
|
648
|
19
|
| América do Norte |
24.200
|
426
|
53
|
| América do Sul |
17.800
|
297
|
108
|
| Oceania |
8.950
|
26
|
252
|
| Total |
135.045
|
5.003
|
24
|
| Brasil |
8.152
|
160
|
140
|
África - 44 milhões de pessoas que vivem em áreas urbanas não têm acesso à água. Das que vivem em zonas rurais, 53% (256 milhões) não contam com serviços de abastecimento de água. No total, 62% dos africanos não têm água. No que se refere a saneamento, 46 milhões não contam com este serviço nas zonas urbanas e 267 milhões na área rural. Ao todo, são 313 milhões sem infra-estrutura de saneamento.
Ásia - 98 milhões de pessoas estão sem acesso à água, nas zonas urbanas, e 595 milhões, ou cerca de 25% da população rural. Ao todo, são 693 milhões, ou 19% dos asiáticos sem serviço de abastecimento. Em saneamento, são mais de 1,9 bilhão de pessoas não atendidas (52%), sendo 1,6 bilhão na área rural e 297 milhões nas zonas urbanas.
América Latina - 78 milhões de pessoas não têm acesso à água, o que corresponde a 15% da população. Em saneamento, a carência de serviço atinge 22% da população e 51% dos moradores rurais. Ao todo 117 milhões de latino-americanos e caribenhos não têm acesso a serviços de saneamento.
Oceania - A totalidade dos habitantes das zonas urbanas têm acesso à água e somente 3 milhões, que vivem em áreas rurais, não contam com abastecimento. No saneamento são 2 milhões sem acesso.
Europa - Apenas 0,5% dos habitantes das zonas urbanas não têm acesso à água. Na zona rural, há 23 milhões sem abastecimento, o que corresponde a 13% da população que mora no campo. Na área do saneamento, 8% dos europeus (55 milhões) ainda não contam com esse serviço.
Fonte: Palestra de Gerson Kelman - presidente da ANA - Agência Nacional de Água - disponibilizada à Rede das Águas, revista Aguaonline, Manual do Rio Tietê, Instituto Vidagua.
5. Ameaças à Água
Escassez - O desenvolvimento desordenado das cidades, aliado à ocupação de áreas de mananciais e ao crescimento populacional, provoca o esgotamento das reservas naturais de água e obriga as populações a buscar fontes de captação cada vez mais distantes. A escassez é resultado do consumo cada vez maior, do mau uso dos recursos naturais, do desmatamento, da poluição, do desperdício, da falta de políticas públicas que estimulem o uso sustentável, a participação da sociedade e a educação ambiental.
Desperdício - Resultado da má utilização da água e da falta de educação sanitária. O desconhecimento, a falta de orientação e informação dos cidadãos são os principais fatores que levam ao desperdício, que ocorre, na maioria das vezes, nos usos domésticos, ou seja, na nossa própria casa.
Existem também as perdas decorrentes da deficiência técnica e administrativa dos serviços de abastecimento de água, provocadas, por exemplo, por vazamentos e rompimentos de redes. Essas perdas também se devem à falta de investimentos em programas de reutilização da água para fins industriais e comerciais, pois a água tratada, depois de utilizada, é devolvida aos rios sem tratamento, em forma de efluentes, esgotos e, portanto, poluída.
Estima-se que o desperdício de água no Brasil chegue a 70% em decorrência de:
Má utilização - Uma das atividades que mais desperdiça água é a irrigação por canais ou por aspersão, em decorrência de métodos ultrapassados e ineficientes. O não reúso da água para atividades industriais também é outro exemplo que mais se relaciona ao desperdício e à falta de políticas públicas eficientes de controle e gestão.
Desmatamento - Em áreas de mata ciliar - que protege as margens dos rios, lagos e nascentes - provoca sérios problemas de assoreamento dos corpos d’água, carregamento de materiais e resíduos que comprometem a qualidade das águas. Nas áreas de nascentes e cabeceiras, o desmatamento acarreta o progressivo desaparecimento do manancial. Sem cobertura vegetal e proteção das raízes das árvores, as margens dos corpos d’água desbarrancam ocasionando o transbordamento, enchentes e o desvio do curso natural das águas.
Poluição - Durante séculos o homem utilizou os rios como receptores dos esgotos das cidades e dos efluentes das industrias que reúnem grande volume de produtos tóxicos e metais pesados. Essa prática resultou na morte de enormes e importantes rios. No estado de São Paulo o maior exemplo é rio Tietê que corta o estado de leste a oeste, com 1.100 quilômetros de extensão, seguido dos rios Jundiaí, Piracicaba, Pinheiros e outros bastante degradados e castigados pela poluição.
Além da poluição direta, por lançamento de esgotos, falta de sistemas de tratamento de efluentes e saneamento, há a chamada poluição difusa, que ocorre com o arrasto de lixo, resíduos e diversos tipos de materiais sólidos que são levados aos rios com a enxurrada. Ao "lavar a atmosfera", a chuva também traz poeira e gases aos corpos d'água.
Nas zonas rurais, os maiores vilões da água são os agrotóxicos utilizados nas lavouras, seguidos do lixo que é jogado nas águas e margens de rios e lagos, além das atividades pecuárias como a suinocultura, esterqueiras e currais, construídos próximos aos corpos d’água.
Há ainda os acidentes com transporte de cargas de resíduos perigosos e tóxicos, rompimento de adutoras de petróleo, óleo, de redes de esgoto e ligações clandestinas. Em algumas regiões, as fossas negras e os lixões podem contaminar os lençóis de água subterrânea.
6. Ameaças à Humanidade
A crise mundial da água e a desigualdade social - A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os números apresentados pela ONU - Organização das Nações Unidas - fica claro que controlar o uso da água significa deter poder.
As diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais. Em regiões onde a situação de falta d’água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.
Segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico. Um bilhão e 200 milhões de pessoas (35% da população mundial) não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800 milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.
Doenças de veiculação hídrica - Transmitidas diretamente através da água, geralmente em regiões desprovidas de serviços de saneamento: cólera, febre tifóide, febre paratifóide, desinteria bacilar, amebíase ou desinteria amebiana, hepatite infecciosa, poliomielite.
Transmitidas indiretamente através da água: esquistossomose, fluorose, malária, febre amarela, bócio, dengue, tracoma, leptospirose, perturbações gastrointestinais de etiologia escura, infeções dos olhos, ouvidos, gargantas e nariz.
Até o ano 2000, relatórios do Banco Mundial apontavam que seria necessário investir US$ 800 bilhões em tratamento e abastecimento de água para minimizar as desigualdades sociais e enfrentar a situação de falta de saneamento básico, como uma importante ferramenta de saúde pública.
Segundo Martin Gambril, representante do Banco Mundial o valor econômico da água é fator fundamental na busca do desenvolvimento sustentável. "O caso do Rio Nilo, na África, é o exemplo mais evidente de que o valor da água não é só o econômico e sim uma questão de sobrevivência total. O governo do Egito já declarou ao governo da Etiópia, de onde vem mais de 80% da água do Rio Nilo, que se a Etiópia tirar mais uma gota desse rio, isso seria interpretado como uma declaração de guerra. É o extremo da crise e dos conflitos pelo uso da água".
A Agenda 21, elaborada durante a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Eco-92, dedicou um capítulo especial à questão da água, onde preconiza o uso sustentável dos recursos hídricos, orientando todas as nações para a extrema necessidade de recuperar e garantir a qualidade das águas. Porém, passados quase dez anos, o mundo volta a discutir o mesmo tema, pois ainda assistimos à constante degradação dos rios, dos mananciais superficiais e subterrâneos e a padrões não sustentáveis de consumo de água.
Para reverter esse quadro, a Agenda 21 preconiza que é fundamental a participação efetiva de toda sociedade na gestão dos recursos hídricos. Do II Fórum Mundial da Água, realizado em março de 2000, em Haia, na Holanda, surge o documento denominado "Visão 21- Água para o Povo", com intuito de fazer com que até o ano de 2025 todos os povos tenham acesso às condições básicas de saneamento de abastecimento de água.
No Brasil dos contrastes, segunda maior potência em reserva de água doce do mundo, onde convivemos com situações de seca semelhantes às dos países que praticamente não têm água, a questão dos recursos hídricos e do saneamento toca profundamente nas relações de poder e de participação da sociedade nos processos de decisão. Segundo Ninon Machado de Faria Leme Franco, diretora do Instituto Ipanema e membro do Interim Steerign Committee da Gender & Water Alliance, a mais importante conclusão desses documentos ratificados pelo Conselho Consultivo para Água Potável e Saneamento, durante o V Fórum realizado em novembro de 2000, em Foz do Iguaçu, é de que o acesso à água para atender às necessidades básicas é direito de todos”.
"A questão fundamental para garantir esse direito não é tecnológica, nem a falta de recursos financeiros, mas essencialmente a falta de comunicação para que todos possam ter acesso à informação adequada e de modo apropriado. As conclusões da Cúpula do Milênio enfatizam, além da questão vital da água, a erradicação da miséria em todo o mundo, principalmente a partir do acesso às condições mínimas de higiene, saneamento e água potável", afirma Ninon.
Segundo Samuel Barrêto, coordenador do Núcleo União Pró-Tietê e representante do Fórum Paulista da Sociedade Civil nos comitês de bacias, todos esses dados e tratados mundiais a respeito da água remetem à co-responsabilidade da sociedade em buscar soluções para o problema. "Podemos dizer que São Paulo já acumula experiência na gestão de recursos hídricos. São mais de quinze anos de consórcio na bacia do Rio Piracicaba, sendo que na Fundação SOS Mata Atlântica já atuamos com o conceito de bacia hidrográfica há dez anos, com destaque para o projeto Observando o Tietê, em que todos os grupos de monitoramento passaram a atuar nos comitês de bacias e conselhos".
"Esse é o momento de avançar no processo gestão dos recursos hídricos. Para isso, os próximos passos são: aprovar a cobrança pelo uso da água com recursos aplicados na bacia onde foram arrecadados, universalizar a temática das águas, eliminar entraves burocráticos e preconceitos com relação à participação da sociedade civil e fortalecer o engajamento de toda sociedade nos organismos de bacias”.
Fonte S0S– Mata Atlântica
7. Em 20 anos, faltará água para 60% do mundo
Dentro de 20 anos, uma proporção de dois terços da população do mundo deve enfrentar escassez de água, de acordo com a FAO, agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, sediada em Roma.
Segundo a FAO, o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século.
Pouco mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo já não têm acesso a água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias, disse Pasquale Steduto, diretor da unidade de gerenciamento dos recursos hídricos da FAO.
Segundo ele, mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado.
Steduto pediu maior esforços nacionais e internacionais para proteger os recursos hídricos do planeta.
A irrigação para cultivos agrícolas atualmente responde por mais de dois terços de toda a água retirada de lagos, rios e reservatórios subterrâneos.
Em várias partes do mundo, agricultores que tentam produzir alimentos suficientes e obter renda também enfrentam estiagens sistemáticas e crescente competição por água.
O que os agricultores têm que fazer, diz a FAO, é armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar suas plantações.
"A comunidade global tem conhecimentos para lidar com a escassez de água. O que é necessário é agir", afirma a agência das Nações Unidas.
http://noticias.uol.com.br/bbc/2007/02/15/ult2363u9460.jhtm.
Acessado em 15/02/2007
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