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Água é vida
Cuide desse bem.

“A água não deve ser desperdiçada nem poluída, nem envenenada”. Sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis “.

Declaração Universal dos Direitos da Água, UNESCO, 1992.

A Campanha "Água é vida. Cuide desse bem" lançada em 2007 pelo SESI-SP nas unidades de Cidade A.E. Carvalho, Bauru, Campinas, Catumbi, Diadema, Franca, Guarulhos, Indaiatuba, Jundiaí, Marília, Mogi Guaçu, Piracicaba, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sertãozinho e Sorocaba.

A Campanha em 2008 será estendida para mais 31 unidades do SESI-SP (Ipiranga, Vila Leopoldina, Vila das Mercês, São Caetano do Sul, Osasco, Mauá, Americana, Araras, Araçatuba, Araraquara, Birigui, Botucatu. Campinas II, Cubatão, Cruzeiro, Itapetininga, Itu, Jacareí, Jaú, Limeira, Matão, Mogi das Cruzes, Ourinhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, Santa Bárbara d' Oeste, Taubaté, Tatuí, Suzano e Votorantim).

A Campanha tem como objetivos:

  • Sensibilizar e conscientizar os participantes para a problemática da água no Brasil e no Mundo
  • Orientar e estimular comportamentos e atitudes responsáveis, levando a uma redução no consumo de água nas unidades do SESI e nas residências dos usuários
  • Estimular o desenvolvimento de ações que levem à conservação dos rios e áreas de mananciais

    Em parceira com o DMA- Departamento de Meio Ambiente da FIESP, WWF - Brasil e ANA- Agencia Nacional das Águas a Campanha do SESI-SP utilizará como estratégia a formação de um grupo gestor nas unidades, que terá como atribuição planejar e desenvolver várias atividades educativas e de sensibilização, além de monitorar o consumo propondo ações para uma melhor utilização e conservação desse bem tão precioso que é a água.

    Justificativas
    A criação e implantação do projeto pela DDS justificam-se pelas razões:

    1. Disponibilidade de água no planeta
    De toda a água existente no mundo, 97,5% estão nos mares e oceanos e apenas 2,5% estão em geleiras, rios, lagos e águas subterrâneas, chamadas de “água doce”. Desta quantidade, menos de 1% (rios, lagos e outras fontes) está disponível para consumo (1).

    2. A distribuição de água no planeta é desigual
    O Brasil tem 13,3% de toda a água potável do mundo. Desses 15%, o Estado de São Paulo, com 30% da população do país, tem acesso a apenas 1,6%, enquanto que a Amazônia, com apenas 5% da população, dispõe de 80% dela(2).

    3. A escassez de água já existe e a tendência é o agravamento
    O atual padrão de consumo de água está cada vez mais insustentável, considerando-se que o consumo é muito maior do que o planeta pode oferecer e repor.

    Recente relatório da ONU alerta que 1/3 da população mundial (cerca de 2,7 bilhões de pessoas) enfrentará graves problemas devido à escassez de água até 2025. Em 2050, apenas uma em quatro pessoas terá acesso à água potável. Hoje, cerca de 250 milhões de pessoas enfrentam a falta crônica de água, inclusive o Brasil (3).

    Em São Paulo são consumidos, por dia, 4,1 bilhões de litros de água pelas 18,2 milhões de pessoas que estão ligadas à rede de distribuição da SABESP. Mantido este nível de consumo, o fornecimento só poderá ser garantido na grande São Paulo para os “próximos cinco ou seis anos” afirma Paulo Massato Yoshimoto, Diretor Metropolitano da SABESP. “Se continuarmos a crescer sem um programa forte de uso racional, a solução será buscar água em outras bacias”, diagnostica (4).

    4. A água disponível ainda é desperdiçada
    No Brasil, o desperdício de água chega a 70% e nas residências 78% desse consumo ocorre no banheiro. Segundo dados da SABESP, 17% da água distribuída na grande São Paulo é perdida por dia, só nos medidores da empresa (5).

    Diante dessas situações, Aldo Rebouças, especialista do Instituto de Estudos Avançados da USP, sinaliza que “o melhor meio de solucionar o gargalo da água, é investir na conscientização sobre o uso racional do consumo. O primeiro passo é usar água potável somente quando indispensável e o segundo é reduzir consumo em chuveiros, vasos sanitários e torneiras”, afirma (6).


    Fontes:
    (1e 2) Fontes: Documentos da Sabesp (Cia. de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e Guia Docol do Uso Racional da Água - Soluções para o Planeta água.
    (3 e 4) Fonte: documentos da SABESP, do Ministério do Meio ambiente, Agência Nacional das Águas, Água, gota a gota - Governo do Estado de São Paulo – Secretaria do Estado do Meio Ambiente – 2002.
    (5 e 6) Fonte: Folha de São Paulo, domingo 27 de novembro de 2005.